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VIDA AGRESTE

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.07.15

 Imagem de Manuel Joaquim Sousa

 

A vida pode ser agreste,

Na realidade até o é,

Mas a natureza dá a força,

E assim pode existir vida,

Para um resistente sobressair,

Mostrar ao mundo que existe,

Sem nunca deixar de sorrir.

 

São flores que encontro pelo caminho,

Que nascem das plantas por entre as rochas.

São mimos que a vida dá

Aos que teimam em subsistir.

Manuel Joaquim Sousa

 

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VIR AO CIMO DA SERRA

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.07.15

Imagem de Manuel Joaquim Sousa

Vir aqui ao cimo da serra

permite estar mais perto do céu.

Quanto mais subo

mais lhe posso tocar.

Mas, a meio do caminho

paro,

olho,

que bela paisagem daqui vejo.

Não quero mais subir,

Apenas quero aqui ficar.

Olhar o horizonte e sorrir

Porque me consegui encontrar.

Manuel Joaquim Sousa inspirado pela beleza do Gerês

 

- Se queres que te ponha de pé, bem que te fod... - Fala de uma mãe para o seu recém-nascido, quando este se tenta pôr em pé, enquanto a mãe está alapada numa pedra de uma lagoa na serra. Não foram as únicas expressões delicadas utilizadas para comunicar quer com o bebé, quer com os presentes - depois admiram-se que as crianças não têm modos de falar.
Pessoa que vai para a serra tem de caminhar e caminhar por meio de pedras, pois não é suposto que haja caminhos, quando falamos de zonas de proteção. Por não ser suposto, não percebo que pessoa sem qualquer noção do que é andar na serra diga coisas como: para quê andar tanto tempo para estar aqui? Ainda por cima deve estar cheio de bichos. Ou: "Ai que filhos da put..." porque os companheiros decidiram andar à descoberta das lagoas.

Assim continua em alto e bom som - que é impossível ignorar - a criticar e dizer mal de sua vida por ali estar. Além disso, o medo de estragar um telemóvel de 700 euros que ainda está a pagar às prestações é mais importante que desfrutar da natureza, da água, do ar puro, da beleza sublime que não temos quando queremos. São prioridades na vida, opções e valores que distinguem aqueles que procuram a natureza para relaxar ou os que lá andam por engano - só pode.

Há medo de cobras e bichos que andam livremente no seu espaço. Desejei tanto que aparecesse uma cobra pequenina ali em cima da pedra onde estavam estendidas ou então um inofensivo inseto para as assustar e, quem sabe, correr com elas dali.

Estava tão bem sozinho na minha toalha, no silêncio, a ler um livro até aparecer estas pessoas que não param de se queixar. Ainda aguentei uns minutos a escrever este desabafo que vos transmito; mas vesti-me, peguei na mochila e serra acima.

Enfim...

 

 

 

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GERÊS: O PARAÍSO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.06.15


Um destes dias decidi voltar à cidade por um caminho diferente do habitual. Queria fugir à confusão do regresso dos turistas. Atravessei a montanha desde a Vila do Gerês até São João do Campo, ou melhor nos tempos modernos é Campo do Gerês.
Estava uma tarde de torrar. Parar ao sol era um verdadeiro sacrifício e mesmo desaconselhado. Poucas pessoas existiam por ali, os poucos que ainda restavam estavam em cima de penedos a admirar a paisagem ou debaixo de sombras a relaxar. Uma boa alternativa para fugir à confusão das praias a que somos confrontados com frequência. Desafiei o calor, parei o carro e tirei esta foto. Foi apenas para congelar este momento. Mas, a fotografia é muito redutora da incrível beleza do lugar. O silêncio e a paisagem fizeram-me pensar que andamos à procura do paraíso quando ele está tão perto de nós e não nos apercebemos.

 

 

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ESTAREI A VER MAL?

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.06.14

 

 

 

Na qualidade de Deputado Municipal, do MPT, sugeri em Assembleia Municipal a limpeza exterior deste edifício Municipal, no Gerês - conhecido por Centro de Animação Termal. Confirmaram-me que estava limpo - senti que havia um ar estranho no ar sobre a minha proposta. Pensei: limparam há dias e eu como não fui ao Gerês não tive oportunidade de constatar. Por esta razão, não contestei muito mais.

 

No dia seguinte tiro esta fotografia. Agora questiono-vos: sou eu que estou a ver mal ou lente do telefone está suja?

