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GREXIT? PARECE QUE NÃO.

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.07.15

Ultimamente temos sido muito prós nas opiniões sobre economia - macroeconomia. Sentimos que nos licenciamos muito rapidamente, a ponto de lançar previsões sobre o que a Grécia deve fazer neste cenário em que vive mergulhada. Informação não tem faltado. Cenários são muitos, embora o desfecho esteja ainda em fase de negociação e que poderá chegar aos 400 mil milhões de ajuda. Durante as longas horas de negociações sem fumo branco, pareceu-me que foram muito tecnocratas, voltada unicamente para o défice, prestações, montantes de ajuda, crescimento, dívida, PIB, liquidez, juros e mais uma "mão cheias" de inúmeros termos técnicos. Assim se foi fazendo a avaliação da Grécia, que merecia a existência de outros termos, mais abrangentes como: povo, pessoas, política, união, progresso, solução e integração. Podemos achar que são mais indefinidos, pouco concretos, no entanto são essenciais à coesão. Necessitamos de uma visão mais política e humana da Grécia. Só assim se podem resolver problemas e consequente melhoria de números. A União Europeia foi criada para manter a paz, cooperação, desenvolvimento dos países que foram aderindo ao longo da História. A UE foi criada com valores muito mais nobres e, por isso, naquele tempo a visão a aceitação da opinião pública era muito superior aos dos dias que correm. Os políticos e economistas necessitam de ser mais humanistas. Sem humanidade não temos nem precisamos da UE.

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CRÓNICA DE UMA GUERRA ANUNCIADA

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.07.15

O povo continua na mesma corrida aos multibancos para levantar os 60 Euros diários a que têm direito. Muitos nem isso devem ter para levantar. Falamos dos que engrossam as filas, mas esquecemos dos invisíveis que não têm essa possibilidade e que serão muitos mais que os das filas. Ter 60 Euros para levantar é uma sorte nos dias que correm, para os gregos. Uma tragédia grega.
A Grécia está em guerra. Contra quem? Contra a Europa que de amiga passou a inimiga. A Europa esmaga de um lado, o governo do Syriza tenta usar o escudo e esmaga do outro. Os encurralados são sempre os mesmos: o povo. Tristes os humildes porque deles é o reino da desgraça terrena. Pagam com miséria as teimosias de ambas as partes.
A Grécia está em guerra. Por causa de quem? Dos meninos que brincam às reuniões. Falam de dívidas, empréstimos, tranches, pagamentos, mas não parecem pensar no povo desesperado com a situações de estrangulamento económico a que estão condenados.
A Grécia está em guerra. De onde vêm os combates? Não há balas ou exércitos a tomarem posições de ataque, mas os efeitos continuam a ser os mesmos - e serão se o impasse continuar. Estaremos perante um desastre económico, humanitário de proporções que não poderemos prever. Estou a ser catastrófico? Sim. Em exagero? Talvez, mas não tenho outra visão mais positiva em relação ao que está a acontecer.
A Grécia está em guerra. Há consciência disso? Poucos lideres europeus parecem conscientes disso. Os testemunhos dos jornalistas demonstram a realidade que alguns podem tentar negar ou simplesmente ignorar. Os multibancos começam a ficar sem dinheiro; as bombas de gasolina sem combustível; os supermercados com as prateleiras vazias; as farmácias sem medicamentos para aqueles que têm doenças crónicas.
A Grécia está em guerra. E? Há quem esteja longe da realidade dos que vivem na miséria e a ela estão condenados. Os políticos facilmente atirarão culpas aos gregos por tudo o que lhes está a acontecer - é fácil culpar quem pouco ou nada tem como se defender.
A Grécia está em guerra. O que vai acontecer? Não me admiro que estejamos perante uma guerra civil.
A culpa será sempre daqueles que esmagam o povo de um lado ou do outro.

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GRÉCIA: A VITÓRIA DO NÃO SIGNIFICA O QUÊ?

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.07.15

Procuro acompanhar de perto a situação da Grécia por ser Europeu e porque portugueses e gregos estão na União Europeia e têm como moeda única o Euro. Estamos no mesmo barco. Dizem que não somos a Grécia - como queiram - mas tudo o que lá acontecer terá implicações futuras para Portugal. Podemos estar alheios aos acontecimentos, mesmo que não se perceba ao certo o que lá está a acontecer? Não podemos. Estamos próximos demais e o país é melindroso demais para se tentar alhear de tudo.

Perdoem-me a ignorância. Não percebo o porquê deste referendo. O que é o sim e o não? O que representa no futuro e qual o caminho a seguir quando se conhecerem os resultados? Neste momento, as urnas estão fechadas. O "Não" irá ganhar com pouca vantagem sobre o "Sim". O povo está dividido porque não sabem o que vai acontecer a seguir qualquer que seja a votação.

