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NA VIDA ESTAMOS PREPARADOS PARA TUDO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.07.15

Desculpem a caligrafia. Fiz um esforço.

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SILÊNCIO

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.12.14

O silêncio. Esta é uma noite em que o silêncio é rei. Todas as vozes se calam. Toda a euforia termina. Cada momento fica no silêncio. O silêncio cala tudo. O silêncio gela o mundo e faz adormecer qualquer manifestação que se tente fazer. O silêncio faz falta ao Homem, para que este tenha o seu momento de encontro consigo próprio, longe de qualquer interferência do mundo exterior. O silêncio torna-se assim num grande poder, superior a qualquer outro e capaz de incomodar muito mais que o barulho. O silêncio é o melhor Conselheiro que podemos ter na procura das respostas às questões sobre a nossa vida. Mergulhar no silêncio pode ser mergulhar na sabedoria.

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QUAL O TEU OBJETIVO PARA HOJE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.02.14

O nosso dia-a-dia tem de ter sempre um objetivo, que deve ser traçado a cada dia que começa, só assim conseguimos que no final possamos ter a sensação de dever cumprido – assim se pode lutar contra a monotonia ou contra o desleixo em que nos deixamos ir na vida, e no final nos deixa sentir fracassados ou impotentes.

Esta foi uma lição que deixei no meu dia de trabalho a um colaborador, que manifestou a dificuldade em fazer mais e melhor e com isso de provar que é bom, que quer manter o seu lugar e sentir-se útil na empresa. Notei nesta preocupação uma falta de orientação e um rumo a seguir – poderia eu dar-lhe esse rumo, dizer-lhe todo o caminho, mas sabia que só isso não chegava. Se eu lhe mostrasse o caminho e a meta lá ao fundo e o deixasse ir sem mais qualquer orientação, sei que esse colaborador iria chegar a meio vencido pelo cansaço, com desalento e cairia na mesma monotonia de sempre – enquanto isso, os outros continuariam a passar-lhe à frente.

Mas, qual a solução a dar-lhe? Como o fazer chegar ao fim desse caminho? Para além de algumas dicas para a caminhada, sugeri que estabelecesse um objetivo no início de cada dia de trabalho – algo que seja real e seja possível de atingir. Cada dia que passa um novo objetivo deveria ser definido, sempre mais e mais exigente, mas de forma que o trajeto seja feito de forma consistente e seguro. Tal como no desporto, em cada dia se estabelece mais uns quilómetros, mais um exercício, para que o recorde pessoal seja um estímulo a avançar.

A vida é mesmo assim, caminhar com um objetivo que nós estabelecemos e que só nós somos capazes de definir e atingir por muito que nos digam qual o caminho a percorrer – só assim resulta.

E tu, qual o objetivo para hoje?

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O INCONSEGUIMENTO DE ASSUNÇÃO ESTEVES

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.02.14

 

 

“O meu medo é o inconseguimento de estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder um nível social de frustração derivado da crise”. O quê?
Por muito que tente ouvir para transcrever o diálogo, tona-se muito difícil; só por esta frase devem saber ao que me refiro…. uma entrevista que a Presidente da Assembleia da Republica, Assunção Esteves,  terá dado à Rádio Renascença.

Já a tinha visto este vídeo no programa “5 Para a Meia Noite”, da RTP, e decidi ver novamente. Porquê? Para tentar perceber alguma coisa do que a senhora diz. Mas, acho que ninguém consegue perceber nada de nada, nem o mais filosófico dos filósofos – acredito que pouca gente e mesmo muito pouca gente mostre algum interesse em tentar perceber.

Um inconseguimento ainda mais perverso, o da Europa se sentir pouco conseguida” – que dirá Durão Barroso disto ou o Presidente do BCE? São eles os responsáveis do inconseguimento? E  Senhora Merkel será inconseguida também? E a Grécia? A sempre inconseguida por causa do inconseguimento da Troika.

