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O SPORTING FAZ SILÊNCIO...

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.01.17

Sei bem que geralmente gostam de ouvir as calinadas do Sr. Jesus – isso é o que vamos sentir mais falta.

 

O Sporting faz silêncio. Assim correm as notícias do desporto neste fim de semana. Há falta de notícias e esta vem aumentar a lacuna do noticiário de desporto, sem às voltas com o futebol, onde só os resultados deveriam ser notícias e as polémicas eliminadas das primeiras e páginas seguintes.

Não sou um seguidor do futebol, mas tenho reparado que ultimamente o azedume tem sido muito forte e cada vez pior – nada de grande interesse, a ponto de passar à frente esta parte das notícias. Do Sporting tenho a noção que são mais as polémicas que as notícias que realmente interessam para o desporto. Eis que, neste fim de semana, o clube suspende as atividades com os Media – vai ser um fim de semana santo pensarão alguns. Há mais notícia para explorar em torno disto? Os meios de comunicação bem tentam fazer disto notícia, bem tentam ter comentadores a falar do assunto, mas não há nada que se possa falar. Simplesmente um assunto sem assunto e que será forma de limpar a polémica que tem andado à solta e onde há sempre quem tente espetar mais a unha na ferida, para aumentar a polémica.

Não dá para comentar, não vale a pena a importância que os jornalistas estão a dar ao tema -esqueçam. Pelo menos algum silêncio durante alguns dias. Sei bem que geralmente gostam de ouvir as calinadas do Sr. Jesus – isso é o que vamos sentir mais falta.

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ESCOLHES BARRABÁS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.03.16

- Barrabás! Barrabás! - Terá gritado a multidão, para que o ladrão e assassino fosse libertado. Lembramos hoje, em data de Sexta-feira Santa, a história do julgamento mais contado da História. A escolha do povo para a libertação de um prisioneiro - Barrabás ou Cristo. Era a forma de Pilatos lavar as mãos de culpa - afinal o Nazareno era inocente e o Barrabás era culpado. Assim se cumpria o que estava escrito. À parte de qualquer verdade de fé e de se acreditar ou não no que sucederia ao terceiro dia - a ressurreição -, há lições a tirar da história e da culpa que carregamos na vida, quando perante um acontecimento temos de escolher a libertação de um - entenda-se libertação como ato de apoio público ou condenação pública. A raça humana tem uma terrível fraqueza para o julgamento precipitado sem qualquer ideia sobre as provas, sem análise de factos, por impulso da maioria; isso aumenta na mesma proporção que o acesso à informação. Se há uns anos, décadas ou séculos as nossas opiniões sobre os acontecimentos fossem justificados pela ignorância, por seguir cegamente a opinião de alguém como único modelo e porque vivíamos iludídos; hoje essa justificação já não deveria fazer sentido. Temos acesso à informação, temos educação que nos forma a ter um pensamento próprio; mas nem por isso somos capazes de o fazer. Somos proativos a partilhar opiniões sem sequer pensar sobre elas, só porque a maioria pensa dessa forma - olhem para as redes sociais e percebam o ódio destilado por coisas banais, por alguém que pensa de forma diferente e procura manifestar opinião num mundo livre. Se um escritor pensa de determinada forma num livro, vem uma série de pessoas opinar sem sequer saber o que está escrito - lembro de Henrique Raposo no seu mais recente livro. Se uma pessoa é constituída para responder num processo, é apontada como culpada sem que conheçam as provas em causa. Com facilidade elegem-se políticos que mais tarde cometem atrocidades ao seu povo, sem se pensar no que os motiva e no futuro - lembro dos ditadores da Europa. Facilmente se usa um pequeno acontecimento e se amplia a uma escala desproporcional com tentativa de se apontar determinado grupo de pessoas - lembro-me dos acontecimentos de Klon, Alemanha, na passagem do ano. Facilmente escolhemos Barrabás, tantas vezes, para condenar os inocentes. Somos assim, escolhemos o mal e depois afundamos no desespero da escolha. Dificilmente aprendemos. Nunca iremos aprender. E já que estamos contagiados pelos atentados. Seremos também terroristas, ainda que numa perspectiva diferente?

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AVÉ CHEIA DE GRAÇA AO BLOCO DE ESQUERDA

