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O RISCO DE FICARMOS CEGOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.01.17

A velocidade com que podemos publicar algo na Internet é fantástico. Partilhar, com todos, o que nos vai na veia ou na alma permite uma sensação de ser capaz de chegar ao grande público. Permite sentir que a voz é ouvida e que pode chegar a cada vez mais longe. Se alguém liga ao que escrevo ou escrevem isso é outra coisa diferente. O perigo da Internet e das redes sociais está na capacidade de se chegar a uma  fonte inesgotável de informação, infinita, que nos torna incapazes de processar tudo. Resultado: a tendência de ler fragmentos, contextos incorretos, apenas umas linhas de um todo, falta de tempo para pensar de forma pausada aquilo que se lê, tendência para a crítica fácil no calor do momento. Não sei até que ponto estes e outros perigos, que por aqui continuaria a enumerar, poderão levar o Homem ao colapso. Poderemos chegar a extremos pouco saudáveis nas relações sociais. Com necessidade de partilhas se informação, nem sempre se verificam fontes, a ponto de mentiras se tornarem verdades - verdade depende do elevado número de partilhas. É bom parar mais vezes para pensar no caminho que estamos a seguir.

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POSSO VIVER AUSENTE DO FACEBOOK?

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.02.16

Não somos livres. Pelo menos como desejado. Pensamos ser livres, mas estamos presos. São as máquinas, as redes sociais, as outras pessoas que nos impedem das decisões que queremos tomar e queremos manter. Na realidade, vivemos reféns. Se num dado momento apago a conta do Facebook para me abstrair de tudo o que por lá se passa – muito barulho, muita conversa sem conteúdo, muito mau português, muita raiva, muita informação falsa e muita vida privada exposta clara e gratuitamente -, há uma série de pessoas, que bem intencionadas, tentam saber o porquê da ausência. É uma preocupação excessiva aquela que existe se alguém desaparece das redes sociais. Como se deixasse de existir quando não estou presente. Não somos livres. Vivemos presos ao virtual. Entre a justificação da saída e me manter por lá sem ter qualquer atividade útil, prefiro ficar por lá no sossego. Parece que estar lá significa estar bem, quando estou bem melhor se estiver ausente das redes – valorizo e dou atenção a outras coisas realmente mais importantes. Estar lá, em muitas pessoas é sinal de desespero, necessidade de afirmação, necessidade de personalidade. Não quero generalizar – nem todos são assim (ainda bem). Precisa a sociedade de ser mais livre, de ser menos condicionada, de olhar mais para o lado que para os ecrãs. Há tanta realidade que nos passa ao lado e desejamos entender a realidade que se passa num outro local qualquer. É bom ter consciência do que se passa no mundo, mas é triste se ignorar aquilo que está à minha volta, a poucos metros de distância. Conheço quem não está nas redes sociais. São pessoas com cultura, vida social, conhecem bem o que as rodeia – procuram fontes credíveis. Isto é ser livre.

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COMO É VIVER SEM REDES SOCIAIS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.04.15

Estamos cada vez mais agarrados ao facebook, twitter, instagram e mais uma parafernália de redes sociais. Parece que tudo se tornou num vício e não conseguimos desligar por um momento. Qualquer coisa que aconteça lá vamos a correr atrás do Facebook. Entramos numa mania de ser sociais. Ao mesmo tempo caímos na tendência de sermos anti-sociais. Para quê encontrar com as pessoas se as temos num clique de telefone?

Não nos importamos que as baterias do nosso telefone durem menos porque este está sempre a conectar para ver se há novidades. Depois há aquela tendência para ver todas as notificações recebidas de quem fez gosto e comentou e comentou o comentário e assim sucessivamente. Daqui a pouco necessitamos de secretárias para gerirem a nossa rede social, capaz de fazer uma triagem do que para nós é importante e assim recebermos o que realmente interessa.
As redes sociais são massacrantes. Por muito que o pessoal diga que lá vai poucas vezes, as poucas vezes representam um tempo perdido em excesso, quando certamente esse tempo era mais útil a fazer uma outra coisa qualquer, mesmo na internet.
Os blogues também consomem o seu tempo na escrita de artigos, mas aqui existe uma diferença muito grande: não recorremos a eles a toda a hora e momento. Torna-se num ato mais saudável de partilha porque obriga-nos a ser sociáveis. As redes sociais são a partilha imediata, sem pensar nas razões, são o julgamento fácil e precipitado das pessoas e dos acontecimentos. Quem vem aos blogues procura opinião estruturada, ideias interessantes para tudo, até para o dia-a-dia. Os blogues por si só são mais construtivos (há excepções) e o tempo a ele dedicado não se torna perdido.

