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DOIS PORTUGUESES PARA GANHAR UMA MEDALHA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.08.12

"São precisos dois portugueses para ganhar uma medalha. Assim se vê a produtividade do nosso país."  Ferreira in


Vou-me revoltar.

 

Li isto no radar do Sapo, de alguém que colocou no twitter. 

Então, deseja-se ganhar medalhas ou não? Mais vale uma medalha ganha com ajuda de dois portugueses, do que nenhum titulo internacional com 11 jogadores em campo.

Vamos continuar a acreditar no futebol, senhor de todas as alegrias do desporto nacional e incentivador da produtividade dos portugueses.

Neste momento, estou a imaginar os jogadores de futebol com grande revolta, por todas as atenções se voltarem para os homens da canoagem. Pena que, por estes não se faça barulho na rua - preferimos calar e manter o desejado espírito depressivo.


 

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O MILAGRE DA MEDALHA OLÍMPICA NA TV

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.08.12

Depois de tantas tentativas, por parte dos atletas portugueses, na conquista de boas classificações nos Jogos Olímpicos de Londres chegam boas notícias: dois canoístas portugueses, Emanuel Silva e Fernando Pimenta, foram segundos na final de K2 1000m. Portugal consegue assim a sua primeira medalha.


Eis que tão saudosa notícia já permite que exista uma primeira página nos jornais de hoje ou que os telejornais já possam fazer a sua abertura com o anúncio da vitória destes jovens portugueses. Eis o milagre da medalha: a canoagem já pode fazer destaque nos media e os Portugueses desde hoje manifestam-se com regozijo e como grandes amantes deste desporto desde sempre – tinham era vergonha de dizer que gostavam.
Viva o milagre da medalha que fez com que o futebol fosse ultrapassado na sua importância – falta saber por quanto tempo este milagre durará.

Até eu, me manifestei fã deste desporto e acredito que grandes atletas da modalidade poderão emergir povoando os nossos rios na conquista de um lugar na canoagem. Temos futuro.

A vitória da medalha de prata trouxe ao de cima a sede e o jejum que se vivia há muito tempo, provocado pelos sucessivos desaires dos nossos atletas.

Vi um repórter da SIC mergulhado no Portugal profundo, rumo ao norte do país, a Braga, para entrevistar a avó e a irmã de um dos premiados. Vi a valorização do trabalho da senhora que estava a colher a couves no seu quintal para ganhar o “Pão nosso de cada dia” – sem a vitória do seu neto seria uma senhora como as demais, que fazem um trabalho duro tão pouco valorizado.

Um país tão pequenino, mas que conseguiu a sua medalha - o que já não é nada mau comparando com  aqueles países que não ganham nada ou aqueles que pouco ganham em relação à quantidade de atletas que enviaram para os Jogos Olímpicos.

Será que o milagre da medalha ajudará estes jovens a terem condições decentes para treinarem no seu dia-a-dia e terem patrocínios suficientes?


Será que o milagre da medalha vai permitir que exista uma cultura desportiva mais diversificada?

Abençoados sejam , Emanuel Silva e Fernando Pimenta, os novos orgulhos de Portugal.

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O RESCALDO DE LONDRES

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.08.11

Desde tempos da II Guerra Mundial que Londres não vivia uma situação tão caótica e tão complexa como na última semana, em que os motins transformaram esta cidade num palco de guerra.

