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GERÊS: O PARAÍSO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.06.15


Um destes dias decidi voltar à cidade por um caminho diferente do habitual. Queria fugir à confusão do regresso dos turistas. Atravessei a montanha desde a Vila do Gerês até São João do Campo, ou melhor nos tempos modernos é Campo do Gerês.
Estava uma tarde de torrar. Parar ao sol era um verdadeiro sacrifício e mesmo desaconselhado. Poucas pessoas existiam por ali, os poucos que ainda restavam estavam em cima de penedos a admirar a paisagem ou debaixo de sombras a relaxar. Uma boa alternativa para fugir à confusão das praias a que somos confrontados com frequência. Desafiei o calor, parei o carro e tirei esta foto. Foi apenas para congelar este momento. Mas, a fotografia é muito redutora da incrível beleza do lugar. O silêncio e a paisagem fizeram-me pensar que andamos à procura do paraíso quando ele está tão perto de nós e não nos apercebemos.

 

 

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HÁ QUANTO TEMPO NÃO OUVES O CUCO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.05.15

“Aos anos que não ouço o Cuco” – expressão dita por um homem de meia idade para outro enquanto caminham ao longo da rua. De imediato me questionei: Há quantos anos não ouço o Cuco? Bem… Não consigo lembrar-me do tempo, mas sei que há uns tempos ouvi o cuco, não me lembro aonde, mas sei que não foi assim há tanto tempo.

A falta da natureza tem destas coisas. Há sons que estão na nossa memória como recordação porque são sons cada vez mais raros, sobretudo para quem vive nas cidades – como eu. Quantos já não se lembram do som do Cuco? Quantos nunca ouviram o cuco? Quantos só têm a memória desde os tempos de, em nossas casas, haver um relógio que a certa altura lançava o Cuco da gaiola. Sons que a modernidade vai apagando do quotidiano e que apenas permanece na memória de alguns.

Neste momento, acabo por sentir falta do campo, da sua calma, dos sons da natureza e das paisagens que me enchem a vista e me fazem sentir relaxado. As cidades têm a sua graça, mas é diferente. E vós, há quanto tempo não ouvem o Cuco?

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É TRISTE VER O MEU PAÍS A ARDER.

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.08.13

É triste ver nas notícias como Portugal está a ser domado pelos fogos florestais e pela forma como as populações e bombeiros correm para apaga-los e para salvar os seus bens. É triste saber que este ano 4 soldados da paz perderam a vida no desempenho de um serviço à sociedade, que na maioria dos casos é um serviço voluntário. É triste saber que estes episódios de desespero acontecem todos os anos em Portugal.

Nesta altura, todos parecem discutir os incêndios e os motivos por que acontecem. Fala-se em falta de meios e coordenação, mas pior que isso, sabe-se que a prevenção é algo que apenas se fala quando a floresta arde e quando o combate é a única solução neste momento. Passa a época de incêndios, o assunto é esquecido até ao Verão seguinte porque existem outras notícias mais importantes e porque as prioridades são outras. Sabe-se que em Portugal é gasto mais dinheiro no combate que na prevenção e isso é o retrato de um país sem planeamento e estratégia de conservação da natureza.

O que mais me aterroriza é que a maioria dos incêndios florestais é causada por pessoas delinquentes, que se encaixam no chamado perfil do incendiário, em fase de depressão, desemprego, de mal com a vida e até por motivos matrimoniais. Como é possível? Que explicação existe para que estas pessoas sintam que o atear um incêndio é uma forma de levantar a moral? Que culpa tem os bombeiros, populações, natureza e demais afectados pelos incêndios?Que fazem estas pessoas na nossa sociedade, com estes prazeres injustificados?

É triste que na cidade onde moro, sinto o cheiro a incêndio há alguns dias. Agora, vinha uma chuva para ver se a situação acalmava um pouco por todo o país. Já é tempo das pessoas e bombeiros terem o seu merecido descanso.

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AS VACAS SÃO SIMPÁTICAS!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.11.12


Os bovinos são animais engraçados – pelo menos é o que eu acho. Desde sempre simpatizei com eles, seja no campo a pastar, seja como um bom bife no prato ou uma vitela assada no forno – tão comuns na cozinha portuguesa.

Muito bem, chega.

Estes são uns animais simpáticos e, para quem gosta de fotografia, são muito fotogénicos. Têm aquela calma e pachorra, para ficarem durante longos minutos a olhar para a câmara fotográfica - alguns bovinos até fazem a pose e ficam de perfil ou de um ângulo que lhes é mais favorável.
Um destes fins-de-semana tive essa perceção, tirei dezenas de fotos de bois e vacas para o meu álbum de animais fotogénicos (que ainda não existe).
Até sou um tipo simpático para as vacas e bois. Eles olham para mim e eu cumprimento-os e teço alguns elogios, de forma que fiquem mais à-vontade e mais vaidosos para posarem no seu melhor. Porém, ficam parados a olhar seriamente durante tanto tempo – antes de seguirem a sua marcha – que me interrogo acerca do que lhes vai na cabeça enquanto olham para mim. Se calhar estão numa de gozo e tanga, para depois comentarem com as amigas durante o resto do caminho – eu não me importo, quero é fotografa-las.

A maior parte deste gado anda sozinho pelo monte; só no recolher é que se vê o pastor. Um deles teceu-me um comentário depreciativo que eu não entendi muito bem, só porque estava a tentar fotografar a sua vaca a comer na maior das calmas. Deve pensar: olha mais um cromo da cidade que vem fotografar as vacas e depois acham-lhes piada no prato. Pois que, se pensa assim engana-se: moro na cidade, mas fui criado no campo - não que tivesse de cuidar de bovinos – em que família próxima tinha gado e eu fui habituado a conviver com as vacas. Por essa razão, não tenho medo destes animais - apenas de alguns, que pela pose e forma de andar, são destemidos e bravos “com’ó raio”. Nos meus tempos de miúdo já espantei bois e vacas por mais que uma vez – ia agora ter medo.

Agora só me falta umas imagens das famosas “pegas de bois”, em que eles se batem entre si por domínio.

Por muito que alguns os queiram à distância, os bovinos são simpáticos.

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