Parece-me que este edifício está mesmo a necessitar de uma limpeza exterior porque a forte chuva de Inverno provocou que este ficasse com este aspeto - e que mau aspeto. Se o edifício em si já não é bonito e já causa um grande impacto visual a quem passa, assim piora ainda mais a situação.

Quanto à sua arquitetura já nada se pode fazer, está construído;mas por muita polémica que tenha existido nos anos 90, a obra foi executada substituindo um mercado bem típico e com uns muros que mais pareciam uma muralha antiga, bem integrados na arquitetura do Gerês e digna de postal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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UMA EXPERIÊNCIA FANTÁSTICA - O HUMANISMO

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.09.13

Nestes dias tenho conhecido com algum detalhe algumas freguesias e lugares do concelho de Terras de Bouro (onde se inclui a Vila do Gerês e a Serra do Gerês) – motivo da campanha para as eleições autárquicas. Este concelho é bem o exemplo do empobrecimento e despovoamento do interior – uns morrem, outros vão para os grandes centros, outros procuram oportunidades fora do país. De um lado temos o Vale do Cávado mais desenvolvido, com mais emprego por causa do turismo; de outro o Vale do Homem mais dependente do emprego do Gerês e da agricultura de subsistência. São duas realidades muito duras e que estão a padecer por causa da crise económica que se instalou no país.

Visitamos várias casas e encontramos pessoas que não sabem ler e escrever, pessoas que dependem do emprego da autarquia porque não têm outra alternativa (dependência da máquina do Estado), pessoas acamadas, com mobilidade reduzida; casas em locais onde jamais se poderia pensar em lá chegar e com acessos estreitos, íngremes; locais com falta de água, saneamento básico; casas com construção deficiente e muitas ao abandono. Porém, reparamos em algo muito comum: a humildade das pessoas e a sua amabilidade ao receber-nos; pessoas de trabalho no campo ou então a gozar no seu banco do alpendre os tempos de reforma.

Caminhamos por locais que desconhecia e que espero voltar a percorrer, nem que seja para um retrato fotográfico.

 

Independentemente do resultado de 29 de Setembro, nas nossas listas pelo MPT – onde pretendemos implementar um plano de desenvolvimento muito simples e sem estabelecer compromissos ou falsas promessas (das quais este povo esta farto) -, fica uma lição para cada um de nós: a humildade das pessoas e a forma bem disposta como nos acolheram na sua humilde casa ou condição de vida, sem preconceito e sempre com uma palavra simpática. Uma humildade e a vontade de partilha com o cuidado de oferecer algo para beber ou lanchar. Qual complexo em cumprimentar alguém que tem as mãos sujas do trabalho do campo ou na madeira, quando recebemos este preenchimento pessoal?

 

A vida tem estas experiências humanas fantásticas e que me marcarão para sempre, muito mais importante que a experiência política que se adquire. Por vezes, podemos ser os sabichões - abertos ao conhecimento do mundo, das novas tecnologias e com acesso a toda a informação e formação -, porém, ao pé de muitas destas pessoas o sentimento é de pequenez porque transbordam de humanidade e simplicidade.

Foi uma grande experiência.

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ENCERRAMENTO DOS CTT: QUANDO O CARTEIRO TRAZ BOAS NOTÍCIAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.06.13

 

                                                                                                          Fonte: Youtube


Ouve-se o som da motorizada a quebrar o silêncio que se vive na terrinha – hora de chegada do carteiro. Todos os dias, na hora do costume, segue ele o seu trajecto para despachar os postais e as cartas. Bate à porta da cozinha da Sra. Maria, para entregar a carta da filha, que está em França, com as fotografias do neto – a Sra. Maria ainda não tem facebook ou um computador; para na residencial do Sr. Ramiro, para deixar os postais de Natal dos seus clientes do Verão; segue para a casa da D. Alice, a fim de entregar os documentos que chegam da Assembleia da Republica; paragem na tasca do Sr. José, onde deixa o jornal da terra. Enquanto isso, a Sra. Palmira vai aos correios, para lhe pagarem a reforma; o Sr. António que quer saber como estão as suas poupanças; o Sr. Francisco que quer despachar uma encomenda, para os seus filhos da Capital.


