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OS BENFIQUISTAS SURPREENDEM!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.01.17

Caros adeptos benfiquistas,

Fiquei admirado com o que aconteceu a noite passada - era desnecessário. A receção dos jogadores, em Lisboa, depois da derrota do jogo com o V. de Setúbal - derrota por um golo - pareceu mais um ataque a uma equipa adversária do que à equipa que defendem. Petardos? Violência? Porquê esta fúria? Como desejam que a vossa equipa mude de atitude com este confronto? Como querem que uma equipa tenha resultados positivos se não lhe passam qualquer otimismo e confiança? Qual a razão para uma revolta, quando ainda estão a dominar o campeonato, quando sofreram duas derrotas?
Custa-me a perceber a vossa violência e a perda desnecessária de energias para estas atitudes. Perdoem-me a ignorância na estratégia futebolística, mas a violência é algo que se pode evitar para o bem de todos e não faz mudar resultados e atitudes futuras.

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EURO 2016: GANHÁMOS. ATÉ EUSÉBIO SALTOU NO PANTEÃO.

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.07.16

Os portugueses explodiram de alegria. Deixaram que o grito contido saltasse para o exterior. Precisavam os portugueses de deitar a cabeça no travesseiro com rouquidão na voz de tantos gritos de alegria e de tanto êxtase.

Crónica de uma vitória anunciada - era o título do meu último artigo neste blogue. Uma vitória anunciada foi o que aconteceu ontem. Vitória saborosa frente à França. Ganhámos. Sofremos. Ganhámos. Tivemos esperança. Ganhámos. Era esse o nosso fado. Ganhar. Ser campeões. A vitória limpa. Ninguém a pode contestar. Vitória sem margem para dúvidas - quem as tiver que reveja o golo. Esta vitória é para muitos, sobretudo os mais velhos, um acerto de contas com o passado por uma anterior derrota frente aos franceses. Esta vitória é uma lição para os que diziam à boca cheia que Portugal não merecia estar no Europeu - esta vitória tira todas as dúvidas e deixou muitos críticos de boca aberta. Críticos não existiam só lá fora. Por cá, a esperança na chegada às meias finais era mínima. Havia quem achasse a Selecção murcha, incapaz de ganhar no tempo regulamentar. Queriam um futebol mais bonito e exibicionista - que não combina com resultados. Se passamos todas as fases e a selecção se tornou campeã, significa que o importante é ser eficaz - mais resultados e menos manias. Merecemos esta vitória pelo sofrimento que tivemos durante todo o jogo e pela esperança que os nossos jogadores transportavam. Merecemos este resultado pela lição que demos ao mundo, acerca da integração de pessoas com as mais diversas origens e em quem valeu a pena acreditar (a prova de que os nacionalismos não são as glórias dos países). O jogo da final provou que a equipa é mais que o protagonismo do Cristiano Ronaldo e que consegue ganhar sem este dentro das linhas de campo - duvido da mesma capacidade da selecção sem Ronaldo por perto, nem que seja no banco. Ronaldo sagrou - se campeão por ser mais que um jogador, por ser também o capitão que eu duvidei, por ter chorado sem vergonha no momento em que a sua condição física não lhe permitiu mais, por ser o motivador fora de campo e querer transmitir aos colegas a garra que estava dentro de si. Merecemos ganhar pelo treinador que está aos comandos da selecção nacional - integridade, motivação, capaz de apostar naqueles que qualquer outro colocaria fora das suas opções. Merecemos ganhar pela necessidade de uma glória nacional que tanto necessitamos para revigorar o patriotismo ameno. Somos saudosistas e tristonhos porque a vida não oferece o desafogo que merecemos. Os portugueses explodiram de alegria. Deixaram que o grito contido saltasse para o exterior. Precisavam os portugueses de deitar a cabeça no travesseiro com rouquidão na voz de tantos gritos de alegria e de tanto êxtase. Obrigado Selecção pela alegria que provocaram nos nossos corações. Eu escrevi num post anterior que o Napoleão deveria dar voltas no túmulo e deu; além do Eusébio que saltou no panteão a comemorar a vitória. A França engoliu parte do seu orgulho e de cada vez que se cruza na História com Portugal fica sempre um sabor amargo. Mas afinal, o que seria da França sem os portugueses? Viva Portugal!