Por essa razão, que cada vez mais gosto da blogosfera. Partilho menos que numa rede social. Partilho com mais principio, meio e fim. Penso mais no que pretendo dizer e na mensagem que procuro passar ao meu público. Uma forma de se evitar a pastilha mascada e oferecida ao outro.

Seremos capazes de desligar das redes sociais para sermos mais úteis a nós próprios?

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A FORÇA DE UM MEET

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.08.14

Acordamos para uma nova realidade provocada pelas Redes Sociais. Antes eram banhos gelados para angariação de fundos. Atualmente são os “meet”. Parece que passou muito tempo entre estes dois sucessos das redes sociais. Não, a importância dos meet na comunicação social foi de um dia para o outro. A Rede é mesmo assim – instantânea e rápida, quase mais rápida que o tempo.

O que é um meet? Palavra estranha. Mais que isso. Pelos vistos é uma espécie de ajuntamento de pessoas convocada pelas redes sociais e que se espalha com muita rapidez, onde supostamente é atribuído uma forma de vestir, um código a seguir. O que fazem? Dizem que é para passar o tempo livre que tem nas férias. O que temos visto nas notícias, suscita outra opinião sobre este tipo de organização. Pelo menos foi o que nos chegou – mesmo que se tenham feito outras meets com intenções mais pacíficas e que em nada se identifica com as notícias dos últimos dias.

O meu word não conhece o termo meet – prefiro que continue a manter-se assim.

Também não sabemos se uma meet que deu problemas de maior, como aquela que ocorreu junto ao Centro Comercial Vasco da Gama, seja o motivo para que outras com as mesmas intenções venham a ocorrer. Estaremos perante um fenómeno que os Media ajudaram a criar baseado num caso e seja agora a oportunidade para aqueles que pretendem “arranjar confusão”? Poderiam os Media ficar alheios a este fenómeno? Estarão a ter uma atitude sensacionalista?

Pelo que se comenta poderá continuar a crescer em outros acontecimentos livres como no recente concerto de Anselmo Ralph, em Cascais. Diz-se também que poderia ter sido uma tragédia. Nunca saberemos ao certo. Tudo o que se gera nas redes sociais é incerto.

Sabemos bem que cada vez mais fácil, rápido e gratuito partilhar conteúdos e convocar encontros, manifestações através das redes sociais. Este é o risco da facilidade na era digital. Funciona tanto para o bem como para o mal. Os convites podem tornar-se virais e é incerto saber qual a proporção e a aceitação que vão ter junto do público.

Porquê este fenómeno? Ao que se pensa ser uma forma dos jovens encontrarem uma ocupação nas férias, há também uma necessidade de afirmação que os jovens têm nestas idades. Necessidade de se identificar com estas modas para ser cool; necessidade de afirmação perante os outros; necessidade em filmar, fotografar, criar eventos dos quais se possam orgulhar no seu meio.
O destaque que foi dado nos últimos dias pelos órgãos de comunicação social gera o motivo e a concretização desses jovens, que vêem as suas necessidades concretizadas – ego cheio. Há uma certa dose de imaturidade nestes jovens, que nem pensam nas consequências desastrosas que estão a causar e na possibilidade de um meet sair fora do seu controlo – aquele que convoca pode deixar de ser aquele que domina e transforma a intensão inicial.

Será que da parte dos pais há alguma cota de responsabilidade? Como podem controlar os seus filhos, muito avançados que estão na rede? Como lhes podem pedir contas do local para onde vão e com quem vão? Será que estes problemas com meets são causados por famílias em que os pais estão pouco interessados com a vida dos seus filhos e o que eles contribuem para a sociedade?

Estarão as nossas autoridades preparadas para estas novas formas de insegurança? - podem ter proporções incalculáveis e a força musculada tem efeitos futuros imprevisíveis, dada a sensibilidade dos casos e os resultados ou consequências futuras, assim como, a imagem que é passada das forças policiais.

