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EUTANÁSIA, DE QUE LADO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.02.17

 

Caros deputados da Assembleia da República,

 

Sabemos que o debate sobre a eutanásia está lançado. Será um debate duro, sensível. Está em discussão o mais importante: a vida; ou o fim dela. O que eu desejo é que seja uma discussão com respeito, com calma, fundamentada e longe de qualquer rivalidade política - a rivalidade política não é boa conselheira para a decisão do que fazer pela vida. Será importante seja um assunto que permita a clarificação das consciências, para que as tomadas de decisão seja nesse estado de consciência. Não tenho ainda uma posição tomada sobre o assunto porque vejo argumentos e perigos de ambos os lados, aos quais se recomenda cuidado. Senhores deputados, adoraria maturidade na discussão para que todos se sintam incluídos. Não haverá necessidade de referendo porque acredito que a representação que temos no parlamento será suficiente, independentemente de ter sido um assunto que não esteja nos programas eleitorais. É importante ter presente o sentimento de muitos anónimos que, neste momento, sofrem por padecerem de um mal ou porque a vida lhes causa sofrimento agressivo. É relevante perceber se qualquer pessoa pode, de livre vontade, pedir que alguém ponha fim à sua vida em condições dignas e com outro sentido moral.

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OS BENFIQUISTAS SURPREENDEM!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.01.17

Caros adeptos benfiquistas,

Fiquei admirado com o que aconteceu a noite passada - era desnecessário. A receção dos jogadores, em Lisboa, depois da derrota do jogo com o V. de Setúbal - derrota por um golo - pareceu mais um ataque a uma equipa adversária do que à equipa que defendem. Petardos? Violência? Porquê esta fúria? Como desejam que a vossa equipa mude de atitude com este confronto? Como querem que uma equipa tenha resultados positivos se não lhe passam qualquer otimismo e confiança? Qual a razão para uma revolta, quando ainda estão a dominar o campeonato, quando sofreram duas derrotas?
Custa-me a perceber a vossa violência e a perda desnecessária de energias para estas atitudes. Perdoem-me a ignorância na estratégia futebolística, mas a violência é algo que se pode evitar para o bem de todos e não faz mudar resultados e atitudes futuras.

