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TER SOL PAGA MAIS IMPOSTO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.08.16

O sol quando nasce é para todos. Quem tem mais sol vai pagar mais? Desculpem se a minha casa tem sol a mais. Mas eu não tiro sol a ninguém. Uma nova cláusula para o IMI. Ah, pelos vistos se tiver boa vista também é factor a ter em conta. Que se entende por boa vista? A rua ou a vizinha de deixar cair o queixo? Se estiver próximo de um monumento também tem a agravante. Agravante é quando o património está a cair em pedaços e quem determina regras para o IMI não tem isso em conta. Mais alguma regra? Se precisarem de algo que agrave o imposto à gente eu ajudo. Se a casa tiver água e electricidade deve-se cobrar mais. Se tiver tv paga acho que isso é factor a ter em conta. Já agora se entrar ar em casa agrave-se o imposto que uns têm mais ar que outros...

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PASSOS CHAMA MINISTROS E OS PORTUGUESES TREMEM

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.08.14

O Sr. Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho convoca os seus ministros, para uma reunião, um Conselho de Ministros para terça-feira. Para quê? Segundo o jornal Expresso, não abre o jogo. Ficamos sem saber quais os motivos da reunião apressada, extraordinária, de última hora – como lhe queiram chamar. Não sabemos os motivos, mas sabemos o conteúdo e o resultado que pode vir dessa reunião. Vejamos: a despesa aumenta, a dívida pública também, o chumbo do Tribunal Constitucional a 30 de Maio implica outras reformas, um orçamento retificativo. Sabemos bem que na prática, para o cidadão comum, implica um novo aperto do sinto. Vem aí mais medidas de austeridade, que se traduzem num novo aumento de impostos – IVA e TSU. Como de costume, esperemos pelo comentário de Marques Mendes, na SIC, ao Sábado – tornou-se o mensageiro que prognostica os pensamentos e as ideias do Governo.

Será que desta vez o povo vai reagir de forma diferente? Será que vamos aceitar um novo assalto aos nossos bolsos, que compromete ainda mais a recuperação da economia? Era 2012 o ano da mudança, depois 2013, depois 2014… Enfim, não há fim à vista para que terminem os sacrifícios, para que se aliviem os bolsos dos que menos podem e dos que têm pago a crise estes anos todos.

Anos e anos a aplicar a receita da subida da carga fiscal e mesmo assim o país continua a necessitar de mais apertos e mais austeridade. Alguém que governa já pensou que esta equação matemática não funciona?

Aguardemos por mais e más notícias nos próximos tempos. Aguardemos para ver se em Belém continuará a existir o silêncio de que estamos habituados.

 

(É por isso que me apetece mandar tudo ás urtigas)

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DEPARDIEU: SER FRANCÊS OU RUSSO É UMA QUESTÃO DE IMPOSTOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.01.13

Gérard Depardieu é agora cidadão Russo, após a renúncia da nacionalidade francesa e a assinatura do decreto por Vladimir Putin que lhe atribuiu a cidadania Russa. Depardieu terá demonstrado amor à Russa por a considerar uma grande democracia. A mudança de nacionalidade do ator é na sequência da intenção do Presidente Francês, François Hollande, em criar uma taxa de 75% sobre o rendimento dos mais ricos – na Rússia pagará 13% de impostos.
Não será este o único caso no mundo de mudança de nacionalidade, o mesmo já acontece com as sedes das empresas que são deslocalizadas de país em país, mediante os impostos praticados nos mesmos. Culpa de quem (?) quando em tempos de crise económica o esforço tem de ser repartido por todos, em vez dos mesmos do costume; ou será legítimo que as grandes fortunas sejam preservadas de qualquer medida de carater excecional?
Como é que certos países aceitam de forma tão célere o pedido de cidadania a alguns estrangeiros, quando a maioria dos comuns esperam até ao limite ou simplesmente não é aceite, devido às complexas políticas de emigração?
Este exemplo demonstra que a nacionalidade é cada vez mais uma questão de impostos que amor à pátria.

