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FALTA DE SIMPATIA É ALGO QUE INCOMODA.

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.01.14

Para quem vai a uma loja, café ou qualquer outro tipo de estabelecimento comercial é muito desconcertante quando a falta de simpatia ou um sorriso é a marca das pessoas que nos atendem.

 

Infelizmente a atitude pouco simpática é muito comum no nosso país e, por vezes, sinto que em alguns sítios me estão a atender para fazer um frete ou por mera obrigação e tudo o que peço é como se fosse a coisa mais difícil do mundo - coisas difíceis como tirar um café, pedir que registe o totoloto, pedir um chá. Compreendo que há clientes difíceis de aturar e muito esquisitos, mas isso não significa que o atendimento seja “carrancudo” ou que outros tenham que apanhar com a má disposição. Um povo como o português, conhecido por ser muito acolhedor e muito simpático, fica muitas vezes em causa quando deixa que esta imagem menos boa passe para o lado do cliente.

 

A atitude carrancudo com que me deparo em alguns sítios faz-me mudar de ideias e optar por outros locais onde sabem o que desejo sem ter que falar muito e têm sempre uma simpatia, mesmo que os seus dias estejam a ser muito difíceis - momentos difíceis temos todos. Isto é o que torna os clientes fieis a determinadas casas e marcas, que nem sempre são casas especiais, mas que conquistam por ter um atendimento especial. Poderia argumentar que o empregado terá sido uma má escolha e que certamente não merecia estar naquele emprego - em lugar dele deveria estar um desempregado que era capaz de fazer muito melhor -, mas a culpa é também dos patrões que manifestam igual falta de simpatia com os clientes. O dono da casa é o culpado do ambiente da sua casa e da qualidade dos seus funcionários, pois é responsável pelo que acontece dentro de suas portas.

 

Eu comecei muito jovem a trabalhar com público e experimentei várias áreas de atendimento, desde hotelaria, comercio e restauração; sempre me foi incutido que a simpatia e a boa disposição deveriam ser uma marca no meu atendimento, para além da competência em fazer o que me pediam. Essa responsabilização que o meu chefe/patrão me incutia fez-me saber ser um funcionário que sempre primou por esses valores e ao, mesmo tempo, muito atento à forma como sou atendido.

 

A primeira impressão quando recebemos um cliente marca o atendimento até ao final. O simples ato de dizer “Bom dia, o que deseja?” pode ser interpretado de muitas formas, tudo depende da forma como o dizemos - carrancudo ou com um sorriso na face. Sei bem o impacto que o “Bom dia”, quando peço um café logo pela manhã, tem no resto do meu dia como cliente ou a retribuição que dou tem no dia de quem me atendeu. A simpatia e a boa disposição é algo que se contagia, ainda que exista uma vida cheia de coisas por resolver ou problemas a tratar, mas deve haver sempres espaço para um sorriso e para a disponibilidade em atender bem - se a intenção é que o cliente volte e o negócio possa crescer.

 

A falta de simpatia incomoda-me muito e a falta de vontade em fazer algo incomoda muito mais e isso justifica muita coisa que acontece no nosso país.

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