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O SPORTING FAZ SILÊNCIO...

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.01.17

Sei bem que geralmente gostam de ouvir as calinadas do Sr. Jesus – isso é o que vamos sentir mais falta.

 

O Sporting faz silêncio. Assim correm as notícias do desporto neste fim de semana. Há falta de notícias e esta vem aumentar a lacuna do noticiário de desporto, sem às voltas com o futebol, onde só os resultados deveriam ser notícias e as polémicas eliminadas das primeiras e páginas seguintes.

Não sou um seguidor do futebol, mas tenho reparado que ultimamente o azedume tem sido muito forte e cada vez pior – nada de grande interesse, a ponto de passar à frente esta parte das notícias. Do Sporting tenho a noção que são mais as polémicas que as notícias que realmente interessam para o desporto. Eis que, neste fim de semana, o clube suspende as atividades com os Media – vai ser um fim de semana santo pensarão alguns. Há mais notícia para explorar em torno disto? Os meios de comunicação bem tentam fazer disto notícia, bem tentam ter comentadores a falar do assunto, mas não há nada que se possa falar. Simplesmente um assunto sem assunto e que será forma de limpar a polémica que tem andado à solta e onde há sempre quem tente espetar mais a unha na ferida, para aumentar a polémica.

Não dá para comentar, não vale a pena a importância que os jornalistas estão a dar ao tema -esqueçam. Pelo menos algum silêncio durante alguns dias. Sei bem que geralmente gostam de ouvir as calinadas do Sr. Jesus – isso é o que vamos sentir mais falta.

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Pelas últimas notícias a "Barca do Inferno" parou a sua viagem - foi a decisão da RTP suspender o programa. Na segunda, em direto, na RTP Informação, o programa decorria normalmente quando Manuela Moura Guedes saiu em direto - pareceu que se tratava de uma cópia à atitude de Santana Lopes, na SIC Notícias há uns anos. Foi a chegada de José Mourinho a Portugal que motivou esta saída? Não. Foram mesmo as circunstâncias do debate semanal, que se tornou aceso.

Já tive oportunidade de ver o "Barca do Inferno" algumas vezes - não sigo com regularidade - e posso dizer que o nome foi bem escolhido. Nilton está rodeado de verdadeiros furacões políticos e com "pelo na venta" para mostrar que sabem do que falam e que falam com conhecimento de causa, com algum domínio da razão sobre o outro, ou melhor outra. Conhecem os temas melhor do que eu - ainda bem que têm conteúdo. Pena que, por vezes, o programa se torne numa verdadeira barca a caminho do inferno quando a discussão se torna acesa e começam a aumentar os decibéis das suas vozes, a ponto de não se perceber bem o que tanto tentam falar - pobres dos meus ouvidos que têm de aguentar. É impossível ver este programa sem ter o comando na mão para controlar o volume constantemente porque tanto conversam calmamente como no segundo seguinte espetam farpas e então é o fim. Gostava que um dia o Nilton "saísse de fininho" e ver se eram capazes de abalroar a mesa enorme que as separa para andarem à estalada, aos puxões de cabelos, enquanto debatiam os temas quentes da nossa política - uma forma diferente de ver política, de se fazer política. Perdoem-me as mulheres, pois não quero exagerar, mas juntar só mulheres num debate destes, com personalidades vincadas que cada uma tem não me pareceu que fosse um exercício fácil para o apresentador. Não consigo imaginar que no fim do programa consigam ser amistosas e capazes de conversarem amenamente sobre a cor do cabelo, as unhas de gel ou as roupas que escolheram para o direto. Não as consigo ver numa mesa de café a contar piadas umas às outras ou a comentar os modelos que entram e saem. Não as consigo imaginar irem à casa de banho juntas tão comum no sexo feminino. Perdoem-me pelo desabafo, mas é impossível não partilhar.

Ver as imagens que circulam pela internet sobre a saída da Manuela Moura Guedes pode ser um pouco redutor e o melhor é ver o programa desde o início, para se perceber o contexto dos acontecimentos - é um exercício duro para os ouvidos, mas vale apena. A discussão era interessante - sustentabilidade da Segurança Social - e que tem andado nas bocas do mundo por causa de uma proposta socialista sobre a baixa da TSU para os trabalhadores. Todas estavam a opinar sobre esta sustentabilidade e, quer Manuela Moura Guedes, quer Raquel Varela, tinham dados bem sustentados, embora com ideias opostas sobre os princípios e formas de criar sustentabilidade na Segurança Social. Por sua vez, a Isabel Moreira, do PS, tinha umas ideias mas, pelo que me dá a parecer, estava a ler o papel, que a deixou numa posição sem grande capacidade de contra-argumentação sobre o assunto - o que terá motivado as questões de Manuela Moura Guedes, que se terá apercebido da fragilidade da opinião da sua colega e com isso ter uma posição dominante no debate. Foi o momento: é agora que eu a esmago. Lançou as perguntas e a Isabel Moreira respondeu de forma apática e pouco convincente focada na leitura que acabava de fazer. Era de esperar esta reação da Manuela? Talvez. Todos conhecem o "animal jornalístico" que existe dentro de si, o seu ódio de estimação pelo PS e pelos amigos do seu "inimigo" José Sócrates. Nilton põe ordem no debate, tentou avançar, chamou a atenção à Manuela. Ela não gostou e sentiu-se a mais. Saiu. O debate continuou.

