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O Facebook faz dez anos de existência. Uma década para uma rede social já é muito tempo – qualquer coisa que dure dez anos é muito bom quando nos dias de hoje tudo é espontâneo e tão pouco duradoiro: usa-se e deita-se fora.
O Facebook, criado por Mark Zuckerberg foi uma grande ideia, talvez uma das mais importantes criações dos últimos tempos - não pela utilidade, mas pela adesão em massa dos habitantes da terra. Uma rede social que foi capaz de conquistar os internautas e que deixou muito poucos de fora – os que ficaram foi por opção. Tão poucos ficam de fora que eu conheço quem não sabe fazer uma pesquisa no Google, ou seja, não percebe nada de Internet, e mesmo assim tem uma conta nesta rede social para se sentir atual e conectado ao resto do mundo – como se de um cordão umbilical se tratasse. O escritor Miguel Sousa Tavares ainda não aderiu.

Eu posso dizer, que conheço poucas pessoas que ainda não estão rendidas ao facebook – eu fiquei rendido, mesmo que lhe dedique pouco tempo diário. Por lá se pode encontrar muito de bom e de mau, verdades e mentiras, “lamechices” e curiosidades interessantes, para além de podermos estar em contacto com outras pessoas do resto do mundo – afinal muitos amigos partiram para outras paragens. As redes sociais são boas e más como tudo na vida – tudo depende do uso que se pode e quer fazer dela. Eu vejo aquilo que me pode manter atualizado e como fonte de informação; publico o que se passa no meu blogue ou o que me vai no momento, uma fotografia, sem que tenha de perder a minha privacidade – não tenho necessidade de dizer que vou à casa de banho ou que vou tomar café ou até que estou a sair de casa. O Miguel Sousa Tavares não quer participar desta forma global, nem vender através dela.

Miguel Sousa Tavares tem as suas razões e obviamente que as considero aceitáveis, só não gosto inferiorize as pessoas que estão ligadas ao facebook como eu. Nem todos querem encontrar amigos da primária, nem todos procuram aqui uma agência de namoros, assim como ninguém tem de abrir mão da sua privacidade para estar nas redes sociais. Felizmente Miguel Sousa Tavares não tem necessidade de vender os seus trabalhos através do Facebook, mas muitas pessoas encontram aqui um potencial de negócio – o que considero louvável. Admiro a sua capacidade de estar fora das redes sociais.

Muito se fala por aí sobre o fim próximo do Facebook, mas o futuro é incerto. No mundo atual não se pode pensar no que vai durar muito ou pouco porque os tempos são de mudanças constantes. A vida do Hi5 foi curta, o Facebook durou dez anos e pode durar muito mais - depende do que ainda tiver de novo para trazer aos seus utilizadores e depende se existirá outra rede social capaz de captar a preferência de milhões e milhões de utilizadores.

 

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/o-facebook-faz-dez-anos-e-ha-cada-vez-mais-pessoas-para-gostar-disso-1622108

 

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Era uma vez um país em que os palhaços eram os governantes e o povo ria e ria das piadas e trapalhices que cada um desses palhaços fazia em público. Este era um país muito feliz, onde todos viviam numa autêntica palhaçada. Cada lei, cada notícia, cada artigo motivava a gargalhada geral, pois ninguém acreditava em tudo o que acontecia à sua volta. Não existiam desgraças porque estas eram a palhaçada, motivo de riso.

Este país poderia ser Portugal? Poderia, mas não é. Apesar da forma como somos governados ser considerada por grande maioria dos portugueses uma palhaçada, na realidade não o é porque, ao contrário das palhaçadas, esta governação faz-nos chorar e perder a esperança no futuro.

Miguel Sousa Tavares foi forte, ao alegadamente considerar Cavaco Silva como sendo o palhaço. Verbalizou aquilo que muitos portugueses têm na cabeça, mas não o pronunciam. Foi forte e por isso pediu desculpas e reconheceu o seu erro. Há muito moralismo na praça pública; espero que os mesmos moralismos não provenham de pessoas que no seu inconsciente tenha a mesma afirmação que a verbalizada pelo Miguel Sousa Tavares, seja em relação ao Presidente ou a outro político.

Eu prefiro não o condenar, para que um dia não tenha de “comer” estas palavras quando um político, seja ele qual for, tenha o desrespeito de fazer ou dizer algo que eu não goste.

De qualquer das formas, a classe política merece respeito, apesar de a vermos como um fruto podre que deveria ser abatido do nosso pomar; mas, no fundo, quem está a governar foi eleito (ainda que à custa de verdades falsas e promessas impossíveis). 

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