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EU TAMBÉM SOU CLIENTE DO BES

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.08.14

Sou cliente do BES. Mas, daqueles clientes bem pequenos, que olha para os seus tostões, enquanto os acionistas olham para os milhões que acumularam durante anos. Sinto preocupação com o que se está na passar no banco em que confiei desde sempre as minhas parcas economias. A banca é assim mesmo. Há aqueles que entregam o pouco que conseguem poupar em vez de guardar no colchão e aqueles que investem o dinheiro em investimentos de risco, investimentos em dívida com o objectivo de ganhar muito mais. Por vezes, fico confuso: quem gere melhor o dinheiro? Eu que me fico com uma conta a prazo ou pessoas experientes, como os gestores da PT, que deixaram 700 milhões de Euros escaparem?

Apesar de cliente e preocupado com as minhas economias - ainda que seguras pelo fundo de garantia do Estado - compreendo os demais que são contra qualquer intervenção do Estado no banco, acabando os portugueses por pagarem um prejuízo que não lhes é devido – aconteceu com o BPN. Se o Estado investir dinheiro no banco para tapar os mais de 3 mil milhões de euros de prejuízo significa que esse dinheiro vai faltar noutras áreas essenciais ao país e aos cidadãos. Receio que o Estado possa negociar e vender o “BES bom” e ficar com o “BES mau”.

Quem deveria pagar o buraco financeiro e os respetivos prejuízos às pessoas lesadas seriam os investidores que utilizaram as entregas dos depositantes para investimentos tóxicos, alguns sem qualquer autorização dos clientes. Quem deveria pagar seriam os que financiaram empresas do grupo GES – grandes buracos que serviram para alimentar a família.

A economia portuguesa não pode ficar dependente da banca e dos seus prejuízos. Os portugueses não têm que sentir os impostos subirem ou não têm que carregar penosamente para o seu futuro os erros dos abutres. A justiça teria que ser mais penosa ou estes casos estarão sempre a suceder.

Aconselho a leitura de um artigo muito interessante, de
Raquel Varela.

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DIETAS OU CULINÁRIA - QUAL ESCOLHO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.07.14

Será moda, não será. São os tempos de agora. O Verão que está à porta, mas que não chega. Em cada livraria que entro e em cada tenda da feira do livro por onde passo, há deles para todos os gostos. Muitos gostos. Abrem o apetite. Chamam ao arrependimento do pecado da gula. Convivem uns com os outros. Estão lado a lado. São os livros de receitas e os livro de dietas.

Talvez tenha andado desatento noutros tempos. Talvez agora pululem como cogumelos ou mais que eles. A oferta dos livros de culinária está cada vez maior. São os de sopas, de doces, de peixe, de carne. Há especialidades para todos os gostos, a vegetariana, Brasileira, Portuguesa, Asiática. Há comida para todos os gostos que nos tentam para o pecado da gula. Na banca do lado estão os outros. Os que nos fazem entrar na linha. Os milagreiros da beleza. As dietas com todos os nomes e mais alguns. Os livros das teorias para o bem-estar. Aqueles que convidam para a pureza e que em maioria contradizem com tudo o que os outros recomendam. São o diabo e o anjo. Falam na nossa mente. Coisas que o mercado nos põe à frente. Escolhas difíceis de fazer.

Os livros de receitas são tretas. Da mesma maneira que os das dietas às vezes também são. Perdoem-me que os produziu. Perdoem-me os cozinheiros que criaram. Eu acredito que tudo seja bom. Eu até posso comprar um livro de dietas para seguir à risca, para ter um corpo perfeito e livre de gorduras. Ao princípio tudo é bom. Há que seguir à risca. Isto é espantoso. Vou vender aos outros esta novidade. Passado algum tempo cansa. As dietas são aborrecidas. Obrigam a seguir um plano. Obrigam a comer o que não quero. Impedem-me de comer aquilo que sei cozinhar. Seguir à risca é cansativo. Prefiro o meu plano de treino. Prefiro a dieta que eu próprio crio com o que tenho no frigorífico – que também é muito saudável.