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EURO 2016: AMANHÃ NAPOLEÃO DARÁ VOLTAS NA SEPULTURA

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.07.16

Independentemente do resultado final da disputa entre a Seleção de Portugal e de França, podemos manter o orgulho nacional pelo feito conseguido. Eu e muitos querem que Portugal ganhe. Espero e desejo muito esta vitória. Será uma alegria imensa para o meu coração. Espero que igualmente para o coração de todos os portugueses. Espero mais uma vez arrepiar-me ao ouvir o hino nacional nesta final – o mundo vai ouvir e vai sentir o desejo de também ter a sua seleção ali. Ao ouvirem o hino pensarão: Portugal existe, não é província de Espanha; aqueles craques da bola são mesmo bons. Os Franceses vão engolir aquilo que pensam de Portugal, sobretudo quando disseram que Portugal não deveria estar neste Europeu. É do catano. Os franceses não contavam com esta. Poderia falar aqui da relação entre franceses e portugueses que emigraram, mas fica para outra discussão. Sinto-me contente por saber que o Napoleão, onde quer que esteja, dê voltas e voltas na sepultura porque na disputa entre Portugal e França as coisas não são fáceis e, apesar de pequenos, somos duros de roer – o fulano, o Napoleão, vai lembrar das tentativas de invasão a Portugal mal sucedidas. O meu fervor pela Seleção Nacional não está nada relacionado com fervor futebolístico – de futebol pouco percebo -, está sim relacionado com o orgulho pela equipa, pelo país, pela lição que fica para a Europa: Uma seleção com mistura de cor, origens, com o mesmo amor e orgulho. Enquanto uns se querem fechar ao mundo contra a vinda de emigrantes, nós provamos em campo que, com abertura, podemos construir algo poderoso. Aos nossos jogadores obrigado. Força. Pela vitória lutar, lutar. Não interessa jogo bonito; interessa ganhar.

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EURO 2016 - CRÓNICA DE UMA VITÓRIA ANUNCIADA

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.07.16

Jogava Portugal e País de Gales. O país tinha parado para assistir à partida. O país estava em suspenso. Nem o respirar das pessoas se ouvia. Estava tudo recolhido nos cafés, restaurantes, em casa, nas praças com ecrã gigante. O sentimento era comum entre todos – fanáticos, simpatizantes ou simplesmente desligados. O orgulho nacional estava em causa – queríamos cantar de galo.

A primeira parte do jogo tinha perigos, mas estava a perder aquele entusiasmo e para não me irritar com as falhas liguei a telefonia; na rádio o relato é melhor – tem mais vida. A segunda parte começou morna para quem estava sedento de golos. Aproveitei o momento calmo e decidi ir à farmácia comprar os comprimidos que estava a precisar com urgência; mas para não perder nada do jogo levei o rádio do telemóvel com os auscultadores. Preparado saí de casa. Ainda à espera do elevador aconteceu o primeiro golo. Brutal. Espetáculo. A esperança começa a ser cada vez mais real. Viva. Volto para trás para ver na televisão o golo do Cristiano? Não já passou. Fogo, pela vivacidade do locutor da TSF isto foi mesmo brutal – é um golo, é sempre brutal. Volto para trás, não volto. O locutor canta o bailinho da Madeira com letra de sua autoria adequada ao momento. Não, prefiro ouvir a música e esta emoção que a ver a repetição do golo. Continuei a minha ida à farmácia.