Se no tempo da senhora Thatcher os confrontos foram entre a polícia e a comunidade negra, em 2011, os confrontos em nada podem implicar o multiculturalismo de Londres porque as revoltas foram provocadas pelos naturais e não por emigrantes. Os números demonstram a gravidade dos últimos dias, 5 mortos, 1500 presos, 114 milhões de Euros em prejuízos, acredita-se também por culpa da pacividade da polícia na gestão da situação e pouco eficaz nos meios e métodos utilizados para controlo dos revoltosos. A provar a ineficácia da polícia, apenas quando se anunciaram 16 mil efectivos nas ruas e a autorização para utilizar canhões de água e balas de borracha, os ânimos acalmaram e a ordem começou a existir nas ruas de Londres. Além disso, motins como estes desintegram-se ao fim de alguns dias porque não existia qualquer organização nos ataques e nos saques. Tudo não passou de algo desorganizado, em que uns fizeram por imitação de outros. Não existiu qualquer motivo ou renvidicação, apenas o prazer de destruir, saquear e roubar motivados pelas imagens e pela mobilização instantânea nas redes sociais e pelos Blackberrys.
Referi jovens porque os 1500 presos, até ao momento, têm idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos. Jovens em época de férias e que acham cool pilhar o que foi construído pelos seus conterrâneos com o suor do trabalho. Jovens que não se preocupam em ser úteis ao seu país, mas ao que parece anceiam por oportunidades na sociedade. Como pode a sociedade aceitar e acreditar no seu futuro, quando deparada com este cenário, que não representa o melhor exemplo para um jovem? Jovens que apesar de não concordarem com o sistema social e político em que vivem, são meros parasitas que vivem dos apoios sociais do Estado, pagos por quem agora tem os seus bens pilhados. Como podem falar em falta de oportunidadess? Vale apena o Estado continuar a contribuir financeiramente? Contribuir e pagar para aumentar o espírito consumista destes jovens que foram roubar o que não lhes pertence, roubar pela segunda vez porque não chega roubar o Estado? Não estamos perante jovens que vivem na pobreza e que necessitam do básico ou então não vestiam roupas de marca e não utilizavam telefone de última geração, que usaram para fotografar e filmar as suas tristes figuras, incentivando os outros jovens a faze-lo. Não roubaram bens essenciais, mas bens futeis e caros.
Nestas alturas, vemos o pior das redes sociais e a forma como a liberdade passa a ser o pior inimigo da ordem e da lei e transforma um país num caos. Isto não é liberdade, é libertinagem e ditadura radical, de quem não conheceu a censura e o medo de se manifestar pelos verdadeiros direitos.

Culpa de quem? Do Estado que lhes paga para não serem úteis à sociedade. Os pais têm alguma responsabilidade? Falharam em alguma fase do processo educativo? Será culpa do sistema Educativo que não foi capaz de formar pessoas educadas, com cultura e com formas de pensar livres, mas coerentes? Não aceito que a responsabilidade seja da falta de oportunidades. Isso é desculpa falsa. O que fizeram estes jovens para terem acesso às ditas oportunidades?
Concordo com Miguel Sousa Tavares, no artigo do Expresso, quando lembra a quantidade de jovens de outros países que desejariam ter a oportunidade de crescer como estes que deambulam desordenadamente por Londres e quantos vivem condenados à miséria e a uma vida que convive minuto a minuto com a morte. Vale apena pensar nisto quando um jovem atirar uma pedra para destruir algo do seu país.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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O FILME DA VIOLÊNCIA EM LONDRES

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.08.11
 

 

 

 



Fonte de imagem: SIC Online, em: http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/ .


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MOTINS EM LONDRES: O QUE PROCURAM ESTES JOVENS

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.08.11

«Londres a Ferro e Fogo» seria um título para um filme sobre o que se está a passar num país que se diz organizado, pontual e onde a educação é uma marca que passa para outros países, a ponto de, por vezes, se pensar que deveríamos ser como eles. Um exemplo que parece não ser o melhor e que revela que algo de erro está a acontecer na sociedade, sobretudo na sociedade jovem que está a ser a responsável pela pilhagem do país. Jovens que roubam sem motivo ou com o argumento de estar «à rasca» com o futuro que se avizinha, sem quaisquer expectativas.
Perante este cenário catastrófico como é possível acreditar que estes jovens serão o futuro do país e que são capazes de continuar ou construir um novo projecto nacional.
O que faltou no Reino Unido para que os jovens estejam a pilhar o país e a violência se esteja a espalhar para outras cidades?

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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MOTINS EM LONDRES: ONDE NOS LEVA ESTA VIOLÊNCIA

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.08.11

 



Fonte: Youtube - Al Jazira

Fico muito impressionado com as imagens que nos chegam pela televisão e pela Internet dos recentes acontecimentos em Londres e das proporções que uma suposta manifestação pacífica, contra a morte de um negro por parte da polícia, tomaram e que está longe de ser controlada por parte da polícia, que pouco ou nada pode fazer contra estes tumultos. A polícia avança e recua sem que consiga controlar a destruição e limita-se a mudar a violência de rua.
É impressionante o rasto de destruição provocado por por forças anarquistas, que apenas estão a destruir e a pilhar aquilo que terão de pagar para reconstruir. Não se compreeende que os roubos que estejam a efectuar tenham como único argumento a recuperação dos impostos. Esta explosão social era previsível e desencadeia-se nos mesmos locais, que funcionam como "panelas de pressão", que ao mínimo rastilho ou motivo desencadeiam o rebentar de algo que a sociedades ou a política não se preocupou de tratar. 
Quem são estas pessoas? O que procuram? O que pretendem com a destruição absurda do seu país?

Recomendo uma visita ao artigo «Isto está de loucos», em http://tugaemlondres.blogs.sapo.pt/149815.html?view=2065719#t2065719

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt  

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