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UMA GREVE QUE CHEIRA MAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.12.13

A greve dos cantoneiros, em Lisboa, tem sido frequentemente falada nos noticiários à medida que se amontoam toneladas de lixo nas ruas da cidade. Ninguém gosta de ver a sua cidade cheia de lixo, ainda para mais quando se acumula durante dias e dias seguidos e nesta época em que os desperdícios são em quantidades absurdas (fruto do espírito consumista da época). Ninguém gosta e muitos devem criticar esta atitude dos cantoneiros sem que se pense nas razões que levaram a esta greve.

 

Aliás, seguindo o raciocínio de Nicolau Santos, no seu artigo do Expresso, de 28 de Dezembro, são poucos os que se lembram desta gente que trata de limpar o lixo da cidade, a porcaria que nós depositamos na rua. É um emprego digno como os demais, mas pouco desejado pelas pessoas, por ser sujo, desprezível, pouco reconhecido e pouco respeitado por quem quer que seja (há muita falta de cuidado na forma como se deposita e na forma como se embala o lixo que se vem pôr à rua).

É um emprego digno, mas indesejado por qualquer um e, por isso, talvez fique no esquecimento as condições laborais a que esta gente está sujeita e os salários ou direitos que lhes são retirados.
Por muito que António Costa tenha a maioria do eleitorado para implementar em Lisboa as medidas que deseja, como passar os cantoneiros para a alçada das Juntas de Freguesia, tal não significa que possa fazer tais mudanças sem ignorar a precariedade a que estes trabalhadores fiquem sujeitos.

Acredito que esta greve seja feita com razão de ser, mas temo que as pessoas no geral possam ficar insensíveis a ela só porque caminham pelas ruas cheias de lixo e de cheiro nauseabundo.

 

http://www.publico.pt/local/noticia/lisboa-aumenta-para-52-os-contentores-de-obras-para-deposito-de-lixo-1617869

 

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A MONTANHA PARIU MERKEL

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.11.12

Se na sabedoria popular se diz que “a montanha pariu um rato”, hoje digo “a montanha pariu Merkel”.

Porquê?

Lisboa transformou-se numa capital condicionada aos seus habitantes devido às medidas de segurança – de alta segurança – por causa de uma visita, de seis horas, ao nosso país e uma breve passagem por alguns (poucos) pontos da cidade de Lisboa. Tanta segurança para receber um chefe de Estado que não é bem-vindo! Os portugueses não são um povo propriamente perigoso que obrigue a presença das mais especializadas forças policiais – não somos terroristas.
A par dos vários protestos que estarão organizados em vários locais, os portugueses vão seguir a sua vida quotidiana normal (sim, os portugueses trabalham) ou gostariam de trabalhar se os seus movimentos não fossem condicionados amanhã.

Eu acho que a passagem por Lisboa é um erro da Senhora Merkel. Então! Lembram-se de quando numa aula tentou localizar Berlim no mapa e apontou para a Rússia? Pois, parece-me que este é mais um erro geográfico da senhora, que queria ir a um sítio qualquer e apontou para Lisboa.

O que virá cá fazer? Pouco ou nada se sabe. Tirar o país da recessão não será. Se calhar vem fazer um apelo para que os portugueses, no Natal, não se esqueçam de comprar produtos alemães para oferecer – submarinos, automóveis, redes elétricas para abastecimento de carros elétricos, investimentos em obras públicas. O que seria a Alemanha sem Portugal? Seriam menos 3 mil milhões de Euros em lucros para a Alemanha, nas trocas comerciais.
 

Nos tempos terríveis em que vivemos, não temos muita vontade de ter a senhora Merkel por cá.

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LISBOA: TARIFAS NOS COMBUSTÍVEIS E PORTAGENS NA CIDADE

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.11.11

Não vivo em Lisboa, mas não posso ficar indiferente à notícia do JN de hoje, na edição Online, onde refere que António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, defende a cobrança de uma taxa sobre o combustivel vendido na cidade para financiar os transportes ou mesmo a introdução de portagens à entrada da cidade. Algumas medidas abelidosas e fáceis para resolver o grave passivo das empresas de transportes. Simples, mas que paga é o Zé Povinho - como sempre.

A serem implementadas estas medidas é mais dinheiro que entra nos cofres das empresas, mas isso não resolve o seu passivo e a gestão danosa que por lá possa existir – antes pelo contrário, permite que se cometam mais exageros.

Eu quando estive em Lisboa utilizei transportes públicos e achei que o seu custo é elevado para quem tem de utilizar esta opção no seu dia-a-dia. Se é necessário que mais pessoas utilizem os transportes públicos, para diminuir o trânsito e aumentar as receitas das empresas de transportes, porque não baixar as tarifas? Estarão os transportes públicos actualmente adequados às deslocações das pessoas e aos seus horários? Se não estiverem as pessoas não os irão utilizar? Se a proposta de redução de linhas e horários for colocada em prática as pessoas não terão outra alternativa senão deslocarem de automóvel.

Primeiro é necessário saber os porquês e depois propôr alternativas, mudanças, que realmente beneficiem as pessoas.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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