Entro. Não há clientes. Os quatro funcionários estavam no balcão do canto a ver o jogo através da modernidade do PC. No momento em que me viram chegar desmobilizaram; uma foi talvez para o armazém; outra veio para o balcão onde estava; a senhora das limpezas fez a parte de limpar o balcão onde estava (já devia estar mais que limpo pensei, era a reação mais rápida para mostrar que estava a trabalhar); o senhor ficou no mesmo sitio a ver o jogo. Pedi a caixa de comprimidos e no vai e vem da senhora aconteceu o segundo golo. Quando a senhora chegou à caixa disse:
- Foi golo.
- Sim, estamos a ganhar – disse a senhora.
- Foi outro.
A senhora ficou com um ar estranho a olhar para mim - estaria a pensar que eu estava alucinado das ideias -, olhou desconfiada para o colega que tem os olhos pregados no monitor a dar indicações indiretas que eu estava a falar de outro golo. O senhor ficou com um olhar estranho para mim, a tentar perceber o que se estava a passar porque afinal o primeiro tinha sido há três minutos. A senhora das limpezas e a outra funcionária voltaram a correr para o monitor e com a cabeça lá enfiada estavam a abana-la porque não percebiam porque falava eu num golo e nada tinham visto. Duvidaram logo da tecnologia.
- O senhor está a ouvir no rádio e sabe primeiro – explicou o funcionário.
Paguei. Saí. Deixei os quatro novamente mergulhados no monitor a tentar ver o que iria acontecer. Certamente comemoram o golo tempos depois de uma maioria já o ter festejado.

Por muito que a tecnologia tenha evoluído, a rádio continua a ser a melhor forma de, mais cedo, saber o que acontece naquele campo onde estão todas as atenções.

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O futebol anda ao rubro. Não é o que se passa dentro das quatro linhas de jogo - esse parece morno -, mas todo o negócio envolvente nos três grandes do futebol. Afinal ainda há muito dinheiro para negócios milionários. Comparado com os grandes de outros países estes negócios são trocos. Para o panorama nacional são negócios estrondosos. Parecem-me tiros no escuro. Estarei enganado porque nada percebo de futebol ou de gestão de conteúdos televisivos e de direitos de imagem.
Poderei achar tiros no escuro quando estou do lado de uma das operadoras que está a analisar estes contratos de longe e da qual se tem falado muito pouco nestas andanças, apesar do seu crescimento no mercado fixo português. Pelo que tenho assistido a conquista de direitos televisivos parece que tem sido uma guerra entre NOS e MEO, que estão em braço de ferro para saber que vale mais e quem ganha mais batalhas no mercado. Custa-me a crer que a MEO esteja a negociar nestes valores, quando tem sido público a forma como está a cortar nos custos com fornecedores de serviços e canais – algumas dessas empresas têm sentido na pele esses cortes. Porém, são as leis do mercado.

Em traços gerais temos o negócio:

- Benfica celebrado com a NOS, que permite ao Operador os direitos de transmissão dos jogos em casa por três anos, podem ser renováveis até 10 épocas; direitos de transmissão da Benfica TV, pelo mesmo período. Tudo por 400 milhões de euros. A NOS consegue recuperar os direitos de transmissão de ligas europeias que a Sport TV tinha perdido.

- FC Porto celebrou acordo com a MEO, que disponibiliza ao Operador os direitos de transmissão dos jogos em casa por 10 anos; direitos de exploração da publicidade no Estádio do Dragão por 10 anos; direitos de transmissão do Porto Canal por 12 épocas e meia. Será também patrocinador principal do FC Porto por 7 épocas. Negócio de 457,5 milhões de euros.

- Sporting anunciou acordo com a NOS, que disponibiliza ao Operador os direitos de transmissão dos jogos em casa por 10 anos; direitos de exploração da publicidade no Estádio José Alvalade também por 10 épocas; direitos de transmissão do Sporting TV por 12 épocas. A NOS será também patrocinadora principal do Sporting por 12 épocas. Um negócio anunciado por um valor de 515 milhões de euros.

 

A forma como os canais, jogos serão distribuídos pelos Operadores ainda poderá ser pouco clara para os subscritores da televisão paga. Para já, só no negócio Benfica e NOS é que se sabe mais ou menos o que vai acontecer. A Sport TV fica com as ligas europeias transmitidas pela Benfica TV e o canal da luz terá programação mais regional.