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UMA CARTA A DONALD TRUMP

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.01.17

Caro Donald Trump,

Escrevo-lhe esta carta, que ficará apenas divulgada no meu blogue, para lhe dizer que estou surpreendido. Surpreendido pelas imensas promessas que está a cumprir – um político que cumpre com o prometido na campanha eleitoral -; em tempo breve – não e lembro de um político que na sua primeira semana está a executar tudo o que prometeu. Se na primeira semana de governação já despachou tantos decretos, imagino que daqui a 4 anos os EUA estejam totalmente diferentes do que conhecemos atualmente.
Nunca fui fã do povo americano, mas nada tenho contra, talvez agora tenha mais porque permitiu a sua eleição. Pensei que o povo americano fosse mais sério e não se deixasse levar pelo populismo que o senhor presidente foi lançando durante a campanha. Se calhar até lhe acharam piada e decidiram deixar que chegasse ao poder só para ver a forma como governaria o seu país. Espero que aqueles que votaram em si estejam contentes pela concretização das suas promessas. Acho que Hillary Clinton não teria a mesma capacidade de trabalho como o senhor, pois seria a continuidade do Senhor Obama que já muito trabalho tinha feito para uns EUA mais dignos e mais igualitários como refere a constituição. Na realidade, o senhor Trump já fez mais asneiras que o Obama em todo o tempo de governação – se bem que os erros de Obama não são comparáveis com as trapalhadas do Trump.
Não sei se o povo americano apenas irá contestar nestes primeiros dias de governação e depois se calará ou se as contestações continuarão a subir de tom, tendo em conta o aumento da aplicação de decretos que são um atentado à constituição americana.
Sr. Trump, com tanta contestação nestes tempos, os media americanos vão estar constantemente “agarrados aos seus calcanhares” pelas piores razões – espero que não o larguem -; por essa razão, aconselho a ter uma máquina de propaganda muito bem afinada se não quer uma revolta – mais que uma CIA ou um FBI, em Portugal tivemos um modelo que o ajudará bastantes como a PIDE; mas basta percorrer a História dos países europeus e onde existiram ditaduras, existiram polícias políticas.
Espero que o senhor tenha a consciência que os seus eleitores precisam de um programa como o Obama Care se querem ter um acesso a um sistema de saúde. Espero que o senhor se lembre que muito do sucesso dos EUA a nível económico está em cérebros que vieram de outros países. Lembro que se quer livrar dos ataques terroristas deve pensar numa política externa mais aberta e com base nas negociações amigáveis – no tempo do Senhor Obama, os EUA estiveram em paz nos atentados comparado com o temos sofrido na Europa -, e deve analisar os números em relação à criminalidade proveniente de americanos.
Se a sua intenção é criar barreiras e muros, para que o seu país seja isolado, pense no que vai acontecer com as exportações - a pensar só no consumo interno -; na falta de massa cinzenta para desenvolver tecnologia; na ajuda que vai precisar do resto do mundo quando acontecer aquelas catástrofes naturais causadas pelo desrespeito do meio ambiente – que o senhor considera uma treta. Se espera fechar ao mundo, também espero que o mundo se feche em todas as formas ao seu país e daqui a uns anos veremos o que resta do sonho americano – se fizer uma boa campanha vai querer dizer que estão bem, quando o povo necessita de liberdade.
Tive desejo de escrever estas palavras, só para libertar aquilo que pensava, quando assisti à tristeza das notícias de hoje, onde dezenas de pessoas foram detidas nas fronteiras devido ao seu fabuloso decreto anti-imigração. A sua justificação é tão protecionista: “Não queremos deixar que se infiltre alguém que procure prejudicar-nos. É tudo. Sei que em alguns casos isto vai causar inconvenientes.” – falta saber até onde resulta este protecionismo.
Não tenho o prazer de ser mal-educado com os demais, nem gosto de destilar ódio nas redes sociais, mas não posso deixar de lhe dizer que o senhor é um Homem sem princípios humanistas, será um presidente terrível, ignóbil e odiado. No fundo, o senhor até não tem culpa porque me responderia que foi eleito depois de ter feito a campanha que fez e só está a cumprir as suas promessas – por um momento desejaria que não cumprisse as promessas e o mundo estaria mais sossegado.

Não estou sossegado e temo pelos tempos que se aproximam – sobrará para todos.

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TSU E PEC NO DOMÍNIO DOS NOSSOS DIAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.01.17

TSU terá sido a sigla mais falada nos últimos dias em Portugal. A sigla que tem dominado as notícias todo o tempo. Política, economia tudo às voltas com a TSU. A sigla que significa Taxa Social Única paga pelas empresas à Segurança Social por cada trabalhador. Também os trabalhadores a pagam mensalmente. Assim se garante a sustentabilidade da Segurança Social para o pagamento de pensões, subsídios e complementos que os cidadãos vão usufruindo na sua vida – Estado Social tão importante e tão questionado ao longo dos anos.
A dita Taxa Social, que tanto se tem falado, esteve em vias de descer a fim de compensar a subida recente do salário mínimo nacional – uma compensação para as empresas pelos gastos com o aumento do salário mínimo. No fundo, o Governo acordou a subida do salário mínimo, acabando por ser responsável por essa subida, ou seja, o pagador dessa subida – é do Orçamento do Estado que o acréscimo do salário será pago; trata-se de uma ajuda indireta.
O Governo correu um risco ao acordar na concertação social, aquilo que em sede de geringonça ou no parlamento seria chumbado – o primeiro momento em que o Governo teve de contar consigo próprio e, por isso, certo de que iria perder na votação parlamentar.
Depois desta trapalhada política surgiu a ideia de redução do PEC – uma sigla que vai ultrapassar a TSU, por ser mais simpática e consensual. A minha questão inicial foi quando ouvi falar desta nova medida foi: Se o Governo tinha esta possibilidade em estudo e se era mais consensual porque cismou com a TSU e porque correu o risco de ficar sozinho no parlamento na altura da votação – tendo em conta que os valores em questão são mais ou menos os mesmos?
Normal que a descida da TSU não seja do agrado dos partidos da esquerda porque no fundo são um incentivo à prática do salário mínimo, já que apenas se aplicaria às empresas que o pagam. Mais lógico será uma reforma do PEC (Pagamento Especial por Conta), já que se trata de um imposto pago pelas empresas antes mesmo de apurarem em contabilidade se tiveram lucros ou prejuízos. Para mim, acho mais lógico que as empresas paguem apenas segundo o que realmente faturam e não na hipótese de virem a faturar. Com estas medidas, o Governo compensa muito mais empresas, independentemente do valor de salários que praticam. Além disso, para Portugal ser competitivo com empresas de qualidade e salários justos, a política fiscal necessita de ser revista e mais simples, coerente – caso contrário quem vem para cá investir?