A RTP parece ter a infeliz ideia de suspender o programa, quando agora poderia ter o sucesso desejado e ser a alavanca de audiências para o canal de Notícias da Estação Pública. Estamos perante um verão quente, movimentações para as legislativas e posteriormente para as presidenciais. Não há direito a acabar com este programa que poderia apimentar ainda mais a política portuguesa. Seria interessante perceber a continuidade, descobrir novos moldes para acender o debate e a polémica. Seria interessante ver os assuntos importantes serem debatidos de uma forma diferente da habitual formalidade.

Agora que estavam a chegar ao inferno abandonam a barca….

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O SMS AINDA DÁ QUE FALAR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.05.15

Com a constante evolução das tecnologias e a tendência consumista da população por telemóveis, smartphones e acesso à internet, pensei eu que o SMS estaria com os dias contados - afinal o facebook messenger, watsapp, viber, entre outras estão em grande expansão. Engano meu. O SMS ainda dá que falar e chegou à atualidade política - ora a demissão via SMS de Paulinho, ora a ameaça do Costinha ao diretor- adjunto do Expresso.

Do Paulinho já sabemos bem que irrevogável é palavra com um significado diferente daquele que vem nos dicionários - comprem a edição dicionário de português de Paulo, o Portas.

Do Costinha, desconhecia-se o seu mau-feitio. Pelos vistos não é novo. Tem o seu ar de durão - mas não à Durão Barroso. Se José Sócrates teve a fama de estar sempre a pressionar jornalistas e diretores de jornais e de ter uma bem conhecida aversão às gentes destas profissões, António Costa parece querer seguir o mesmo caminho, mesmo que o artigo seja de opinião e mesmo que não tenha qualquer tipo de ataque pessoal - para Costinha era um ataque pessoal.

Será Costa um animal feroz? Como terá capacidade de manter a calma durante a campanha que se avizinha? Quantos SMS terá de escrever aos jornalistas que o tentarem prejudicar nas sondagens - não que queiram prejudicar, mas porque se põe a jeito para que o façam.

Ouvi dizer que o assunto do SMS de Costinha foi tratado com excessivo zelo e empolado sem necessidade. Cada um entende como quiser, mas ao menos sabemos concretamente o que aconteceu. Quando se fala em pressão, ameaça de políticos sobre a comunicação social não sabemos casos em concreto, nem que palavras foram utilizadas - é tudo muito vago -; ao contrário deste caso em que claramente conhecemos os termos e os modos em que foi feita essa pressão.

Sr. António Costa, lembre-se que um SMS tem 160 caracteres e se utilizar pontuação consome muitos caracteres da mensagem. Tenha cuidado, não vá depois ligar para o seu Operador, com mau-feitio, a queixar que gastou três SMS, quando apenas enviou uma mensagem.

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O FIM DE UM REGIME

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.08.14

Num verão pouco quente em relação a incêndios florestais (ainda bem), há outros incêndios graves a marcar os acontecimentos e as notícias - o fim de um regime. 
 
"O Fim De Um Regime" é o título de uma reportagem, da autoria de Pedro Santos Guerreiro, na Revista do Semanário Expresso. O trabalho é muito interessante para tentar compreender o pouco que se conhece acerca do império Espírito Santo - BES e empresas GES. Apenas o que se conhece porque há sempre novidades a surgirem a público cada vez mais graves, reveladoras das entranhas do poder e da governação de um império que mexe muito com a estabilidade da economia portuguesa. A economia portuguesa mostra-se débil quando algo deste género acontece porque as poucas empresas de topo são detentoras da maior parte da riqueza nacional e a sua debilidade é a debilidade de tudo o resto, mesmo que não dependendo diretamente desse império. 

