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BUSCA DE LUZ NO SEIO DA MORTE

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.11.12

 

 

 

Entender o sentimento do Homem e aquilo que lhe vai na alma nem sempre é tarefa fácil, quando este se confunde entre desejos opostos e verdades nem sempre provadas, que imanam do interior, fruto de uma crença, nem sempre interrogada ou interrogada até à exaustão.

Hoje, 1 de Novembro, é dia de todos os Santos, para a crença Católica, um dia em que todos os seres que contribuíram para o bem da humanidade são lembrados de uma forma comum como servos de Deus, orientadores, inspiradores e salvadores do Homem nas suas maleitas. Lembramos a luz e a esperança. A religião cria naqueles que acreditam ou desejam acreditar que existe algo superior e que existe um outro mundo do qual todos farão parte amanhã.

Porém, na noite passada comemorou-se o Halloween, a noite das bruxas, uma noite em que se lembra o lado negro do sobrenatural, ainda que seja uma tradição mais comercial e com predominância das brincadeiras em determinadas sociedades.

Vivemos o bem e o mal de forma tão próxima que se chega a confundir o desejado e a forma como se deseja – costuma-se dizer que os extremos tocam-se (verdade). Porque será que somos assim, tão bipolares? - mais do que julgamos. Desejamos a paz, a luz, sem nos afastarmos das trevas, do negro, da tristeza e do sofrimento. Será que a saudade é a ligação a tudo isto, ou pelo menos a uma parte?

Independentemente da crença que se tenha ou não, todos temos sentimento de saudade, sofrimento por perda, choro perante a morte, velamos o corpo segundo o que acreditamos e temos rituais que dignificam aqueles que partem. Se hoje é dia de todos os Santos, amanhã é dia dos Fieis Defuntos, o dia em que lembramos aqueles que partiram e nos deixaram porque chegou a sua hora. Dia de saudade, de lembrar e puxar o sentimento que ainda existe e que o tempo não conseguiu curar (não deixamos que o tempo cure tudo, para que a essência e a memória dos que partem continue a ser imortal).

Acreditamos na imortalidade do Homem. Crentes ou não crentes acreditam. Os crentes porque acreditam que existe um outro mundo, uma vida diferente da que vivemos cá pela Terra e que é fruto dos nossos atos. Não crentes acreditam na imortalidade do Homem pela memória que fica e pela obra que deixam. Conceitos de imortalidade diferentes, tão próximos porque ambos mantêm viva a alma dos que partem.

Somos seres complexos que criam, idealizam, desejam paz, imortalidade sem nunca esquecerem o lado escuro das trevas, ainda que essa paz seja vivida com sofrimento. Buscamos a luz, sem querem sair da escuridão. Será?

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FACEBOOK, O IMORTALIZADOR DAS ALMAS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.02.11

Por: Manuel de Sousa
manuelsous@vodafone.pt


A morte de personalidades como Carlos Castro e António Feio, personalidades tão diferentes, com destino tão diferentes e com um final de vida tão diferente, mas com algo em comum, a permanência nas redes sociais e o seu fim através delas.
Morrer como estas personalidades, numa era de informação instantânea tem algo de tão diferente com o passado porque antes a grande maioria só tinha conhecimento destes casos através da televisão, a rádio e do jornais, com o aparecimento da Internet a velocidade das notícias, sobretudo das más é tão rápida quanto mais rápida for a velocidade com que se navega. Mas as redes sociais aumentaram a velocidade dos acontecimentos. Agora, cada vez mais os anónimos estão próximo da vida das personalidades da alta sociedade e cada vez mais essas personalidades têm a sua vida particular mais exposta a cada passo e em cada local. Em qualquer local estas pessoas são localizadas, informam os seus grupos onde estão com a simples rapidez de pegar num telemóvel para postar as imagens e os pensamentos. Depois é a vez dos amigos comentarem e acompanharem todos os pormenores. António Feio foi uma das personalidades que acompanhei no Facebook desde a sua vida, às intervenções já na fase terminal da sua doença. Quando morreu teve através do Facebook a capacidade de se despedir de todos quantos o acompanhavam, algo que era impensável há  pouco tempo, uma celebridade despedir-se dos seus admiradores de uma forma mais pessoal.


Se a vida das pessoas passa actualmente pelas redes sociais, umas mais que outras, também a morte á algo que passa a fazer parte desse percurso. A grande vantagem é que o corpo parte, mas a memória fica o tempo que nós quisermos que fique continuamente como amigo no nosso perfil, na nossa página. Existe vida para além da morte no facebook. Os mais organizados podem mesmo continuar a lançar os seus posts, quando as suas contas ficam a cargo de outros mais próximos, de forma a manter a memória viva por tempo indeterminado. Dizer isto nos inícios das redes sociais poderia ser descabido ou ridículo, mas certo é que não o é. Temos a possibilidade de nos tornamos imortais de alguma maneira, não sabemos até quando poderá durar na memória dessas pessoas essa imortalidade.

Já imaginaram a dimensão que teria um facebook no dia da morte de alguém como a Princesa Diana, João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá ou mesmo Elvis?

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