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QUANTOS TERÃO DE MORRER PARA QUE A GUERRA TERMINE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.08.14

“Nova violação flagrante dos Direitos Humanos Internacionais” é a qualificação de que o Secretário-Geral das Nações Unidas classifica o bombardeamento da escola da ONU, em Rafah, na Faixa de Gaza. O bombardeamento foi por parte dos Israelitas que continuam numa guerra absurda contra palestinianos. Uma guerra absurda porque já perderam todos os argumentos possíveis que justificam as suas ofensivas. Ofensivas que nunca se justificaram – pelo menos enquanto provocaram a morte de milhares de civis alheios às motivações de Israel.

Por muito que exista o interesse em destruir os ditos túneis. Por muito que queiram matar os terroristas do Hamas. Por muito que queiram fazer justiça aos bombardeamentos com origem na Faixa de Gaza. São meras pretensões que nada justificam o que está a acontecer na Faixa de Gaza, aos olhos do mundo inteiro. Por muito que Israel justifique, as consequências são desastrosas.

Estranho que em alguns lugares do mundo se chorem lágrimas de corcodilo – os EUA estão estupfactos com os acontecimentos. São lágrimas de corcodilo as suas porque incentivam a guerra com o fornecimento de armamento. São também estes responsáveis pelo derramamento de sangue inocente.
Estranho que a comunidade internacional permaneça de cabeça metida na areia e alheia aos acontecimentos, sem coragem de tomar uma atitude que salve as vitimas inocentes. Apenas a voz dos povos de várias partes do mundo que se desdobram em manifestações de apoio ao povo palestiniano.

Quantas pessoas mais terão de morrer para que a guerra pare?

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SER BURLÃO E TER ESTATUTO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.12.12

Artur Batista da Silva tem sido badalado, nos últimos dias, nas notícias por más razões – enganou jornalistas, congressistas, público e muitas outras pessoas. Enganou pela sua posição social e profissional com um currículo que tem tanto de esplêndido e rico como de falso. Porém, apesar de todas as críticas que lhe foram feitas por aqueles que o acolheram e ouviram a sua opinião, ainda se tenta defender com mensagens e notas de imprensa dizendo pertencer à ONU como voluntário e, por essa razão, não aparecer nos registos ou ficheiros da instituição – estranho será pensar que uma instituição destas não tenha registo dos seus especialistas, consultores ou sei lá o quê. É inaceitável que o próprio queira alimentar uma polémica que o deixou ascender e que lhe provocou uma grande queda.
Sabemos bem que o linchamento a que está sujeito foi por ter abanado de forma corrupta o casulo da comunicação social que lincha e pica até à morte quando se sente ferida – um poder duro e que impõe mais respeito que qualquer outro poder.

Como pode alguém de um momento para o outro surgir com um currículo excecional, capaz de enganar qualquer um, sem que se tenha feito qualquer pesquisa sobre origens, trabalho, percurso? Artur Batista da Silva tem uma inteligência e uma boa capacidade de engodo da sociedade, que chega a esconder um passado em que foi condenado por dois atropelamentos e por abuso de confiança fiscal.

Ser burlão permitiu ter um estatuto que de outra forma não teria, só assim foi mediático com as suas posições e opiniões técnicas sobre o estado da economia nacional. Tornou-se numa personagem credível com todos os dados que apresentou e de forma sustentada. De que valem agora as suas posições? Mesmo que os estudos sejam verdadeiros, de que valem as suas opiniões? Tornaram-se marginais, inconsequentes e meras opiniões de um cidadão.
Culpa de quem? Quando para se ter protagonismo e credibilidade implica ter currículo rico, mesmo que a posição/opinião defendida seja a mesma que um cidadão anónimo com uma escolaridade mínima - de que vale a minha opinião de cidadão, mesmo que me baseie em estudos e perceba dos assuntos?

Em Portugal, ser burlão pode ser caminho para o estatuto e isso replica-se também à classe política, que adquire estatuto quando o povo é burlado com promessas que não são concretizáveis.

Henrique Monteiro, no semanário Expresso, falava do lixo que muitas vezes nos chega pela Internet, de muita informação que é falsa e contraditória porque carece de validação de fontes e porque os meios pela qual nos é entregue não tem credibilidade e fiabilidade, para que seja validada como oficial. Porém, uma semana após esta opinião, somos confrontados com o dilema da credibilidade da dita informação oficial e de fonte segura, que permitiu a burla de Artur Batista da Silva e lhe deu estatuto que este desejava - todos estamos sujeitos ao erro e ao falso julgamento e as fontes de informação seguras ou inseguras são permeáveis a que estas situações aconteçam. Ninguém pode falar de total segurança quando pode deixar brechas.

Público: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/artur-baptista-da-silva-mantem-que-e-colaborador-voluntario-da-onu-1578740

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