 

E de ela (a Europa) não conseguir projetar para o mundo o soft power sagrado” – isto é brutal, BRUTAL!!!!, mas não sei o que é isto de soft power; será a sua religião de dignidade humana? Mas a dignidade humana é religião?

Egoísmo que nos deixa castrados em termos pessoais e que nos deixa castrados em termos coletivos” – não percebi, mas parece-me humanamente profundo.

Ainda procurei no meu dicionário eletrónico se a palavra inconseguimento existe, mesmo que o word a sublinhe como incorreta, mas o dicionário pergunta se na realidade eu queria escrever conseguimento – o meu dicionário é um inconseguido.

Esta entrevista foi divinal pela parte do absurdo e da filosofia que nada diz a quem ouve e procura daqui retirar uma mensagem – eu sei que, vindo de quem vem, as mensagens são sempre muito criticáveis e na maior parte dos casos desnecessárias, mas esta do inconseguimento deixou-me de boca aberta.

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OMNIPRESENÇA DO SISTEMA COMO GRANDEZA DIVINA.

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.08.13

Trabalho numa empresa, onde existe um sem número de aplicações informáticas, algumas muito complexas, que interagem de tal forma que nem eu consigo perceber muito bem a dimensão do sistema que se cria em torno de tudo aquilo, para que funcione. Quando alguém me diz que não consegue fazer algo porque o sistema não permite, sinto uma inquietação com esse termo – o sistema – pois se me perguntarem o que é eu não sei definir. O sistema (e abro os braços) é algo superior, que do físico se torna em abstracto e omnipresente.

O Estado é algo semelhante e muito mais complexo – tem omnipresença, lidera sistemas informáticos e gere muito dinheiro e pessoas. A sua omnipresença é tal, que a maioria dos portugueses vive dependente dele – salários, subsídios, pensões, impostos, saúde, educação, justiça, etc - e torna esta figura sem rosto responsável pela forma como tudo é gerido. A sua omnipresença não resolve todos os problemas porque permite que uma série de pessoas cometa atropelos e injustiças sem que sejam julgados.


O Capitalismo é outra das figuras sem rosto e omnipresente; controla pessoas e dinheiro, chega a ter a dimensão que ninguém sabe ao certo qual é, tal a capacidade de se ramificar por entre países e paraísos. Sabemos do seu poder, contestamos a sua actuação, mas nada podemos fazer para o derrubar porque não tem rosto.


É difícil para muitos acreditar que Deus existe porque consideram impossível a sua omnipotência e omnipresença; porém, vivemos rodeados de sistemas abstractos criados pelo homem, mas que deixa de ter qualquer controlo sobre os mesmos, tal a capacidade que adquirem se tornarem em algo muito superior à dimensão humana.


Por vezes, o sistema é a justificação para as incompetências de pessoas que vêem nele a justificação para todas as coisas e o motivo para o conformismo.

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5S, UMA FILOSOFIA DE ADMINISTRAÇÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.08.13

Existem filosofias para administração de empresas que podem ser banais, mas que são fundamentais para a organização, rentabilidade do tempo e sucesso de empresas. A filosofia japonesa dos 5S pode ser um ponto de partida para a organização da forma e rendimento de trabalho baseada no conceito de limpeza e organização dos espaços físicos.

5S (Seiton, Seiri, Seiso, Seiketsu e Shitsuke)


Deixo aqui a sugestão de leitura, que permite entender cada um dos conceitos. Pensarem numa mudança de rumo (pelo menos para aqueles que ainda não a colocam em prática). 

