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HÁ VIDA PARA ALÉM DA INTERNET

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.06.15

A dependência da internet é muito grande. Maior do que aquilo que julgo. Certamente não serei o único a pensar desta maneira. Mas, por maior que seja essa necessidade é importante que se saiba viver momentos sem ela. A Internet não pode dominar o Homem, quando foi este o criador desta maravilha tão útil para os nossos dias. Estive fora uns dias e nesse local a palavra internet foi ocasional, apenas nos locais onde o wifi estava disponível para o público geral. Ao princípio confesso que foi difícil, mas com o tempo fui percebendo que não era assim tão desvantajoso e que até foi útil estar sem internet. Há mais prazeres na vida para ocupar o tempo - ler. A leitura foi uma boa companhia. Que bom que era passar mais tempo sem a internet para me dar mais à leitura do papel, que sempre me seduziu em relação às versões eletrónicas. Em dois dias li a revista "Visão" do princípio ao fim e o jornal "Expresso" todo, incluindo a quase totalidade da revista "E". Estes prazeres são mais enriquecedores do que a internet. Com a versão papel não fiquei dependente da capacidade de rede ou disponibilidade do wifi, nem tão pouco preocupado com a necessidade de carregar o telefone ou o computador. A única desvantagem foi não conseguir atualizar o meu blogue com as coisas sem interesse.

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O QUE SERIA DE MIM SEM A ROTINA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.05.15

Há alturas da vida que me canso daquela rotina e da correria desde o levantar até ao chega a casa - às vezes, até ao deitar. Mas, o que seria de mim sem essa rotina? Faz falta. Quando não a tenho sinto falta dela. Por exemplo, quando a doença impede a rotina e me obriga a parar: fico farto. Fico desejoso por voltar à rotina de antes. A rotina é vida. Para outros acredito que a rotina seja a morte lenta. São as escolhas que fazemos e as oportunidades que temos. A que propósito me lembro disto? A simples razão de me ter sentado naquele café do costume e sem ter pedido nada, a funcionária traz-me gentilmente o café curto. Já sabe. Nem preciso falar para além de um: obrigado. O mesmo acontece num outro sítio em que a determinada hora do dia, o funcionário do costume me traz o café, o pastel de nata e o copo com água. São hábitos, rotinas. Isso revela que sou previsível? Talvez. Pelo menos sabem com o que contam… Essa rotina faz com que em determinadas alturas, em que a quero quebrar, tenha de ser eu a correr em direção ao funcionário dizer-lhe que quero outra coisa – não vá ele trazer em vão o que não quero e tenha de fazer novo percurso. A vida tem sempre rotinas, por muito que se tentem contrariar. Acordar, o banho, lavar os dentes, comer, olhar o telefone, ver os e-mails, ouvir as notícias, comprar o jornal, fumar depois do café, aproveitar as promoções do supermercado, deitar. São tudo rotinas. As que nos dão prazer não nos queixamos, as que dão dor de cabeça são terríveis.

O que seria da minha vida sem uma dose de rotina? O mesmo que sem uma dose de cafeína, o mesmo que sem uma dose de palavras escritas, o mesmo que sem umas linhas lidas do jornal ou de um livro. Por vezes, desejo sair da rotina, mas sabe tão bem estar imbuído nela. Trata-se de uma forma de viver embriagado – embriagado na vida.

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LER FAZ BEM À SAÚDE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.04.15

Hoje é dia mundial do livro. Bem. Vou dizer como de costume em relação a outras datas comemorativas de qualquer coisa: o dia do livro é quando um Homem desejar. É mesmo. Sabe tão bem estar na companhia dos livros. São uma companhia silenciosa, sabem aguentar o nosso estado moral e estão sempre prontos para nos dar uns minutos, umas horas bem deliciosas com o prazer da leitura.
Não consigo passar sem a companhia dos livros e sem ter um à cabeceira da cama, mesmo naqueles dias em que nem sempre tenho tempo, disposição para ler uma linha que seja. Porém, estão lá prontos para, em qualquer altura e momento, partilhar um momento descansado comigo.

Por vezes, os livros que gosto são um pouco caros; no entanto, tenho encontrado boas alternativas e boas campanhas em que se pode aproveitar para aquela compra desejada. Felizmente que há boas alternativas para que todos possam ter o prazer de usufruir da leitura e com isso contribuírem para o seu enriquecimento pessoal e intelectual.

Li algures por aí que quem não lê dificilmente fala, ouve ou vê. Existe uma verdade em tudo isso. A leitura ajuda a criar horizontes na nossa visão, ajuda a compreender todo o que circula à nossa volta e a olharmos o mundo de várias perspetivas, mesmo que diferentes daquelas que estamos habituados. Ler ajuda a saber ouvir opiniões diversas, ensina a estar à escuta do mundo e das pessoas e a estar alerta aos gritos de outros. Aprendemos a falar porque permite-nos criar opinião, vocabulário, ideias estruturadas e diversificadas.

Ler faz bem à saúde. Espero que exista um estudo que comprove isso mesmo. Permite acalmar o stress, permite que o sono venha ter connosco à noite, permite sonhar e ter uma mente mais aberta e positiva, permite consolar aqueles que sentem mais solidão.

Hoje é o dia mundial do livro e deve ser dado todo o respeito por aquilo que é e por toda a riqueza que nos traz.
Boas leituras! Que livro estás a ler?

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ANDA MEIO MUNDO A LIXAR OUTRO MEIO E QUEM NÃO LIXA...

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.07.12

Apreciar a escrita de Margarida Rebelo Pinto não é o meu forte. Há falta de algo que me cative nos textos dela ou eu sou um . Tenho esta opinião formada porque já li alguma coisa desta senhora - dois livros (já não é mau), o que me permite criticar livremente (ao contrário dos que criticam sem terem lido).

 

Perdoe-me Margarida, mas Deus que é Deus não agradou a toda a gente. Desejo força para o trabalho, para o sucesso desta escritora e que seja capaz de atrair muita gente para a leitura - sempre é melhor um livro de Margarida Rebelo Pinto que nada.

 

Apesar da minha opinião sobre a escritora, há uma lição de vida que dela retiro, do livro "Não Há Coincidências ", que é mais ou menos assim: Anda meio mundo a fod... outro meio e quem não fod... está fudi... Para bom entendedor meia palavra basta - não quis ser tão evidente a ponto de ferir algumas mentes. Uma lei de vida que está muito em voga nos tempos que correm e que faz parte do imaginário familiar, cultural, social e profissional. É desta forma que se perdem as energias, com aquilo que é desnecessário e fútil, só para que o outro não passe à frente. Chama-se a isto a tacanha mentalidade, que em nada ajuda o país. Temos um bom coração, é certo, mas que se demonstra apenas nos tempos da desgraça.

 

O povo é assim e assim será.

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