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O DIA DE ALGUÉM ESPECIAL - MÃE

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.05.13

Hoje é um dia especial, mais especial um bocadinho que todos os dias porque me lembro de alguém especial que me conhece desde que nasci, há umas décadas, e me conhece melhor que ninguém, mesmo que esteja distante – basta uma simples conversa ao telefone para entender se estou bem ou se se passa algo de estranho, se estou doente ou na maior das felicidades. Nem sempre é preciso dizer nada, para que esse alguém perceba intimamente e de imediato tenha uma palavra amiga ou se dispõe a ajudar e defender, mesmo nas situações em que não ajo bem. Esse ser especial de quem me lembro hoje é a minha mãe – lembro-me todos os dias, mas hoje ainda com mais intensidade e com um carinho muito maior porque a vida é tão rápida que pode apagar esses momentos que não quero se desapareçam.

Lembro, várias vezes, as birras e as zangas de miúdo por querer fazer aquilo que me era proibido ou das surras por ter feito asneiras depois de estar avisado. Nesses momentos, a fúria levava-me a dizer coisas sem sentido ou a ter o pior dos pensamentos; mas hoje agradeço a sua educação e reconheço os frutos que tiveram. Tantas vezes desejaria voltar a ser pequenino para continuar a aprender e a aproveitar o máximo da sua sabedoria – ainda se vai a tempo, mas a vida é tão cheia que pouco espaço e tempo resta comparado com os tempos de miúdo.

Alguém me disse um dia que, só valorizamos os nossos pais depois de partirem; temo que essa seja uma dura realidade à qual não saberei contornar, por maior que seja o reconhecimento e o amor que tenha por este ser tão especial a quem chamo mãe.

A minha mãe não tem facebook, nem blogue, nem internet, nem tão pouco sabe trabalhar num computador, por isso, não irá ler estas palavras, mas saberá que existe algo muito mais forte que as torna tão reduzidas quando comparadas ao amor que se pode sentir por alguém tão especial como a nossa mãe.

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UM PARTO DIFÍCIL

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.12.12

Dizem que foi um parto difícil, pelos riscos que ambos corriam – mãe e criança. Todos estavam com dúvidas nos resultados de uma decisão de mãe, que terá escolhido a criança para viver, independentemente das consequências – a sua morte.
Ciência ou milagre, que os médicos nunca souberam explicar, ambos sobreviveram e passaram por fases dolorosas, mas tudo passou e hoje, mãe e filho, vivem felizes – já se passaram trinta anos.

Dizem que as dores do parto são terríveis, mas para o final são reconfortantes com o que sai de dentro da barriga - ainda que mal cheirosos, sujos, enrugados e chorões. A maternidade é algo belo e uma das fases mais bonitas da vida e da natureza.

Quando fazemos anos, todos nos vêm dar os parabéns – muito bonito -, mas esquecem que quem está também de parabéns são as mães que nos aguentaram todo o tempo, sem descanso, por vezes com sofrimento e limitações; foram as mães que tiveram as dores para que saíssemos para o mundo dos adultos. Também elas estão de parabéns, sempre.
Não querendo desprezar o papel do pai, elemento fundamental na decisão do sexo da criança e que, felizmente, é cada vez mais importante e ativo em toda a ajuda prestada à mãe antes e após o parto – hoje, modelos de suporte (ainda com muito trabalho pela frente).

Há dias assim, que somos os protagonistas da história, mas os nossos pais são ainda mais protagonistas porque sem eles nós não estaríamos aqui.

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