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O ASSALTANTE É LOBO E VESTE PELE DE CORDEIRO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.05.16

 

Artigo de Pedro Santos Guerreiro.jpg

                 Excerto do artigo de Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 21/05/2016

 

Concordo plenamente com as palavras de Pedro Santos Guerreiro. Sabemos bem que é verdade. Não há que esconder ou fazer de conta que não sabemos. Para se roubar um banco não é necessário ir encapuçado e de arma em punho, sequestrar toda a gente que se encontra no interior da Agência. O ladrão tem de ser mais esperto. Tem de entrar com pele de cordeiro, para depois mostrar que é lobo - só mostra quando todo o trabalho já está feito. Foi assim que aconteceu no BES. O lobo sai e o que sobra fica dentro para alguém limpar. Sim. Este tipo de ladrões deixa muito que limpar. A devastação é grande.

Mas, a melhor maneira de se ser roubado é quando muitos são donos do banco. São quando pagam do bolso as injeções de capital. Fazem crer que são donos do banco, mas apenas quando há prejuízos para liquidar. Assim se vendeu a imagem do BES, comprar papel comercial duvidoso ou acorrer ao aumento de capital, enquanto o lobo estava dentro para o golpe fatal.

Dizem que vivemos acima das possibilidades. Falsas generalizações. Os bancos viveram acima das possibilidades. Foram estes que deram créditos em jeito de prenda aos amigos. Amigos da onça. Meros parasitas da economia nacional.

Falta saber se ainda há mais lixo para limpar debaixo do tapete. De surpresas já estamos cheios. Existe o medo que algum outro lobo com pele de cordeiro exista em alguma administração à espera do momento para o seu golpe final. 

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O ÉBOLA CONTAMINA A ECONOMIA E A OPINIÃO PÚBLICA.

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.08.14

O vírus Ébola parece ter chegado a Portugal, muito antes dos recentes acontecimentos em África. Há muito que ele contamina a economia portuguesa, que a cada sinal de retoma cai de seguida por mais uma crise em alguma empresa que domina o sistema. Já o disse: a economia portuguesa é muito pequena e vacila quando uma das grandes empresas passa por um momento menos bons ou quando uma pessoa que era Dona Disto Todo cai em desgraça pública, pelos erros que cometeu alegadamente em favor de si próprio e da sua família santa.

Poderia dizer que já chega de tantos artigos sobre a história do BES e de Ricardo Salgado, mas sendo este um assunto que domina a economia do país, que interessa a todos os portugueses – não apenas aos clientes – e que a cada dia que passa tem cada vez mais contornos económicos e políticos, interessa sempre falar dele as vezes que forem necessárias. As opiniões que passam pela opinião pública são óbvias e todos concordam, mas são tão necessárias como a necessidade de nos lembrarmos sempre do assunto porque os segredos duraram tempos demais para nosso prejuízo. Um prejuízo que agora sai caro a todos.

Agora que “a corda rebentou” somos todos economistas de bancada e com créditos de opinião como se fizéssemos diferente do que fez o Governo, o Banco de Portugal, a CMVM ou a Justiça. Até poderíamos fazer porque todos tinham possibilidade de agir em tempo próprio. Porém, para quem está de fora a visão das coisas é sempre muito diferente daquela que se tem quando se está dentro - as circunstâncias do momento e os jogos de poder são fundamentais, determinantes e condicionam a movimentação das estratégias.

Prefiro criticar, mas sempre com a reserva de que essa critica vale o que vale perante a verdade dos factos e o calor do momento. Até porque seria sínico se dissesse que este assunto não me tem interessado. Tem todo o meu interesse pelas circunstâncias que envolve o meu dinheiro como cliente e como fiel contribuinte deste Estado.

Por vezes, somos “8 ou 80” – passivos demais ou extremistas. Corre nas vais. É a manifestação do vírus. Aquele que contamina a economia do país.

