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QUANTOS TERÃO DE MORRER PARA QUE A GUERRA TERMINE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.08.14

“Nova violação flagrante dos Direitos Humanos Internacionais” é a qualificação de que o Secretário-Geral das Nações Unidas classifica o bombardeamento da escola da ONU, em Rafah, na Faixa de Gaza. O bombardeamento foi por parte dos Israelitas que continuam numa guerra absurda contra palestinianos. Uma guerra absurda porque já perderam todos os argumentos possíveis que justificam as suas ofensivas. Ofensivas que nunca se justificaram – pelo menos enquanto provocaram a morte de milhares de civis alheios às motivações de Israel.

Por muito que exista o interesse em destruir os ditos túneis. Por muito que queiram matar os terroristas do Hamas. Por muito que queiram fazer justiça aos bombardeamentos com origem na Faixa de Gaza. São meras pretensões que nada justificam o que está a acontecer na Faixa de Gaza, aos olhos do mundo inteiro. Por muito que Israel justifique, as consequências são desastrosas.

Estranho que em alguns lugares do mundo se chorem lágrimas de corcodilo – os EUA estão estupfactos com os acontecimentos. São lágrimas de corcodilo as suas porque incentivam a guerra com o fornecimento de armamento. São também estes responsáveis pelo derramamento de sangue inocente.
Estranho que a comunidade internacional permaneça de cabeça metida na areia e alheia aos acontecimentos, sem coragem de tomar uma atitude que salve as vitimas inocentes. Apenas a voz dos povos de várias partes do mundo que se desdobram em manifestações de apoio ao povo palestiniano.

Quantas pessoas mais terão de morrer para que a guerra pare?

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