E tu, farias o mesmo? 

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HISTÓRIA DA NOTA DE 100 EUROS - ASSIM FUNCIONA A ECONOMIA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.10.12

 

Num hotel, um homem de negócios paga a sua estadia ao rececionista com uma nota de 100 Euros. O rececionista vai à mercearia para pagar a sua conta de 100 Euros. O merceeiro vai ao talho e entrega a nota de 100 Euros, para pagar a conta. O homem do talho vai pagar os 100 Euros que deve à prostituta, pelos favores sexuais em atraso. A prostituta vai ao pronto-a-vestir pagar a conta de 100 Euros, pelas roupas que comprou. O dono do pronto-a-vestir vai entregar a nota de 100 Euros ao homem de negócios, pela compra mercadoria. O homem de negócios é o mesmo que pagou os 100 Euros pela estadia no hotel – recebeu de volta a sua nota.

Esta é a tradicional “estória” do funcionamento da economia atual. O dinheiro falha, mas não desaparece – está no poder de alguém. Quem tem a nota de 100 Euros pode fazer girar a economia, sem perder ou pode ainda ganhar muito mais, dependendo da forma como o mesmo foi emprestado/investido.

Claro que, nesta lição de economia o Estado não é referido porque na forma com está atualmente organizado não cria dinamismo para o bom funcionamento da economia. Será, por isso, o estado o motivo da estagnação económica?
O Estado apresenta-se como um sorvedouro na forma de impostos sobre as classes que fazem a economia funcionar. Além disso, o Estado está constantemente a delapidar património e Empresas a preço de saldo, sem que existam (pelo menos do meu conhecimento) entidades fiscalizadoras que atuem em tempo útil.

Como vemos: a nota de 100 Euros que chegou ao ponto de partida serviu como um balão de oxigénio, que evitou o colapso de cada uma das pessoas por onde passou, sem que tenha representado qualquer perigo ou perda de valor em cada uma dessas pessoas.

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HISTÓRIA DA BELA ADORMECIDA - POR CAUSA DO GASPARZINHO

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.10.12

Era uma vez um príncipe que desejava muito ser chefe de governo e que queria muito ter as contas do país equilibradas, para o bem do seu reino e para ser feliz ao lado do seu amor. Nesse reino existia um povo muito ordeiro e feliz com os seus governantes – não havia crise e o dinheiro era em abundância.

Um dia o príncipe ofereceu uma festa ao seu povo para que o elegessem e convidou muitas gentes de terras vizinhas, para ver como seria bom vender o seu país e as suas riquezas a preço de saldo. Durante a festa, chegaram três fadas para se apresentarem ao povo – o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. O FMI desejou pobreza; o BCE desejou dieta financeira, mas quando a CE ia lançar o seu desejo apareceu a Sra. Merkel que disse: Vão ter um Ministro das Finanças que vos fará dormir cada vez que falar e vós aceitareis as medidas de austeridade como algo que vos salvará a vida.

Depois de dizer isto desapareceu algures perdida na Alemanha porque não sabia onde fica Berlim.

Todos ficaram espantados e cheios de medo com o feitiço da bruxa Merkel. Então a CE falou:
O povo não morrerá. Ficará num sono profundo, enquanto as suas economias e os seus ordenados são saqueados e confiscados pelo Governo até que acordarão na miséria e num país mudado.

O príncipe ficou muito assustado e ordenou que procurassem todos os economistas que falassem pausadamente para que fossem presos, de forma a acabar com a maldição da bruxa.

Tempos passaram. O príncipe governava e viu que os cofres estavam falidos e que uma certa gente comeu o que o povo pagou. O país deixou de ser o mar de rosas. Era preciso carregar os cofres do Estado com dinheiro fresco, primeiro emprestado pelas fadas e depois pago pelo povo (eram os únicos que trabalhavam). Lembrou-se da bruxa má. Recorreu aos economistas que mandara prender por serem lentos na linguagem e escolheu o Gasparzinho. Entregou-lhe a pasta das Finanças e ordenou que fosse ele a comunicar ao povo do Reino as medidas de grande austeridade – porque quando o príncipe o fez uns tempos antes o povo saiu à rua em massa.

