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A MINHA EPIFANIA FOTOGRÁFICA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.03.16

 

A fotografia é delicada. Não consegue o fotógrafo tirar a fotografia perfeita em qualquer altura só porque sim, só porque os outros pedem – para isso existe a rede social, onde eu partilho aquilo que capto com o telefone, aquele momento que desejo partilhar com alguém ou simplesmente recordar para mim -, essa fotografia nem sempre tem a paixão desejada. As verdadeiras fotografias, aquelas que capto com outro prazer ou outra intenção, ficam no álbum do meu computador ou imprimo para espalhar pela casa ou simplesmente guardar – sim, dou-me ao luxo de ter a minha galeria privada que poucos conhecem. A verdadeira fotografia ainda capto com uma máquina, simples, mas uma máquina que sabe aquilo que eu quero captar, me dá informações da luz, focagem, ruído, velocidade – nada contra quem usa o telefone, eu também uso muitas vezes – porque, para além do motivo que quero fotografar, há uma componente técnica muito simples que tenho se saber trabalhar – a luz. A luz é o segredo – um segredo revelado. Tirar fotografias é trabalhar com a luz que os objetos e seres refletem e com a luz envolvente. Também partilho as belas fotografias nas redes sociais, partilho para quem gosta; partilho aquilo que, por vezes, chamo de epifania fotográfica – a inspiração do dia. Claro que estas epifanias só aparecem, se no momento em que desejo fotografar algo, estiver concentrado no meu motivo, compenetrado e a imaginar como irei fazer o tratamento posterior da imagem, para assim brincar com a luz e captar tudo o que ela me pode oferecer.

Fotografar pessoas, na sua rotina pessoal, sem lhes tirar a essência da alma é aquilo que procuro – deixar que estejam distraídas, concentradas, livres, naturais, sem lhes perturbar o íntimo; procurando manter na imagem o respeito e a dignidade sem qualquer julgamento pelos seus atos e formas de ser. Em qualquer cenário belo ou sujo, de glória ou decadência, há dignidade humana que o fotógrafo não deve julgar, mas transmitir a mensagem que lhe vai dentro para a sociedade reagir.

A fotografia da rapariga do violino foi um exercício em que me projetei para um outro mundo – saí do meu mundo para dançar ao som da música daquele momento, procurando transmitir o que estava a ver, com a preocupação da dignidade da rapariga.

O fotógrafo brinca com a luz, o risco é se a luz ofusca o que há de mais precioso no motivo. Ser totalmente aberto ao que a luz pode fornecer é o exercício pessoal que todos os que gostam de fotografar devem fazer, para que sejam capazes de fotografias capazes de arrancar uma emoção depois de editadas e tratadas – até a nós próprios.

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PAGUE O SEU DÍZIMO ATRAVÉS DO FACEBOOK

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.08.12

Irmãos, estamos aqui reunidos para vos comunicar a boa nova das tecnologias, fruto do nosso Criador, que inspirou um grande homem, Mark Zuckerberg, e que hoje torna felizes milhares e milhões de pessoas por todo o mundo.
Irmãos, muitos mais poderiam beneficiar desta boa nova se tivessem Internet e um computador para se ligarem a nós; nós que estamos iluminados por esta grande criação que é o Facebook.
Mas nós, irmãos, nós fomos muito mais além da criação desta rede, que nos coloca em comunhão em qualquer lugar e em qualquer momento; criamos para ti uma aplicação onde poderás pagar o teu dízimo com toda a segurança e com toda a fé, para que ele seja entregue nas mãos da boa gente. Na aplicação só tens de escolher os projetos sociais em que desejas entregar a tua contribuição. Podes contribuir, desde que não seja para o Estado que é o maior diabo que existe e que deixa os pobres na miséria com tantos impostos para pagar. Aqui, pagas o teu dízimo, nem que seja o teu último tostão, pois amanhã o sol brilhará e trará nova sorte para o futuro.
Vem à nossa aplicação, mostra o quanto tens de bondade com a tua esmola e liberta a tua alma do poder maligno do dinheiro; quanto mais deres mais leve estarás.
Vem, sente a luz que ilumina o teu caminho e ajuda-nos a construir um templo, a pagar as viagens e estadias por vários países onde procuraremos pregar o amor, a paz e o desprendimento pelos bens materiais.
Este é um caminho de luz e verdade. Esperamos por ti no facebook e não esqueças dos dados das tuas contas, para contribuíres.

O Bispo da Igreja do Bem Material

(Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Este texto pretende fazer concorrência ao noticiado no jornal Público: IURD usa Facebook para receber o dízimo e outras doações). 

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POESIA I: ESPERANÇA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.06.12

Assumo que o meu jeito para poesia não é por aí além - não tenho jeito, pronto. Mas partilho convosco um poema que me saiu da cabeça:

 

Esperança,

A eterna palavra,

que provoca para a vida,

que provoca para o sonho,

que desfaz a angustia,

que desfaz o medo,

que faz vencer a guerra,

que mostra a luz na escuridão,

que transforma os lamentos,

que provoca a busca pelo novo,

que faz acreditar nos desejos,

que transforma os impossíveis,

que mostra o futuro,

que enaltece o ego,

que transporta para o conforto da alma,

que transporta para a paz.

 

Acreditar na esperança,

a melhor lição,

o melhor conselho,

que alguém pode dare ao mesmo tempo receber.

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