Os outros, os que nos levam ao pecado na gula, são interessantes. Tantas vezes se tenta seguir a receita e: não sai nada de jeito. Tantas vezes se tenta copiar a forma e: fica horrível. Tantas vezes procuro algo para o dia que se segue e: nada do que lá está me apetece. Tantas ideias para nada. No início, pretende-se fazer tudo e respeitar a receita. Passada a novidade, é mais um livro para a prateleira. Funciona como as receitas que boa gente recorta das revistas, com aquele entusiasmo de que vai fazer. Quando? Depois logo se vê.

Perdoem-me estar a estragar o negócio dos livros das receitas e das dietas. Independentemente de todos concordarem com o que digo, há sempre a tentação de comprar mais um. Há uma falha em nós. Um mundo sem tentações não tem piada.

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Não digam nada a ninguém. Segredo absoluto. Eu vou comprar a RTP.
Aquela ideia maravilhosa (que os portugueses estão a gostar) do Sr. Dr. António Borges achar que se deve dar a concessão da RTP para uns 15 a 25 anos foi minha. Pensavam que lhe tinha saído da cabeça? Mentira. Fui eu que lhe dei o toque, assim num daqueles jantares de negócios à grande, com um bom vinho a acompanhar para convencer o homem a lançar a ideia deste negócio.

Foi um grande negócio. 20 Milhões de Euros de lucro por ano já dá um certo jeito – 260 milhões das contribuições pagas na fatura da EDP mais uns 40 milhões em publicidade e gastos de 180 milhões – e não tenho de ter muito trabalho porque esse é garantido. Eu se calhar até consigo gastar menos que os 180 milhões de Euros; basta que contrate pessoal a ganhar o salário mínimo, renegoceio os salários das estrelas televisivas, mais a ajuda de alguns que estão pelo rendimento mínimo (já que agora têm de fazer trabalho para a comunidade, que seja para a RTP – que trabalha para a comunidade) e devo conseguir fazer televisão por 100 milhões. Destes 100 milhões já estou a contar com o ordenado de eventuais contratações por troca de favores (sabem como são estas coisas dos negócios, é em qualquer lado).

Quanto à questão de acabarem com o Canal 2, ainda estou a ponderar. Se calhar, para diminuir a pouca discórdia que existe por aí, fico com ele e arranjo uma programaçãozita que dê para as minorias culturais (pelo menos é o que dizem os especialistas – são poucos os que sintonizam). Falo com as Universidades para produzirem conteúdos a título gratuito, só para fazer alguma divulgação destes jovens, que querem muito mostrar que produzem com qualidade.

Quanto à programação dos restantes canais é um assunto a pensar com calma. Vou pôr no ar o que der mais audiência, para manter o mercado publicitário assegurado - não podem haver fugas de anunciantes para a concorrência. Estou aberto a qualquer tipo de ideias (baratas) para programas com interesse para as massas e que ponha as pessoas por aí a falar da RTP como se não existisse outra estação de televisão. Programas/concursos como: Maratona às promoções do Pingo Doce; Quem foge mais aos impostos; Quem pede mais faturas; Quem consegue apertar o cinto e Quem acerta no preço da gasolina. Acho interessante estimular a produção nacional com séries e telefilmes: Apanhem o gangue dos multibancos; Paixão pela Troika; Justiça Penosa; Guerra dos submarinos. Programas semanais de economia e educativos como: A venda do que é nacional; Os estudos de Relvas. Como podem concluir, todos têm a ganhar com a concessão da RTP.

Mas, para já, não contem a muita gente, para ver se fazemos isto sem grandes alaridos porque isto de PPPs é “sete cães a um osso” e não quero pagar muitos favores.

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