Um dia, numa tarde de Outono, o sol estava meio encoberto e soprava um vento estranho, que não parecia ser de bom agoiro. O Gasparzinho cumpriu o que o príncipe pedia. Juntou os mensageiros da desgraça e os seus escribas no castelo. Eram 15h. Ecoaram-se as primeiras palavras e uma onda de sonolência varreu o Reino e atingiu todos os que o ouviam. Consta-se que ninguém escapou à maldição da bruxa má.

Não se sabe o que aconteceu depois. Alguém que conte o resto da história.

Público: http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/vitor-gaspar-o-povo-portugues-revelouse-o-melhor-do-mundo-1565861 

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O DISCURSO SOMBRA (VERDADEIRO) DE PASSOS COELHO AO PAÍS

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.09.12

Portugueses, é com profunda indiferença que me dirijo a vós, neste momento, para anunciar o que tanto desejei anunciar durante os tempos em que lidero este governo.
Eu sei que a grande maioria dos portugueses vive numa situação económica delicada, provocada por uma crise que não há forma de passar e que nos deixa constantemente sob a avaliação da Troika e sob ameaça das entidades externas. Perante este cenário, não quero continuar a ser objeto de constantes avaliações internacionais, mesmo que considerem que estamos a ser o “bom aluno”.
É certo que me candidatarei às próximas eleições legislativas; porém, tenho que ser cauteloso quanto ao meu futuro porque no pior e mais provável dos cenários terei de arranjar emprego após o meu mandato, pois não tenho dinheiro suficiente para me retirar do país e estudar no estrangeiro.

Não querendo desviar do discurso, e apresentadas as minhas preocupações pessoais, tenho a anunciar publicamente uma alteração à Taxa Social Única de todos os trabalhadores (público e privado) de 11% para 18% e a descida para as empresas de 23% para 18%. Considera o Governo que esta medida foi tomada em nome da equidade fiscal entre empresas e trabalhadores.
Sobre os trabalhadores, esta permite que descontem mais do seu salário para a Segurança Social, mas recebam menos em situação de desemprego. Também serve de castigo e penalização por todos os protestos e gozos que têm sido cometidos contra o Governo. Assim, terão perfeita noção que não vale a pena protestar porque o Governo tem sempre o poder e a autoridade de fazer o que bem entende. Espero com isto “amaciar” o povo revoltado.
O benefício dado às empresas é apenas destinado às que fazem parte de grandes grupos económicos, do PSI 20, para um aumento de distribuição de dividendos aos seus acionistas. Tenho perfeita consciência que não vai permitir a criação de mais emprego; também tenho a noção que as pequenas e médias empresas pouco beneficiarão desta medida; mas entendam que esta é a esmola do Estado, já que não conseguem financiamento junto da banca.
Além disso, na eventualidade de sair do Governo, por demissão ou derrota nas eleições, tenho de assegurar lugar em alguma empresa que tenha beneficiado com o aumento substancial dos seus lucros finais.

Estas são as razões porque decidi comunicar aos portugueses desta forma; assim não existirão dúvidas nem a resposta a qualquer tipo de questões.
Tenho a informar que governo numa maioria que me dá o direito de fazer o que bem entendo, mesmo que não tenha feito qualquer comunicação prévia ao parceiro de coligação, que espero que mantenha o seu silêncio sobre este anúncio ou expresse o seu apoio incondicional.
Por muito que os senhores jornalistas questionem os membros do Governo, devo informar que todos responderão da mesma forma, já que tive o cuidado de distribuir um documento com questões e respostas para que a linha de orientação seja a mesma.

