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QUANDO ME APETECE MANDAR A TECNOLOGIA ÀS URTIGAS...

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.08.14

A propósito de um pot que li no blogue da excelente escritora Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo e a forma como a tecnologia nos consome a paciência que há em nós. Aqui deixo um excerto do texto:

"Hoje foi um dia fatal para as modernas tecnologias que possuo e nas quais o meu trabalho assenta. Tudo se dessincronizou. Não sei se a palavra existe, mas sei que a situação é real.

Com efeito, aqui em casa toda esta aparelhagem está sincronizada e quando uma falha, o resto vai atrás de roldão. 
A saga começou quando tentei mandar uma fotografia duma parede do meu terraço para uma amiga me dar a sua opinião sobre qual o arbusto que lá deveria ser colocado a fim de evitar que me olhassem de fora e também para que a minha vista ficasse limitada apenas ao Tejo.
Impossível. O mail não saía, por mais ordens que lhe desse. Resolvi recorrer à mensagem multimédia. Qual quê, a foto não bugia e o correio não se mexia. Numa última tentativa, ensaiei o refresh. Nada de nada. A esferazinha parecia enlouquecida a girar sem parar. 
Entretanto, o arroz de pato ia esturricando porque, na fúria tecnológica, pura e simplesmente me esqueci dele no forno. Lá se foi o chouriço ao ar, dado que não aguentou a intensidade bronzeadora e mirrou até à sua expressão mais ínfima."

Escrito por Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo, http://hsacaduracabral.blogspot.pt/.

 

Há dias assim. A tecnologia tem a mania que pode mandar acima dos humanos e fazer o que quer. Eu sei que a tratamos de forma escrava, madrasta. Eu sei que sacrificamos os nossos aparelhos às nossas necessidades, devaneios, fúrias e às horas mais indecentes. Têm direito à revolta? Sim. Ou não. Sei lá.

Ter Apple e Samsung como o caso de Helena parece-me algo que não convive muito bem - basta ver como as duas empresas se tratam no mercado. Eu acredito que os seus aparelhos a considerem a Helena (com todo o respeito) uma traidora. Pois, pode ser essa a origem da revolta.

Ao ler o seu post pensei naqueles dias que queremos fazer alguma coisa no nosso pc ou telefone e perdemos tanto tempo com isso; tantas voltas lhe dados, tantas energias perdemos e... não foi nada produtivo. Pior eu fico irritado, impotente e com a sensação estúpida de ter perdido parte tão importante do meu tempo.

Cara Helena Sacadura Cabral, fiquei contente por alguém ser solidário comigo nesta guerra com a tecnologia - mas não me consigo separar dela pelas maravilhas que nos dá. Como podia escrever coisas aqui a partilhar com os demais? Como poderia fazer em qualquer lugar como neste momento o faço enquanto acabo de saborear um café? Será que tenho cura nos meus 31 anos?

 

Por vezes zango-me com a tecnologia. Por vezes, apetece-me mandar tudo às urtigas para incompreensão do meu gato. Mas, é passageiro.

 

 

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