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OBRIGADO SOARES MESMO NÃO GOSTANDO DE TI!

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.01.17

Os últimos dias ficaram marcados pela morte de Mário Soares. A vida é mesmo assim. As grandes personalidades também morrem. Normal, pensarão os que leem. Por vezes, acreditamos que as grandes pessoas são imortais - de certa maneira são. Além disso, Mário Soares foi uma grande pessoa - será imortal na História, lugar que lhe é devido e que ninguém lhe tira.
Poderei estar a ser exagerado, por contágio do fluxo de informação que temos tido nos últimos dias, mas consigo estar distante das notícias e das opiniões, para tentar uma análise mais pessoal possível.
Soares não foi a pessoa perfeita. Sempre ouvi histórias, umas mais próximas que outras, que este não era a pessoa mais humilde e próxima, um tanto arrogante longe do considerado público. São histórias das quais há lugar para a dúvida porque a interpretação que cada um faz de alguém é sempre subjetiva. Mas acredito que não seria a pessoa mais fácil do mundo.
Soares não foi o político mais perfeito do mundo. As decisões que tomou não foram consensuais, como as de qualquer político que defende uma determinada ideologia que nunca é aceite pela generalidade. Foi um político com erros cometidos como qualquer outro.
Soares foi um grande Homem determinante para aquilo que somos hoje como povo e como país. Nunca gostou que lhe chamassem "pai da democracia"; diria que foi um homem da democracia e da liberdade (não esquecendo todos os outros que lutaram pelos mesmos ideias). Por muitas críticas que lhe possam fazer, estas são feitas porque este lutou pela liberdade que nos permite exprimir de forma diferente sem qualquer julgamento político, que a muitos, como ele, tiveram no exílio ou, na impossibilidade, ficaram nas masmorras da prisão.
Fazer, neste momento, um julgamento de tudo o que foi responsabilidade política de Mário Soares será talvez apressado. O tempo das redes sociais apressa muita coisa, inclusive a opinião, por vezes, exagerada dos acontecimentos e das pessoas. É importante, com o seu devido tempo, perceber os factos e as circunstâncias para se avaliar o papel desta personalidade.
Será fácil dizer que se cometeram erros, que o país passou pelo PREC de forma catastrófica; que a descolonização foi feita de forma errada. Mais difícil é saber de que outra forma tudo poderia ter sido feito, dadas as circunstâncias difíceis em que o país vivia. Uma coisa é o desejável outra o possível. Fácil é para aqueles que assistem de fora e que na hora de exercer o ato democrático conquistado, preferem ficar no seu comodismo.
A Soares agradeço ter nascido em democracia; fazer parte da União Europeia.
Obrigado Soares, mesmo não gostando de ti como pessoa.

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POBRE COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUNDO MÁRIO SOARES

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.02.14

Os artigos de Mário Soares ainda continuam a ter o lado de corrosivo que a idade não lhe amaciou – bom ou não, cada um tem a sua opinião em função das ideologias que temos. No Diário de Notícias existe um artigo de sua autoria com o titulo “Pobre Comunicação Social”, na qual retiro o seguinte exceto:

Há bastante tempo percebi que alguns jornalistas estavam a ser comprados pelo Governo, direta ou indiretamente. Simplesmente mudaram de ideologia e de sentido para agradar a quem lhes pagava. Felizmente há ainda exceções. Honra lhes seja. Mas os jornalistas dos jornais, das revistas e das rádios e televisões têm uma terrível dificuldade. Para agradar a quem lhes paga, dizem o que muitas pessoas não querem ler, ouvir ou ver. E se o não fazem correm o risco de ser despedidos.

Será que a comunicação social está a ser assim tão controlada pelo governo, sem que o público se esteja a perceber? A quem se estaria a referir Mário Soares com este comentário, ou melhor, a que órgão de comunicação estaria a querer atacar? Seria a RTP que andou sempre no domínio dos Governos e sempre foi vítima do fantasma da privatização ou da liquidação?
Que alerta é este sobre jornalistas que mudam a sua orientação ideológica e com que objetivos? Quais os ganhos que uma empresa de comunicação tem ao alear-se ao Governo?

Será que o próprio Mário Soares me poderia esclarecer estas questões?

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EM QUE DIFEREM OS POLÍTICOS ACTUAIS DOS DE OUTROS TEMPOS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.11.11

O ensaio autobiográfico que Mário Soares está prestes a lançar em Portugal relata a vida de um homem político profissional, com grande influência e relevo na política nacional. Na entrevista de hoje na SIC Notícias deixa-nos uma grande reflexão, que certamente muitos já tiveram a oportunidade de pensar:


A Europa actual vive uma grave crise económica e mesmo ideológica, culpa dos políticos dos nossos tempos que não têm o mesmo carisma dos políticos de outros tempos, que esqueceram inimizades e se uniram para a criação do projecto Europeu – após a II Guerra Mundial.

Em que diferem os políticos actuais dos políticos de outros tempos? Falta de princípios?
Falta de carisma? Falta de ideologia? Falta de frontalidade face ao poder económico?

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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