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UM PAPAGAIO DE PAPEL - TER TUDO E NÃO TER NADA

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.06.13

Caminhava pela praia até que começo a ouvir umas gargalhadas de criança, que parecia estar entusiasmada com alguma coisa – de facto estava. Entretanto apercebo-me de um papagaio de papel a esvoaçar desordenadamente à mercê do vento; reparo que o pai da criança agarrava o papagaio por um fio e o filho corria na areia a perseguir o dito pássaro às gargalhadas e cheio de entusiasmo. Era apenas um papagaio de papel que estava a causar euforia e um grande momento à criança; era apenas um papagaio de papel com que o pai passava um belo momento com o seu filho – tão pouco.


As crianças têm essa capacidade de nos ensinar algo, que os adultos nem sempre dão valor – contentam-se com tão pouco; a coisa mais simples pode resultar num momento de felicidade entre pai e filho. Um papagaio de papel pode criar uma gargalhada e um desafio para o pai, que se recorda dos seus tempos de criança – até eu ficaria entusiasmado se tivesse um daqueles nas mãos e eu que nunca guiei um papagaio de papel.

Este ensinamento da criança e do seu pai vai contra uma lógica para o qual estamos formatados – consumir, comprar, possuir, para ser feliz. Desejamos sempre mais e melhor, luta-se pela posse e a felicidade em conseguir é tão efémera.

Em tempos de crise, onde o dinheiro escasseia e tem de ser gerido com prioridades, seria bom que tivéssemos em mente este exemplo do papagaio de papel e da criança.

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O DIA DE ALGUÉM ESPECIAL - MÃE

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.05.13

Hoje é um dia especial, mais especial um bocadinho que todos os dias porque me lembro de alguém especial que me conhece desde que nasci, há umas décadas, e me conhece melhor que ninguém, mesmo que esteja distante – basta uma simples conversa ao telefone para entender se estou bem ou se se passa algo de estranho, se estou doente ou na maior das felicidades. Nem sempre é preciso dizer nada, para que esse alguém perceba intimamente e de imediato tenha uma palavra amiga ou se dispõe a ajudar e defender, mesmo nas situações em que não ajo bem. Esse ser especial de quem me lembro hoje é a minha mãe – lembro-me todos os dias, mas hoje ainda com mais intensidade e com um carinho muito maior porque a vida é tão rápida que pode apagar esses momentos que não quero se desapareçam.

Lembro, várias vezes, as birras e as zangas de miúdo por querer fazer aquilo que me era proibido ou das surras por ter feito asneiras depois de estar avisado. Nesses momentos, a fúria levava-me a dizer coisas sem sentido ou a ter o pior dos pensamentos; mas hoje agradeço a sua educação e reconheço os frutos que tiveram. Tantas vezes desejaria voltar a ser pequenino para continuar a aprender e a aproveitar o máximo da sua sabedoria – ainda se vai a tempo, mas a vida é tão cheia que pouco espaço e tempo resta comparado com os tempos de miúdo.

Alguém me disse um dia que, só valorizamos os nossos pais depois de partirem; temo que essa seja uma dura realidade à qual não saberei contornar, por maior que seja o reconhecimento e o amor que tenha por este ser tão especial a quem chamo mãe.

A minha mãe não tem facebook, nem blogue, nem internet, nem tão pouco sabe trabalhar num computador, por isso, não irá ler estas palavras, mas saberá que existe algo muito mais forte que as torna tão reduzidas quando comparadas ao amor que se pode sentir por alguém tão especial como a nossa mãe.

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O MEU EX-NAMORADO É PAPA

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.03.13

Ainda o Papa está a aquecer o seu lugar como Sumo Pontífice e já se procura investigar a seu passado, para que todos conheçam os seus passos desde que nasceu até aos dias de hoje - assim acontece em cada momento que alguém é eleito para um lugar de destaque; todo o passado é remexido e sacudido até que dele se tire alguma história ou episódio que possa marcar e suscitar o interesse - se existem biografias que demoram meses e anos a serem construídas, outras demoram minutos ou horas.