Atendendo que os Operadores estão a investir avultados valores dos seus orçamentos na compra de direitos, o consumidor fica na expectativa de saber o que sobra para o investimento na melhoria de produtos, infraestruturas, cobertura de rede e que consequências podem ter estes negócios para o valor dos pacotes que contrataram. O valor de um destes negócios tem permitido que outro operador tenha investido na melhoria da sua rede móvel e aumento da sua cobertura de fibra, sem variações agressivas de preços para o consumidor. É importante que, a par destes negócios milionários, haja o compromisso para o consumidor na melhoria da qualidade serviços prestados. O cliente quer exclusividade, mas a exigência deste sobre o mercado obriga os Operadores a terem estratégias muito cuidadas. Falamos de uma das áreas de negócio mais competitivas no país.

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JESUS QUE TANTO DÁ QUE FALAR.

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.06.15

Pelos vistos o futebol vai continuar a dominar as notícias do dia a dia. Depois da grande polémica em torno dos festejos do Benfica, da carga policial envolvida e das cenas de pancadaria, eis que a ida de Jorge Jesus para o Sporting foi o toque final para o Benfica continuar a ser falado. Em relação a esta mudança nem me preocupei em ler muitas notícias, nem tão pouco seguir as redes sociais porque já sabemos que haverá muito ódio destilado por aí. Quer se goste ou não cada um é livre de seguir o seu caminho e fazer as escolhas profissionais que mais lhe interessa. Isso não tira o mérito ao treinador. O que muito me admira é a importância e o tempo de antena que este assunto tem merecido em todo o lado. As prioridades nas notícias por vezes fazem-me confusão, talvez por não ligar muito ao fenómeno futebolístico.

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BRAGA BENFICA: QUESTÕES QUE O FUTEBOL LEVANTA

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.03.15

Por vezes duvido que algumas pessoas saibam viver num país democrático. Talvez não saibam o que é liberdade de expressão. Talvez a idade que têm pouco lhes deve ter ensinado na vida. Esta tarde, num café, onde estava descontraidamente a gozar da minha pausa reparei que à minha frente estava um grande número de pessoas com os olhos postos na televisão: era o jogo do Braga e do Benfica. Situação que ocorreu na cidade de Braga. Ao que consegui perceber, o Braga estava em desvantagem por um golo. Alguém mais atrás da plateia deixa sair um ai ou uma tentativa de manifesto de quase golo por parte do Benfica - normal num apreciador da bola. Eis que a situação incendiou: um senhor de meia idade, sentado à frente, num tom irado e de gestos nervosos contestou a manifestação. Não aceitava que alguém se manifestasse contra o Braga, a favor de outro clube; que alguém de outro clube estivesse no mesmo espaço que ele; mostrou-se mais cliente e mais digno que os demais. Felizmente que muita gente se manifestou contra, a favor do direito à livre manifestação independentemente do clube. Valeu a pronta intervenção da funcionária para acalmar os ânimos. O homem de tão irado queria acertar contas com várias pessoas que o contestaram, como se a sua opinião fosse a verdade absoluta. Em que mundo vive este senhor? Será que sabe o que é viver em sociedade aberta com respeito pelos outros, da mesma forma que ninguém lhe faltou ao respeito? No meio desta confusão ridícula provocada por um irado, perderam a continuação do jogo, que deveria ser mais importante. Será que este senhor tem uma ira tão forte em relação às injustiças que se vivem por esse mundo fora? Certamente que valia mais a pena o gasto da sua energia coisas úteis.

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RONALDO: O MENINO D' OURO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.01.15

Apesar de não ser o melhor espectador de futebol que existe à face da Terra, quero aproveitar este meu espaço para lhe dar os parabéns. Parabéns Ronaldo!
Independentemente de qualquer critica que lhe queiram fazer - há sempre razões para criticar o craque -, este prémio é merecido. Disso parece que não há qualquer dúvida. Há um orgulho nacional por este jogador que é um prodígio capaz de atingir recordes. Ronaldo poderá vir a estar no top de todos os recordes - ainda lhe falta um à frente da Selecção Nacional que ainda não ganhou um campeonato do Mundo ou da Europa.