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.02.16

Finalmente a adoção por casais de mesmo sexo é permitida. Portugal é um país que sai da linha do preconceito em nome do interesse da criança – interesse no sentido de haver oportunidade das crianças serem acolhidas numa família, independentemente da opção sexual dos casais. Trata-se de uma vitória que provocou alguma azia em Belém e algum exagero pelos lados do Bloco de Esquerda – refiro-me ao recente cartaz, polémico cartaz, que não publico, para evitar prolongar a campanha do BE. Primeiro, como católico não tenho qualquer preocupação ou estigma em relação à utilização do nome e imagem de Jesus, ou qualquer outra figura religiosa, em comparações e até no humor – liberdade de expressão com respeito é o meu princípio. Alias, Jesus deve estar mais preocupado e triste com outras questões bem mais tristes e preocupantes, das quais somos responsáveis – em vez do coro de anjos defensores do bom nome e respeito. Segundo, religião e política são áreas de pensamento que não se devem cruzar, de forma a evitar colisão de valores e posições – já por isso vivemos num estado laico e quem nos dera que todos os Estados do mundo fossem laicos. Sendo o BE um partido que sempre procurou separar as águas - política e religião -, deveria ter outra sensibilidade em relação a este assunto do cartaz. Notei em toda a história uma falta de maturidade política e sensibilidade. No próprio partido o cartaz não foi bem aceite, como poderia ser aceite na sociedade sem levantar polémica? É claro que foi um assunto, esporádico e já esquecido, até mesmo nas redes sociais – a vantagem da política nas redes sociais é esta: por maior que seja a contestação, no dia seguinte já todos esqueceram o assunto e estão mais interessados em partilhar outras historietas -, onde a memória política é muito curta e obtusa. Como é um assunto viral e sem consistência para ficar presente, foram evitados problemas internos no BE e aqui abrir a velha caixa de Pandora que existe em relação à sua liderança – em tempos o BE teve um pai e uma mãe, poderia ter dois pais ou duas mães (comparação que poderiam ter utilizado). A associação de que Jesus teve dois pais não é óbvia para a temática de adoção por casais do mesmo sexo – Jesus viveu com um pai adotivo e uma mãe. Poderiam ter escolhido outra comparação e não uma mera provocação que poderia ter um preço elevado à imagem do partido. Deixo essas comparações, associações aos cartoonistas e humoristas, com liberdade de pensar, sem qualquer prisão a ideias políticas – liberdade de expressão e criatividade para estes, que já lhes custa muito caro. Não uso o mesmo slogan “Je suis BE”, da mesma forma que usaria “Je suis Charlie”. De qualquer das formas e desnecessário que se cometam exageros nos comentários e nas reações – gastem a energia em assuntos mais sérios e importantes.

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PÁSCOA AINDA É O QUE ERA

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.04.14

Já passaram dois mil anos daquela que é a história mais narrada, retratada em filme, em peças de teatro, em música, entre outra possíveis formas de expressão – falo da paixão e morte de Cristo.

Apesar dos tempos, contagiado por momentos em que a fé vacila, a morte de Cristo e a Ressurreição continua a ser um dogma de fé para muitos crentes, aqueles que acreditam que existe algo para além desta difícil vida terrena. A vida de Cristo continua ser contagiante, continua a ter seguidores e terá sempre porque este homem, independentemente da divindade, trouxe no seu tempo uma revolução filosófica e humanista que transcende a religião a que é sempre conotado – digo que Jesus foi para todos e não apenas para os tementes a Deus. A ler cada uma das suas parábolas sabemos bem que continuam a fazer sentido no nosso tempo e que ainda continuam a saciar aqueles que buscam algo mais que o superficial e efémero com que nos enchem a vida.

Haverão sítios em que a Páscoa pode passar despercebida, mas há outros onde é vivida com intensidade muito forte e mesmo contagiante. Vivo em Braga e confesso que admiro a Semana Santa de Braga. A forma como é preparada com todo o detalhe, desde a parte cultural à parte religiosa e todo o cerimonial dão uma importância digna que esta semana merece. A tradição de cada cerimónia, de cada procissão continua ano após ano; quando poderia pensar que tudo isto estava em desuso e que as gerações mais novas estão cada vez mais desligadas destas tradições, reparo que são elas os sustento humano destes acontecimentos e que são cada vez mais os jovens a comparecer nas cerimónias típicas da época.

A Páscoa é sem dúvida uma festa fantástica pelo que representa e pelo valor cultural e religioso que tem para muitos.

Uma Páscoa feliz!

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O QUE MUDA SE JESUS FOSSE CASADO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.09.12
Leio no jornal Público o artigo Papiro cita Jesus a falar da sua mulher. Tudo indica, apesar de existirem testes de autenticidade ainda a decorrer, que o dito papiro será autêntico. Mesmo que se confirme a autenticidade, muitos afirmarão que tudo isto é mais uma encenação, como a que o livro Código de Da Vinci tentou lançar com a sua ficção.
 

Bem, eu continuo a pensar o mesmo que sempre pensei até aos dias de hoje. Católico como sempre me identifiquei, sempre defendi que o grande Homem, que foi Cristo, teve o direito de ser casado, de ter namoradas e de curtir a vida porque os sacrifícios que passou na sua vida terrena foram mais que suficientes.
 

Então não teria o direito de ter uma vida amorosa, quando a sua doutrina era amor? Qual o problema de ter as suas relações sexuais e mesmo filhos? Nada disso invalida a sua doutrina, que foi sempre muito tolerante e progressista. Quiçá seria Maria Madalena ou outra qualquer. Simplesmente não interessa.

Não percebo os que têm medo que um dia se provem estas teorias. Sendo homem como os demais tem o mesmo direito de desfrutar dos prazeres da vida. A vida privada de Jesus pouco me importa, espero que pelo menos possa ter sido feliz como qualquer um de nós deseja ser feliz numa relação.

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