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ACABEI A MINHA LICENCIATURA

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.09.12

É com todo o gosto que vos tenho a comunicar que terminei a minha licenciatura. Estou pronto a ingressar o mercado de trabalho – com um pouco de sorte, terei um anúncio no IEFP em que dirá só para me admitir a mim.

O curso que tirei foi com muito esforço e não foi com o recurso a créditos como o Sr.. Ministro José Relvas. Eu tirei um curso para me dedicar aos “Jobs for the Boys” (para substituir o inglês técnico que não é nada bom) – frequentei a Universidade de Verão.

Sabem o que é? Não carece de explicação. Já imagino que se estão a questionar se frequentei a do PSD ou do PS. Ok, eu respondo: frequentei as duas. Assim considero-me mais habilitado para qualquer das situações com que me depare no futuro. Com a crise que está há que investir nos estudos ou estamos tramados.

Considerei que se tratou de um curso com forte exigência e que está só ao alcance dos melhores, dos mais inteligentes e dos mais espertos. Estudei com afinco todas as matérias – posso afirmar que estou merecidamente habilitado à minha nova profissão.

Recomendo vivamente a quem vive numa situação de desemprego ou de emprego precário a investir nesta área, nos cursos da Universidade de Verão (se precisarem de uma ajudinha podem contar comigo – temos de ser uns para os outros), para ver se consegue mudar o percurso profissional sem ter que sair do país.
Pensem nesta oportunidade.

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A BRANCA TELEVISIVA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.08.12

Em tempos que se fala da RTP e da concessão de serviço público, deixo-vos um texto escrito na sequência da polémica sobre as audiências medidas pela nova empresa responsável e que é seriamente criticada pelos Operadores de Televisão.

Terça-feira, 17h25m, alguém pega no comando da televisão e muda de canal. A acção deste alguém multiplicada por 247800 pessoas, que também assistiam ao programa do “Portugal no Coração”, da RTP, deixaram o primeiro canal sem qualquer espectador em antena. Instala-se o pânico na Estação Pública porque todos os espectadores mudaram de canal.
O que aconteceu? Porquê esta mudança? Foi um acto combinado? Uma forma de protesto? Contra a venda do canal? A programação da Estação Pública não está a corresponder às expectativas?

Enquanto o programa continua na sua normalidade, o colapso na sede da RTP provoca correrias nos corredores, entradas e saídas nos gabinetes, telefonemas em tudo quanto é telefone, e-mails para e do Conselho de Administração; tudo gira em torno da branca televisiva.
Para além do pesadelo na RTP, já os outros Meios de Comunicação Social concorrentes, imprensa e rádios noticiam o sucedido; nos sites, Blogosfera e redes sociais são aos milhares os comentários. Em instantes, o país fica em suspenso, mas ninguém, uma alma sequer, premiu o botão do comando do primeiro canal, para ver a emissão que continuou normalmente. 
Fazem-se os primeiros balanços dos prejuízos, 12,9 milhões, um valor provisório, que dependerá das consequências que as marcas dos espaços publicitários desencadearão com este apagão. Está tudo comprometido; o programa que contratou meios e que terá de os pagar; as marcas que contrataram aqueles minutos específicos para publicidade; o canal que não pode avançar para intervalo porque não vai passar os spots publicitários sem espectadores em antena.


A esta hora, o Governo reúne-se de emergência. O canal público que está à venda tem o seu valor comercial em causa e que tenderá a desvalorizar. O Ministro das Finanças está preocupado porque o encaixe da venda do primeiro canal será revisto em baixa no défice. O Primeiro-Ministro faz uma primeira declaração ao país, para estabilizar os ânimos e os mercados. O súbito “apagão” agonia os portugueses, que já pensam nas possíveis medidas extraordinárias que serão tomadas, para compensar as perdas.
Enquanto o Governo continua reunido, o plenário da Assembleia da Republica aquece com a habitual troca de acusações entre a direita e uma esquerda assanhada - no imediato atiram responsabilidades aos grupos económicos interessados no canal em moeda barata.
Nos cafés, as discussões mantêm-se acesas entre os que defendem o serviço público e os que desejam a privatização de um canal em tempo de contenção de despesas; mas nem por isso, ninguém, uma alma sequer, pega no comando para ver a emissão do “Portugal no Coração”.
Os canais de notícias desdobram-se em debates com comentadores de serviço e directos televisivos; os generalistas exploram a tragédia e o horror nos talk shows da tarde.

Apenas num único lugar há silêncio: no Palácio de Belém. O Sr. Presidente Cavaco Silva mantém o silêncio.
Na RTP mantém-se o caos. Normalidade apenas no estúdio. 

São 17h55m, o primeiro canal passa a ser visionado, nesse preciso instante, por 295700 espectadores. O país respirou de alívio.
Pelos vistos a RTP descobriu que se tratou de um erro técnico por parte da empresa responsável pela medição de audiências.


(Este texto trata-se de uma crónica de Manuel Joaquim Sousa. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência).

 

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PARA QUEM É ESTE PAÍS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.06.12

A taxa de desemprego em Portugal está a atingir niveis históricos(15,2%), o que compromete seriamente a recuperação económica do país, se é que vamos ter recuperação nos próximos tempos. A taxa de desmprego entre a população jovem também se encontra em niveis preocupantes por serem cada vez mais escassas as oportunidades para os mais novos. Por esta razão, é dificil perceber, o pensamento do Sr. Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, em relação às afirmações que proferiu anteriormente ao considerar que o desemprego é uma oportunidade. Qual oportunidade se as ofertas no mercado de trabalho são escassas? Em que baseia a sua opinião de optimismo duvidoso ou ilusório? Da mesma forma que é incompreensivel quando, há algum tempo atrás, convidava os portugueses a emigrar.

 

É assim que se constroi um país? É apelar à desmobilização que se ultrapassam as crises? Porque não segue o Governo o exemplo? O Sr. Ministro Miguel Relvas, ainda ajudou mais à opinião do primeiro-ministro, ao considerar que a emigração não se trata de algo assim tão grave e que é um sinal de bonança para o país que agora exporta massa cizenta.

 

O que o governo faz: dizer aos portugueses que este país não é para novos.

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