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QUANTOS TERÃO DE MORRER PARA QUE A GUERRA TERMINE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.08.14

“Nova violação flagrante dos Direitos Humanos Internacionais” é a qualificação de que o Secretário-Geral das Nações Unidas classifica o bombardeamento da escola da ONU, em Rafah, na Faixa de Gaza. O bombardeamento foi por parte dos Israelitas que continuam numa guerra absurda contra palestinianos. Uma guerra absurda porque já perderam todos os argumentos possíveis que justificam as suas ofensivas. Ofensivas que nunca se justificaram – pelo menos enquanto provocaram a morte de milhares de civis alheios às motivações de Israel.

Por muito que exista o interesse em destruir os ditos túneis. Por muito que queiram matar os terroristas do Hamas. Por muito que queiram fazer justiça aos bombardeamentos com origem na Faixa de Gaza. São meras pretensões que nada justificam o que está a acontecer na Faixa de Gaza, aos olhos do mundo inteiro. Por muito que Israel justifique, as consequências são desastrosas.

Estranho que em alguns lugares do mundo se chorem lágrimas de corcodilo – os EUA estão estupfactos com os acontecimentos. São lágrimas de corcodilo as suas porque incentivam a guerra com o fornecimento de armamento. São também estes responsáveis pelo derramamento de sangue inocente.
Estranho que a comunidade internacional permaneça de cabeça metida na areia e alheia aos acontecimentos, sem coragem de tomar uma atitude que salve as vitimas inocentes. Apenas a voz dos povos de várias partes do mundo que se desdobram em manifestações de apoio ao povo palestiniano.

Quantas pessoas mais terão de morrer para que a guerra pare?

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OS INFILTRADOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.01.14

No artigo anterior do meu blogue refiro-me ao filme "12 Anos Escravo", tendo referido que neste filme é retratado algo intemporal - que ainda hoje se pratica -, quando poderia pensar que a sociedade já evoluiu o suficiente, para que tais atos fossem condenados e eliminados. 
 
Os infiltrados, assim chamam os Israelitas aos africanos oriundos da Eritreia e do Sudão, que chegam os milhares a Israel, para fugirem á fome e à miséria. A reportagem da SIC, da autoria de Henrique Cymerman, retrata bem a forma como os africanos são tratados - são presos, trabalham de dia, mas a partir das 22 horas são obrigados a permanecer na prisão construída para o efeito. Na própria reportagem faz referência que são os próprios africanos que constroem a prisão e as vedações que os separam da restante comunidade. Na rua israelitas dizem aos africanos que não são dali. 

O século XX deixou marcas muito profundas, que por vezes se apagam da memória. Os Israelitas estão a fazer o mesmo que os Nazis fizeram com os Judeus, por altura da II Guerra Mundial. Os judeus deixaram de ser livres, passaram a viver em guetos, andavam com marca no corpo para serem identificados como Judeus e depois passaram para campos de concentração onde foram mortos aos milhares, em câmaras de gás. Podem dizer que não existe qualquer comparação entre as épocas e os atos, mas a ideia é a mesma e o sentimento de exclusão e repulsa começa por aqui - se não fosse a comunidade internacional não saberíamos que outras medidas seriam tomadas. 
 
Não se pretende que Israel acuda a todos os problemas de África, mas a solução encontrada não terá sido acertada aos olhos da comunidade internacional - Israel tem um grave problema de integração com diversos povos. A História dá as suas voltas e esperava-se que israelitas não fizessem o mesmo que aos seus antepassados.

 

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