Serei sempre muito pequeno para conseguir compreender este momento; até mesmo para tecer qualquer julgamento credível do que é justo ou injusto e do que deveria acontecer. Tenho a dizer que tudo isto me choca. Como é possível que, nos tempos atuais, diversas empresas e entidades estiveram alheias a tudo isto, mesmo aquelas que investiram de olhos fechados em dívidas que são difíceis de liquidar (caso da PT)? Custa-me a acreditar em casos de gestão puramente danosa e alheia aos inúmeros especialistas. 
 
Quando me refiro à reportagem do Expresso, quero demonstrar que existiu um órgão de comunicação social que desde muito cedo se preocupou com o caso. Ainda me lembro das primeiras investigações, há anos, em que o BES declarou publicamente cortadas todas as relações comerciais e publicitárias com a Impresa. Enquanto isso, conta-nos o Expresso, alegadamente Ricardo Salgado investia em publicidade nos jornais como forma de os alimentar numa crise publicitária gerada pelas quebras de receitas. Férias e passeios a jornalistas para as conferências do grupo à custa do grupo. Sei lá se mais alguma coisa. 
 
Enquanto Ricardo Salgado era o DDT - Dono Disto Tudo - jamais alguém ousou alguma coisa contra. O silêncio foi para a família Espírito Santo ouro para a ascensão e construção da queda. Agora que Ricardo Salgado saiu do BES e da crise que se instalou na família, todos o atacam de todo o lado. A fera deixou de ser perigo e pode agora ser atacada e vaiada por aqueles que deixaram de ser ameaçados ou até alimentados de forma promiscua. 
 
Custa-me saber que além daqueles que depois da ascensão ficam em desgraça, há uma série de outras pessoas que têm a sua vida em risco e que nada sabem destes negócios e apenas cumprem o seu trabalho. Em relação a esses poucos se preocupam porque onde os abutres poderem buscar o dinheiro enquanto há e onde há, a raia pequena ficará sempre a penar num futuro incerto.

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EMPRESA PARA ATENDER TELEFONES! PORQUÊ?

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.02.14

Abram o jornal i de hoje. a manchete do dia a ser verdade, acredito muito que o seja, demosntra bem qual o estado do nosso país e os gastos do nosso Executivo. Fiquei espandado com tal coisa e acredito que muitos ficarão também, assim como a revolta de muitos será muita.

 

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FINAL DE FACTOR X: A FINAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.02.14

 

 

Mais um concurso de talentos que chega ao fim. O futuro deste jovens está na sua capacidade de decisão e de aproveitar a porta aberta.

A Mariana, é uma cantora e interprete muito boa com um potencial de crescimento inesquecível. Veio dos Açores e trouxe algo de novo e de fresco ao programa. Evoluiu e demonstrou ser capaz de dominar muitas áreas da música.

O D8, é outro fenómeno, de quem no início existiam muitas dúvidas sobre as suas capacidades e sobre o seu tipo de música. Porém, semana a semana este rapaz foi crescendo de forma excecional e com grande qualidade das suas letras. Como dizem os jurados, canta aquilo que as pessoas desejam ouvir e de forma simples. Terá uma grande carreira, mesmo que não seja o vencedor desta final.

O Berg é o cantor doce e muito perfeito no que faz e na forma que canta. Mais sedutor, mas com um talento escondido que se foi revelando ao longo dos programas. Um artista também muito completo a ponto de, em muitas das atuações, só lhe conseguirem pôr defeitos nos sapatos.

Todos têm potencial e acho que quanto a isso não existem grandes dúvidas.

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POBRE COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUNDO MÁRIO SOARES

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.02.14

Os artigos de Mário Soares ainda continuam a ter o lado de corrosivo que a idade não lhe amaciou – bom ou não, cada um tem a sua opinião em função das ideologias que temos. No Diário de Notícias existe um artigo de sua autoria com o titulo “Pobre Comunicação Social”, na qual retiro o seguinte exceto:

Há bastante tempo percebi que alguns jornalistas estavam a ser comprados pelo Governo, direta ou indiretamente. Simplesmente mudaram de ideologia e de sentido para agradar a quem lhes pagava. Felizmente há ainda exceções. Honra lhes seja. Mas os jornalistas dos jornais, das revistas e das rádios e televisões têm uma terrível dificuldade. Para agradar a quem lhes paga, dizem o que muitas pessoas não querem ler, ouvir ou ver. E se o não fazem correm o risco de ser despedidos.

Será que a comunicação social está a ser assim tão controlada pelo governo, sem que o público se esteja a perceber? A quem se estaria a referir Mário Soares com este comentário, ou melhor, a que órgão de comunicação estaria a querer atacar? Seria a RTP que andou sempre no domínio dos Governos e sempre foi vítima do fantasma da privatização ou da liquidação?
Que alerta é este sobre jornalistas que mudam a sua orientação ideológica e com que objetivos? Quais os ganhos que uma empresa de comunicação tem ao alear-se ao Governo?