Uma última palavra porque o arroz está quase pronto e não quero comer arroz queimado ou numa papa, lamento todas as medidas tomadas e lamento todo o meu desprezo pelos portugueses. Este foi o discurso mais duro e bizarro porque acabei de lixar todos os portugueses de uma forma brutal. Mas, têm de compreender, que para que o Governo e a classe política vivam com dignidade e sem cortes nos seus recursos é necessário que alguém tenha de padecer, independentemente de ser público ou privado.
Votos de uma vida dura e amarga. Tenho de ir porque a minha esposa já está farta de dar toques, tem o arroz à espera.
Até sempre.

 

(Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.)

Público: http://www.publico.pt/Economia/gaspar-havera-mais-medidas-temporarias-para-diminuir-o-defice-e-oe-rectificativo-1562752 

             http://www.publico.pt/Economia/gaspar-fala-em-riscos-catastroficos_1562747

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AUSTERIDADE É O CAMINHO DO PARAÍSO E DO ÉDEN

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.09.12

Não sei se a crónica ou texto que estou a tentar escrever, depois do anúncio do Sr. Primeiro-Ministro, será feita de uma forma cómica ou deprimente. Talvez de forma embriagada, para que não me choque – o mesmo estado que os capitães de Hitler se encontravam quando sabiam que tudo estava perdido e que o fim estava próximo. Assim receberei melhor as medidas que o nosso chefe de governo me destinou (corte, de forma faseada, de um salário por ano).

Não sei mais o que terei de pagar – assim como muitos portugueses – para manter o défice público dentro dos níveis solicitados pelas Entidades Internacionais. Sinto que o meu país perdeu a sua soberania e que agora temos de ser governados por outros senhores que olham para o seu umbigo. Também não percebo como o governo não entendeu que quanto mais austeridade impõe mais o país padece e mais longe ficamos das metas que nos impõem. Assim como, não percebo quais as receitas que a Toika pretende aplicar para que o país saia do buraco, quando no final de cada exame e de cada cálculo tudo está pior – depois é o povo que tem de pagar com o que já não tem.

Não percebo porque sou sempre eu o culpado de todo o mal da economia – até sou porque deixei de comprar para além do que estritamente necessário à minha sobrevivência – e das finanças quando mensalmente já pago (através dos descontos do meu salário) a minha parte ao Sr. Estado, para além dos impostos sobre cada alimento que compro.

Acima de tudo, nesta minha embriaguez, acredito que estamos perto de ver a luz ao fundo do túnel – o paraíso está próximo.
Nesse paraíso deixará de existir austeridade porque quando nos roubarem o último cêntimo da carteira e o último pão para comer, quando ficarmos sem as nossas casas – penhoradas pelos bancos e pelas finanças – estaremos livres porque se acaba a austeridade. Eles ficam com tudo e eu sem nada, livre.
Brevemente, estaremos nus, sem uma cueca para vestir e estaremos livres no jardim do Éden como Deus nos criou. Não teremos de trabalhar, suar de sol a sol, para contribuirmos para o Estado. Teremos apenas de cultivar para o caldo e pescar ou caçar para a refeição como os nossos irmãos primitivos; dormiremos debaixo das árvores e em grutas porque debaixo da ponte cobram imposto. Poderemos livremente trocar batatas que plantamos com os feijões e melões da vizinha e assim viveremos irmãmente.

Este é o paraíso desejoso que não tardará a surgir – o primeiro-ministro aponta a retoma para 2013 -, basta aguardar que nos saquem os últimos cêntimos. Estudar e emigrar não será necessário porque o tempo é para desfrutar.

No princípio era o Verbo e assim será novamente pela vontade dos nossos governantes.
Por muitos rodeios e explicações que se tenha dado neste discurso, este é o melhor entendimento que eu dou (e vós podereis dar) para uma visão mais pura e cristalina da crise, de forma a sentir-me guiado a caminho do paraíso.

Público: http://www.publico.pt/Economia/passos-1562130


Sol: http://sol.sapo.pt/seccao/interior.aspx?content_id=58635

 

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