Descobriu-se que o Papa Francisco teve uma paixão por Amália, quando tinha 12 ou 13 anos, a quem pediu em casamento, mas que terminou quando se entregou ao sacerdócio. Esta descoberta motivou a corrida dos jornalistas atrás da dita amada, para mais umas palavras ou umas declarações - seria na tentativa de descobrir algo ou por ser insólito? Como se sentirá aquela mulher ao pensar que o seu ex-namorado, com quem se calhar terá sonhado casar, é o Sumo Pontífice da Igreja Católica?

Voltas e voltas dá a vida; os amores de uma juventude marcam a vida dos Homens, para todo o sempre, e podem ser lembrados anos e anos mais tarde, para o bem e para o mal.


Fará alguma diferença no pensamento de um Papa ter tido uma paixão, ainda que nos tempos conturbados que são a adolescência?


Segue um pequeno trecho, escrito pelo Papa Emérito Bento XVI, na sua primeira CARTA ENCÍCLICA DEUS CARITAS EST :

Segundo Friedrich Nietzsche, o cristianismo teria dado veneno a beber ao eros (amor), que, embora não tivesse morrido, daí teria recebido o impulso para degenerar em vício. Este filósofo alemão exprimia assim uma sensação muito generalizada: com os seus mandamentos e proibições, a Igreja não nos torna porventura amarga a coisa mais bela da vida? Porventura não assinala ela proibições precisamente onde a alegria, preparada para nós pelo Criador, nos oferece uma felicidade que nos faz pressentir algo do Divino?

Voltando ao assunto da crónica, faria todo sentido que na Igreja existisse uma sensibilidade diferente sobre a forma como as pessoas se amam; mas, para que exista sensibilidade seria necessário que, aqueles que decidem e escrevem a doutrina, sentissem o que realmente é o amor em todas as suas vertentes, mesmo que apenas fosse uma paixão passageira.



 

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MAFALDA É UMA LIÇÃO DE VIDA PARA A VIDA

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.03.13

Mafaldinha como lhe chamam, é de facto uma senhora pequenina, mas maior que as maiores pessoas que existem por aí.



Quando tantas vezes nos queixamos que a vida nos dá tão pouco e estamos mal com o mundo e com o que nos rodeia, esquecemos que existem pessoas que vivem numa condição mais frágil que a nossa e nem por isso se sentem pior; antes pelo contrário, sentem uma força enorme para viver ultrapassando os obstáculos que a sociedade lhes coloca e sobrevivem contrariando as teorias e diagnósticos que os outros lhes traçam.

Aprender a viver e a ser feliz na condição que somos, lutando e sonhando por um projecto, por um objectivo, é a forma como a vida deve ser encarada, para contrariar o fatalismo do presente e aos lamentos do passado com que nos querem ou queremos ser submetidos.

A diferença entre os que vencem e os que são vencidos está na atitude com que encaram os desafios que no dia-a-dia surgem - há os que encaram como obstáculo e ficam perante eles e os que encaram como uma etapa superável e os ultrapassam com distinção; há os que criticam e estancam e os que lutam e avançam para o lado de lá; há os que se acomodam e os que procuram acomodar-se mas não conseguem porque a vida puxa por eles.

Mafalda ultrapassou as primeiras semanas de vida, não se condicionou ao último sacramento Cristão, não se ficou apenas pela infância, mas está hoje, com 29 anos, viva e a ensinar os outros a viver. Desafiou a morte e, por essa razão, ousa desafiar tudo o que a vida lhe coloca pela frente.

Eu também desfiei a morte nas primeiras semanas e meses de vida, contrariando todos os diagnósticos médicos da altura, por isso, encaro cada desafio como apenas mais um minimamente fácil de ultrapassar porque o pior desafio foi vencido à nascença.

O programa "5 Para a Meia Noite", mostrou aos portugueses a Mafalda Ribeiro, uma pessoa que vale a pena conhecer. Olhem o sorriso e sintam-se contagiados.
Fica também para verem uma entrevista no programa "Bairro Alto", da RTP2, com esta grande pessoa. 



 

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