É pensar pequeno se acharmos que o Cristiano é o nosso único orgulho, quando temos outros vencedores, noutras áreas do desporto. Também há grandes personalidades de valor incalculável em áreas como a ciência, medicina, tecnologia ou até gastronomia. Porém, Cristiano é aquele que se destaca mais pela projecção que o futebol em todo o mundo. Há lugares no mundo onde nunca se ouviu falar de Portugal, mas de Ronaldo já ouviram.

Um dia, numa passagem por Barcelona, um Espanhol perguntou-me de que país era; disse que era de Portugal. A sua admiração foi directa para Cristiano Ronaldo. Portugal, ali perto, não era mais nada que o nome do jogador do Real Madrid.

Gostaria que Portugal fosse lembrado por outras razões e não apenas pelo craque da Madeira. Eu sei que as lendas sobrepõem-se a tudo o resto. Há sempre um desejo de mais. Pelo menos Portugal é destacado no mundo por ser o país de origem do grande jogador.

Mereceu o seu prémio pelo trabalho, persistência e vontade de vencer e de acreditar que pode ultrapassar o limite de outros para ficar na história do futebol. Ainda é novo, mas a sua imagem já se encontra imortalizada.

Parabéns Ronaldo! Por vezes, este povo trata-te mal quando não marcas golos pela Selecção, mas, em momentos como este, reivindica o goleador que és.

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O PAÍS DE ESTÁDIOS VAZIOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.12.14

O futebol arrasta multidões em todo o mundo. Portugal não é exceção. Somos confrontados com uma série de programas dedicados ao futebol em todos os canais de informação e mesmo generalistas. Já sei que a determinadas horas do dia, seja na rádio, seja na televisão, há debates e programas informativos que exploram o futebol ao máximo – seja o que acontece dentro das quatro linhas seja o que acontece fora. Havendo assim tanto interesse e tantos treinadores de banda, fico admirado com o número de adeptos que se deslocam aos estádios na grande maioria dos jogos – há jogos regionais e locais com mais assistência que os restantes, aqueles dos clubes mais importantes. As imagens da televisão mostram um cenário desolador de bancadas vazias – é apenas nisso que consigo reparar neste momento em que escrevo e passa um jogo na televisão. Os estádios enchem quando são os clássicos, os grandes clubes, os restantes estão vazios – assim se compreende os investimentos feitos para o Euro 2004, que tornaram os estádios em construções mórbidas e sorvedouros dos erários públicos. Nada que se compare com as ligas de outros países, onde em todas as semanas os estádios estão cheios em vez de uma meia-dúzia de pessoas a berrarem no vazio. É certo que não se podem comparar realidades económicas diferentes, mas haverá algo que se possa fazer para salvar o futebol português?

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QUE IMAGEM TEMOS DE GUIMARÃES?

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.11.14

O que aconteceu na noite de Sábado em Guimarães, após o jogo Sporting – Vitória de Guimarães, foi muito grave – poderia ter custado a vida a duas pessoas. Do pouco que conheço de Guimarães tenho a ideia de que se trata de uma cidade acolhedora e calma, capaz de se virar para o mundo depois de ser a Capital Europeia da Cultura. Porém, o que aconteceu, e não querendo generalizar, provocou uma imagem muito má do que é Guimarães. Muitas pessoas pensarão duas vezes antes de ir para a cidade, pois não se sentirão seguras, nem livres de manifestar a sua opinião e as suas opções clubísticas.

 

O meu ouvido, por vezes, pode não ser correto e escuta aquilo que lhe convém, mas já tive oportunidade de aqui escrever há algum tempo sobre o estrago causado na estátua do Rei D. Afonso Henriques – quando os habitantes enchem o peito, e muito bem, por viverem no berço da nacionalidade. Quero com isto concluir que as notícias que nos chegam de Guimarães são tendencialmente mais negativas, que envolvem violência e estragos.

 

Creio que esta não será a imagem que a maioria dos Vimaranenses desejam passar para o exterior, mas contra factos poucos ou nenhuns argumentos poderão existir. O futebol em Guimarães tem um historial muito violento, com os mais diversos clubes – já é velho.

 

Sou apologista de povos bairristas que defendem o seu pedaço de terra; porém, é preciso ter mais contenção e respeito.

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