Nas terras pequenas esta é uma imagem que começa a ser passado porque a tecnologia revolucionou muitas necessidades e alterou formas de comunicação, que começam a ser exclusivas dos idosos, e muitas estações dos Correios começam a encerrar. São tempos da crise? É culpa do desenvolvimento tecnológico? Poderia ser. Crise não é porque os CTT têm um lucro fantástico. Desenvolvimento tecnológico sim, mas muita gente ainda está dependente dos meios tradicionais. Culpa também das aldeias e pequenas vilas que têm cada vez menos gente. Porém, o fundamento deste encerramento está relacionado com as intenções do Governo em privatizar os CTT. Em nome da economia e da força dos tempos se condena e se fecha ao exterior uma série de terras onde ainda há gente (se não houvesse…). Vejo uma terra como o Gerês que sofreu de uma tentativa de encerramento, quando se trata de uma estação que serve várias freguesias e lugares com muita população e com muito turismo. É insustentável condenar esta terra a um tipo de isolamento como medida de poupança.

Em alternativa a estes encerramentos sucessivos, procura-se entregar os serviços a papelarias e tabacarias – a propósito lembro-me da piada de Pedro Fernandes, no programa 5 Para a Meia-noite, da RTP1, em que retratam como seria o serviço postal em talhos e nas Igrejas.

 As políticas de poupança, ainda que com fundamento económico, não podem ser tão lineares, no que trata de serviços públicos como este e pago pelos utilizadores. O Governo deveria preocupar-se no repovoamento de zonas do interior abandonadas, para libertar as cidades onde as oportunidades são escassas. Um Centro de Saúde, uma Escola, os Correios são exemplos de serviços que fixam as pessoas ou pelo menos não condenam ao isolamento aqueles que não podem mudar-se para a cidade.
 

O carteiro ainda é aquele que traz boas notícias…

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NATIONAL PARK OF PENEDA GERÊS

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.12.12

 

 

 

O Parque Nacional da Peneda Gerês é um paraíso no nosso país e no nosso mundo. Cada pormenor é digno de ser fotografado, mas o melhor é o que guardamos na memória.

Estas são imagens da Cascata junto à Portela do Homem, na Serra do Gerês.

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GERÊS: O MILAGRE DE PORTUGAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.07.12

Hoje penso na terra que me viu nascer, o Gerês.

Terra pequena, mas tão grande no meu coração, pois parte dele lhe pertence.

São lindas as suas paisagem, que transmitem paz, sossego, tranquilidade interior, saúde e tudo de bom que o nosso corpo e a nossa alma tanto necessitam para estar bem. Esta é terra mágica ou abençoada por riquezas que poucas terras têm. De suas entranhas jorra a água límpida e pura, que mata a sede aos caminhantes e cura os males do fígado.

Na bubete das termas existe uma frase em latim que diz: "Aqui os doentes saem saos" - uma grande verdade, não apenas para os que bebem daquela água.

Miguel Torga, Ramalho Ortigão são nomes de dois grandes escritores que marcaram a história daquela terra porque o Gerês marcou suas vidas e suas obras. Esta terra é mesmo assim: marca todo e qualquer Homem para sempre - marca aqueles que são sensíveis à natureza e à pureza daqueles montes (sejam eles poetas, escritores, pintores, fotógrafos ou simples apreciadores).

Quem tiver oportunidade, viage até ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, para sentir e gozar do que aqui tendo transmitir ou descrever, mas que as minhas palavras são tão limitadas para o fazer.

 

Uma das estrofes do hino do Gerês diz:

Óh Gerês tão pequenino,

Mas no mundo sem igual,

És o milagre divino,

Milagre de Portugal.

 

Uma grande verdade.

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CONTRA O ENCERRAMENTO DOS CORREIOS NO GERÊS

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.08.11

Decorrerá hoje, 12 de Agosto, na Vila do Gerês, frente ao actual posto dos Correios uma manifestação contra o fecho da estação dos CTT daquela vila, que para além de servir o Gerês, serve a restante freguesia de Vilar da Veiga, Rio Caldo e Valdozende.

É injustificável que uma terra turistica como o Gerês, que sempre teve posto de Correios, deixe de ter este serviço, contribuindo para o afastamento dos Turistas e das populações. Não se compreende que se tomem estas medidas economissistas, que contribuem para a degradação da qualidade de vida das pessoas do interior. Não se percebe também o silêncio e a pacividade da autarquia em relação a este assunto, da qual se desconhecem os esforços para manutenção do posto de atendimento dos CTT e mobilização das pessoas em forma de protesto para defesa de algo que é necessário para as populações.

É necessário revolta, indignação ou as pessoas estarão condenadas ao isolamento com a constante perda de condições de serviços indispensaveis.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt 

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