Será que o próprio Mário Soares me poderia esclarecer estas questões?

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OBAMA: CASOS DE RABOS DE SAIAS DEVEM SER NOTÍCIA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.02.14

A vida das figuras públicas é muito complicada, por mais que tentam alguma descrição são logo apanhadas e sobre elas se diz tanta coisa e tão pouco se torna verdade – são destas histórias que o povo gosta.
A fronteira entre o privado e o público torna-se cada vez mais ténue em relação às celebridades e o que deveria ser da esfera privada dos casais torna-se público, onde toda a gente se acha no direito de tecer os seus comentários.

Já não bastava o Presidente francês François Hollande ser apanhado na sua scotter a caminho da casa de sua amada e o caso ter sido notícia em todos os jornais mundiais, também agora o caso de Michelle Obama e Barack Obama, são também alvo de rumores de um divórcio em vias de acontecer. Sem dúvida que a Casa Branca foi fértil nestes casos de saias – lembro-me dos casos de Cliton – e essa tradição parece continuar a manter-se. Os rumores são antigos, a diversão de Obama com as fotos no funeral do Presidente Mandela foram o isco para se começarem a lançar tais rumores, a ponto de se dizer que já não dormem juntos – em casa de Presidente não há segredo que fique guardado, tudo se sabe.

Estes casos são sempre incomodativos para o casal, mas não há órgão de informação que os ignore e há sempre espaço para mais uma reportagem. Devemos considerar notícia estes relacionamentos de personalidades? Merecem o destaque que lhes é dado? Onde começa e termina a vida pública e privada destas pessoas? Que influência podem provocar nas decisões do país e na vida das pessoas? Seremos nós, eleitores, os juízes da vida de cada político?

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OPINIÃO PÚBLICA COM MAIS SUMO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.01.14

Os programas de Opinião Pública estão-se a massificar um pouco por todos os canais de informação, quer na rádio, quer na televisão - sinal de que a opinião dos espectadores também conta e gera interesse na audiência. Esta é também a consequência da liberdade de expressão que, felizmente, existe no nosso país e que permite aos anónimos opinarem sobre todos os assuntos. 
 
Estes programas têm tanto de bom e democrático como de mau e pouco sumo a retirar em síntese porque a existe um grande número de pessoas que pouco percebe sobre os temas ou pouca capacidade tem de expressão que seja capaz de chegar a todos os que estão a ouvir. Há assuntos que são mais complexos em que a formação de opinião sobre estes exige uma capacidade de estudo muito intensiva. Também existe quem apenas deseja falar - falam de outros temas que não têm haver com o tema do programa do dia, contribuindo para a perda de tempo, tão necessária para que outras pessoas possam falar e deixar questões e apontamentos algo interessantes. 
 
Por vezes, tento ouvir estes programas, mas sei o risco que corro em ouvir nada de jeito a ponto de mudar de canal; creio que os media tenham esta noção quando criam estes espaços de opinião, que de longos se podem tornar curtos para o que é realmente interessante. 
 
Longe de mim pensar que se deva erradicar estes espaços; porém, devem ser repensados de forma que as duas ou uma hora sejam mais construtivas para o debate e para a formação de opinião. Mais cuidado para quem produz e edita e mais cuidado a quem deseja participar.

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O EXCESSO DE NOTÍCIAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.06.13

Chego a casa e utilizo aquelas maravilhas da televisão paga, em que posso recuar na emissão e assistir ao noticiário - já que não cheguei a horas para assistir. Entretanto continuo por casa entretido com as tarefas diárias a que estou obrigado e, de repente, reparo que já passou tanto tempo e o noticiário continua a dar (apesar de ter passado o intervalo). Já nem me lembro qual foi a notícia de abertura e ainda continuo a ver notícias - é tempo de mudar de canal.

Quanto mais vejo notícias, mais sinto a impressão de que sei menos do que se está a passar no meu país e no mundo à minha volta. Um noticiário tão longo está a contribuir para o aumento da minha ignorância - como se o noticiário contribuísse para a sua diminuição.

Em tempos de crise os espaços informativos da televisão, com excepção do canal público, são excessivamente grandes e, para além de esmiuçar os acontecimentos nacionais, excede-se nas reportagens sem assunto, para preencher espaço de televisão antes das telenovelas - por si só são autenticas novelas com grande enquadramento político.

 

Em contrapartida, as reportagens internacionais são reduzidas a escassos momentos - um mero apontamento.

 

Aqui fica o desabafo!

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