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POBRE COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUNDO MÁRIO SOARES

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.02.14

Os artigos de Mário Soares ainda continuam a ter o lado de corrosivo que a idade não lhe amaciou – bom ou não, cada um tem a sua opinião em função das ideologias que temos. No Diário de Notícias existe um artigo de sua autoria com o titulo “Pobre Comunicação Social”, na qual retiro o seguinte exceto:

Há bastante tempo percebi que alguns jornalistas estavam a ser comprados pelo Governo, direta ou indiretamente. Simplesmente mudaram de ideologia e de sentido para agradar a quem lhes pagava. Felizmente há ainda exceções. Honra lhes seja. Mas os jornalistas dos jornais, das revistas e das rádios e televisões têm uma terrível dificuldade. Para agradar a quem lhes paga, dizem o que muitas pessoas não querem ler, ouvir ou ver. E se o não fazem correm o risco de ser despedidos.

Será que a comunicação social está a ser assim tão controlada pelo governo, sem que o público se esteja a perceber? A quem se estaria a referir Mário Soares com este comentário, ou melhor, a que órgão de comunicação estaria a querer atacar? Seria a RTP que andou sempre no domínio dos Governos e sempre foi vítima do fantasma da privatização ou da liquidação?
Que alerta é este sobre jornalistas que mudam a sua orientação ideológica e com que objetivos? Quais os ganhos que uma empresa de comunicação tem ao alear-se ao Governo?

Será que o próprio Mário Soares me poderia esclarecer estas questões?

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OPINIÃO PÚBLICA COM MAIS SUMO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.01.14

Os programas de Opinião Pública estão-se a massificar um pouco por todos os canais de informação, quer na rádio, quer na televisão - sinal de que a opinião dos espectadores também conta e gera interesse na audiência. Esta é também a consequência da liberdade de expressão que, felizmente, existe no nosso país e que permite aos anónimos opinarem sobre todos os assuntos. 
 
Estes programas têm tanto de bom e democrático como de mau e pouco sumo a retirar em síntese porque a existe um grande número de pessoas que pouco percebe sobre os temas ou pouca capacidade tem de expressão que seja capaz de chegar a todos os que estão a ouvir. Há assuntos que são mais complexos em que a formação de opinião sobre estes exige uma capacidade de estudo muito intensiva. Também existe quem apenas deseja falar - falam de outros temas que não têm haver com o tema do programa do dia, contribuindo para a perda de tempo, tão necessária para que outras pessoas possam falar e deixar questões e apontamentos algo interessantes. 
 
Por vezes, tento ouvir estes programas, mas sei o risco que corro em ouvir nada de jeito a ponto de mudar de canal; creio que os media tenham esta noção quando criam estes espaços de opinião, que de longos se podem tornar curtos para o que é realmente interessante. 
 
Longe de mim pensar que se deva erradicar estes espaços; porém, devem ser repensados de forma que as duas ou uma hora sejam mais construtivas para o debate e para a formação de opinião. Mais cuidado para quem produz e edita e mais cuidado a quem deseja participar.

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SER BURLÃO E TER ESTATUTO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.12.12

Artur Batista da Silva tem sido badalado, nos últimos dias, nas notícias por más razões – enganou jornalistas, congressistas, público e muitas outras pessoas. Enganou pela sua posição social e profissional com um currículo que tem tanto de esplêndido e rico como de falso. Porém, apesar de todas as críticas que lhe foram feitas por aqueles que o acolheram e ouviram a sua opinião, ainda se tenta defender com mensagens e notas de imprensa dizendo pertencer à ONU como voluntário e, por essa razão, não aparecer nos registos ou ficheiros da instituição – estranho será pensar que uma instituição destas não tenha registo dos seus especialistas, consultores ou sei lá o quê. É inaceitável que o próprio queira alimentar uma polémica que o deixou ascender e que lhe provocou uma grande queda.
Sabemos bem que o linchamento a que está sujeito foi por ter abanado de forma corrupta o casulo da comunicação social que lincha e pica até à morte quando se sente ferida – um poder duro e que impõe mais respeito que qualquer outro poder.

