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Eusébio da Silva Ferreira morreu há duas semanas e ainda continua a ser lembrado em diversos lugares do mundo, nas sucessivas homenagens que lhe foram feitas. A maior homenagem, no Estádio da Luz, aconteceu há uma semana, outra das maiores aconteceu de forma espontânea nas ruas de Lisboa, no dia em que o caixão circulou por várias ruas em jeito de despedida. Esta é a prova que Eusébio foi homem do povo e admirado por ele, independentemente das ligações clubísticas de cada um.

Numa altura em que as emoções estão mais calmas e o contágio das manifestações populares também, fará sentido começar a pensar na transladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional - com as emoções à flor da pele foram muitos os que se lembraram desta ideia, como sinal de reconhecimento nacional ao jogador -, mas a ida para o Panteão deve ser mais ponderada, racional e numa altura em que as emoções estejam mais serenas – estas decisões não devem ser precipitadas.

A Igreja de Santa Engrácia é sem dúvida o maior lugar de destaque que uma figura pode ter, pois procura preservar a memória de pessoas que pelos seus feitos, nas diversas áreas. A transladação de personalidades sempre foi responsabilidade da Assembleia da Republica e após um rigoroso estudo das personalidades em questão, de forma a que seja do mais amplo consenso a passagem de alguém para este lugar de destaque. Se antes uma decisão destas teria um prazo mínimo de anos (creio que cinco), com a morte de Amália o prazo foi reduzido (um ano creio), com a morte de Eusébio procurou-se reduzir a dias.

Nada tem de ser forçosamente rápido, a memória de Eusébio não se esfuma se estiver sepultado onde está porque o seu nome no futebol deixou uma marca muito profunda que perdurou deste o tempo de jogador até à sua velhice. Por isso, o tempo deve ser o melhor conselheiro para que se prepare algo que seja do mais amplo consenso político e popular.

A própria Presidente da Assembleia da Republica ficou contagiada pelo calor das emoções do momento, quando no dia das exéquias fúnebres manifestou uma opinião baseada apenas no argumento financeiro de uma operação como esta – falou em centenas de milhares de euros, quando os valores rondam a meia centena de milhar. É certo que, num país em crise todo o dinheiro gasto deve ser ponderado em função das necessidades do momento, mas é necessário analisar o todo e as circunstancias que envolvem esta operação.

Por todas as razões e mais algumas é necessário que esta discussão seja bem ponderada, longe das emoções clubísticas do momento, de forma que, caso se concretize a transladação, a mesma seja feita num ambiente do maior consenso e com o menor número de criticas possível porque, se assim não for, poderemos estragar a imagem que marcou a vida de Eusébio da Silva Ferreira.

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