 

Quando a União Europeia (UE) foi criada - ainda se dizia CEE - não foi pensado o cenário de expulsar, convidar a sair um dos seus membros porque do momento em que aderiam ficariam juntos para o resto da História. Naquele tempo, havia outro pensamento estratégico em relação ao futuro da União, daí que não se tenha pensado na saída dos países. Não se equacionou crises tão profundas como aquelas que se existem atualmente. O sentido da palavra "irrevogável" é mesmo que aquele que existia antes de Paulo Portas lhe ter mudado o sentido. Paz, segurança, prosperidade foram os ideais de criação da CEE. Hoje os ideais são bem diferentes e a falta de política e visão futura condena-a ao seu fracasso. O fracasso que começa obviamente pelos mais frágeis.

 

Neste momento, a expectativa dos lideres Europeus deve ser grande perante os resultados que se encontram a ser apurados e os meninos voltarão a reunir-se para debater o futuro - debates que ao longo dos dias se tornam cada vez mais improdutivos.

 

Não percebo o porquê do referendo, mais uma vez me perdoem a ignorância. Qual a sua intenção? Em que condições se pode referendar "à última da hora" o futuro do país, sem que exista um amplo debate na sociedade grega? Que esclarecimentos tem o povo em seu poder para escolher a melhor opção? Que efeitos práticos para a Grécia e para a Europa tem a decisão do povo - o mesmo que está a ser encurralado? Tsipras pretende o quê para o seu país? Acha mais fácil negociar quando o povo está dividido em relação às escolhas que tem a fazer? É o referendo que vai dar liquidez aos bancos? Que vai parar a sangria dos depósitos? Que posição tomará o Banco Central Europeu? Estaremos prestes a assistir à agonia e à miséria dentro da UE?

 

Eu como Europeu assisto passivamente aos acontecimentos que se seguem porque só tenho questões e não tenho respostas. Acredito que uma larga maioria está na mesma posição.

Que se conheçam os resultados.

  

Em ambos os cenários podem existir novas negociações, em ambos os cenários poderão existir eleições antecipadas, em ambos os cenários a Grécia estará em crise e endividada.

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EURO 2012: A RESSACA DA DERROTA NO PRIMEIRO JOGO

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.06.12

Hoje é dia de Portugal. Para além de ser um feriado perdido - afinal hoje é Domingo e calhava melhor que fosse à semana - Portugal está mais triste - pelo menos muitos portugueses - pela derrota da nossa selecção frente à Alemanha.
Muita pena - pela derrota - depois do jogo me parecer tão equilibrado (a análise de quem não percebe nada de tácticas futebolísticas). Porém, não se pode ter tudo e ainda há uma certa esperança para o jogo da próxima quarta-feira - que será melhor com certeza.

O Sr. Presidente da República, Cavaco Silva, também deveria estar triste, pelo menos pelo tom do seu discurso de hoje - tom calmo, pacato, tristonho - afinal a selecção não concretizou o que este havia pedido antes do jogadores partirem para a Polónia, uma vitória para Portugal, no dia anterior ao dia de Camões.
Nós portugueses ficamos com a Alemanha entravada - já andávamos com a senhora Merkel entravada há muito - e parece que está a ser difícil colocar estes senhores nos eixos - já bastava de querer mandar nos destinos da Europa e agora também no futebol são bons.


Nesta ressaca da derrota nacional, que nos quebrou algum estímulo, confiança e esperança, vamos esperar que isto passe e no próximo desafio estejamos de novo ao lado da nossa selecção «para o que der e vier» (acho esta expressão forte). No Euro 2004, Portugal também passou pela vergonha da derrota no primeiro jogo e no entanto fomos à final (não quero é lembrar-me dos senhores Gregos que ganharam sem mérito - digo eu).

 

Força! Até à vitória guerreiros Lusos.


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GRÉCIA: UMA CLASSE POLÍTICA QUE FERVE EM POUCA ÁGUA

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.06.12
Este é um caso insólito, polémico e mediático. Momentos que uma emissão em directo não consegue evitar. Momentos em que a irracionalidade das pessoas ultrapassa os limites. Altura em que se pensa sobre a qualidade, racionalidade e integridade de alguma classe política que povoa por este mundo fora.
A Grécia vive numa situação delicada em termos económicos e à procura de uma solução política e os eleitores assistem a um espectáculo deprimente, que os fará pensar sobre a qualidade dos políticos que pretendem eleger para os livrar do estado miserável em que se encontram.
É notório que o debate político não é bem vindo para todos, pois há quem o receba com uma troca de violência verbal e fisica. Ainda bem que ao menos aconteceu em directo, para que as imagens não corressem o risco de se tornarem privadas e os eleitores continuassem na ignorância em relação a alguns políticos que poderiam eleger.

A classe política mancha-se com tão pouco e com atitudes deploráveis.
Em Portugal, poderia isto algum dia acontecer?
Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt  

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