Como pode alguém de um momento para o outro surgir com um currículo excecional, capaz de enganar qualquer um, sem que se tenha feito qualquer pesquisa sobre origens, trabalho, percurso? Artur Batista da Silva tem uma inteligência e uma boa capacidade de engodo da sociedade, que chega a esconder um passado em que foi condenado por dois atropelamentos e por abuso de confiança fiscal.

Ser burlão permitiu ter um estatuto que de outra forma não teria, só assim foi mediático com as suas posições e opiniões técnicas sobre o estado da economia nacional. Tornou-se numa personagem credível com todos os dados que apresentou e de forma sustentada. De que valem agora as suas posições? Mesmo que os estudos sejam verdadeiros, de que valem as suas opiniões? Tornaram-se marginais, inconsequentes e meras opiniões de um cidadão.
Culpa de quem? Quando para se ter protagonismo e credibilidade implica ter currículo rico, mesmo que a posição/opinião defendida seja a mesma que um cidadão anónimo com uma escolaridade mínima - de que vale a minha opinião de cidadão, mesmo que me baseie em estudos e perceba dos assuntos?

Em Portugal, ser burlão pode ser caminho para o estatuto e isso replica-se também à classe política, que adquire estatuto quando o povo é burlado com promessas que não são concretizáveis.

Henrique Monteiro, no semanário Expresso, falava do lixo que muitas vezes nos chega pela Internet, de muita informação que é falsa e contraditória porque carece de validação de fontes e porque os meios pela qual nos é entregue não tem credibilidade e fiabilidade, para que seja validada como oficial. Porém, uma semana após esta opinião, somos confrontados com o dilema da credibilidade da dita informação oficial e de fonte segura, que permitiu a burla de Artur Batista da Silva e lhe deu estatuto que este desejava - todos estamos sujeitos ao erro e ao falso julgamento e as fontes de informação seguras ou inseguras são permeáveis a que estas situações aconteçam. Ninguém pode falar de total segurança quando pode deixar brechas.

Público: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/artur-baptista-da-silva-mantem-que-e-colaborador-voluntario-da-onu-1578740

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A REVOLTA CONTRA O PINGO DOCE É COMPRAR AO LADO

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.08.12

Porque todos falam (pelo menos a maioria) da recente campanha do Pingo Doce aos seus clientes - aquela dos pagamentos por Multibanco apenas para compras superiores ou igual a 20 Euros - eu também quero falar e deixar a minha humilde e sábia opinião.

Já repararam que cada vez que o Pingo Doce faz alguma coisa com impacto para os seus clientes é amplamente anunciado nos media? Acho que se trata de publicidade gratuita, para fazer frente às campanhas publicitárias do Continente, nos intervalos da programação.

 

Primeiro: a transferência de todo o património para sede na Holanda (já quase todas as empresas do PSI 20 haviam transferido para o exterior e ninguém se lembrou disso).

Segundo: a campanha dos 50% de desconto em compras, no dia 1 de Maio, a ponto de provocar o caos e a ordem publica nas lojas de todo o país.

Terceiro: a campanha dos pagamentos por Multibanco.

Quarto: ainda não sei o que vai ser, mas já estão todos à espera.

 

Como português que sou e que protesta contra todas as situações, pois com certeza que estou revoltado com esta medida porque a crise faz-me andar com pouco dinheiro no bolso e só posso pagar com o multibanco. Com esta ladroagem que anda por aí, não me arrisco a andar com dinheiro no bolso; só ando com uns trocados para pagar o café se for o caso. Como no Multibanco só se pode fazer levantamentos a partir dos 10 Euros eu não vou levantar 10 Euros quando podia pagar um Kg de arroz e quatro pães com o cartão. Concordam comigo? Quando não tiver 10 Euros na conta para levantar, como pago a minha despesa?

Mas, protesto não protestando. Como? Não vou para a porta do Pingo Doce manifestar ou moer a cabeça às senhoras da caixa; a minha forma de protesto é ir ao Minipreço que fica do outro lado da rua ou continuar a comprar nos supermercados ao pé de casa - que até tem boas ofertas em termos de preço/qualidade. Eu apoio o comércio tradicional.

Antes do Pingo Doce fazer qualquer alteração, como as que fez nos últimos dias, deveria existir um referendo à população, para saber o que se pensa. Assim evita-se a indignação dos clientes, que depois de tantos protestos continuam a encher os carrinhos abnegados que estão com esta situação.

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