As escolas estarão preparadas para estes fenómenos? Sabemos bem que estes mega-agrupamentos de escolas, com elevada concentração de alunos e diminuição de pessoal, dificultam o controlo de atos violentos até à chegada de uma intervenção policial. Ainda me lembro de quando, há muitos anos atrás, no liceu a mensagem de uma porrada ou acerto de contras entre dois indivíduos ou grupos, a determinada hora do dia, circulava a uma velocidade galopante. Hoje é tudo muito pior e mais grave. A facilidade com que os atos chegam à internet para o mundo e para a comunidade escolar aumenta a ameaça. Espero que toda esta minha ideia seja uma criação e não passe de um caso isolado.

Os locais públicos, com entradas gratuitas para concertos, onde se esperam grandes multidões facilitam a ação do meets com más intensões. Ao contrário de festivais de Verão em que é necessário pagar e onde o controlo dos movimentos de pessoas é mais controlado por polícias e seguranças privados. Da mesma forma que os carteiristas procuram locais livres e grupos de pessoas para fazerem a sua ocasião. O mesmo pode acontecer para ação de grupos de pessoas mal-intencionadas. Pessoas em geral, não pretendo aqui falar em etnias, raças ou cor porque estes movimentos criam-se de qualquer forma, sem qualquer motivo sem qualquer predominância racial. Espero que estes casos não levem a ações xenófobas sem qualquer fundamento na população em geral.

Os meet terão o seu tempo. Espero que já tenham terminado. Espero que exista uma moda mais benéfica para o bem comum – a afirmação de identidade dos jovens também pode ser feita de forma mais construtiva para a sociedade.

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SE A MODA DO BANHO PEGA...JÁ PEGOU.

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.08.14

 

fonte: SIC

 

Pelos vistos é moda. Com este Verão estranho parece ser uma moda esquisita. Que seja por uma boa causa - pelos vistos é. O banho público ou o banho gelado estão na moda pelo Facebook entre os famosos e os anónimos que se associam à ideia, por diversão ou por diversão e causas humanitárias. Há quem ache isto uma vergonha, sem interesse e banal. Até pode ser. Mas, em tempos que a moralidade das pessoas anda tão baixa, a iniciativa é interessante tendo como ponto de vista o bem humanitário da ação. Tudo o que contribui para um mundo melhor é válido, por mais ridícula que possa parecer a ideia - se ela atinge o objetivo é sempre uma boa ideia.


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FACEBOOK E MIGUEL SOUSA TAVARES

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.02.14

Acho que a gentes da blogosfera estão a "cair em cima" do escritor Miguel Sousa Tavares pelas suas críticas em relação ao Facebook - o senhor não gosta e critica quem utiliza as redes sociais. Na sua visão, a maior parte da sociedade está condenada porque vive a perder tempo e metida numa agência de namoros...

 

Não concordo, já escrevi sobre isso, mas admiro a sua coragem. Deixo aqui uma sugestão para acederem ao blogue O Arrumadinho.

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O FACEBOOK TRANSFORMOU AS AMIZADES

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.02.14

O artigo publicado no Público, com o título:  O antes e o depois do Facebook, da autoria de Vítor Belanciano, faz uma ponte sobre o que eram os nossos hábitos antes e depois desta rede social - realmente muita coisa mudou, a perspectiva do mundo passou a ser mais global. Leiam este artigo que vale bem o tempo que lhe dedicam. 

A par deste artigo lembro-me de ter lido, também no Facebook, há muito tempo, uma banda desenhada de um velório onde apenas estavam duas pessoas amigas do morto. O curto diálogo: 
- Só estamos cá nós. 
- Mas tinha muitos amigos no Facebook. 
 
O conceito de amizade foi mudando com as redes sociais, se antes tínhamos um grupo restrito de amigos com quem trocávamos as nossas confidências e as peripécias do nosso dia-a-dia, hoje temos uma quantidade de amigos, quase sem conta a quem lhes contamos as mesmas coisas - a diferença está no conceito de restrito, que passou a ser de uma meia dúzia para algumas dezenas, centenas e em alguns casos milhares. A amizade parece ter-se tornado em algo global e genérico acessível a qualquer pessoa que nem sequer conhecemos muito bem, mas é conhecido do amigo do amigo do nosso amigo. A amizade tornou-se numa partilha global e acabamos por sermos todos amigos uns dos outros com conversas e diálogos tendencialmente públicos. Começo a achar que o público e o privado, o global e o restrito é algo tão subjetivo, que nem eu sei definir e enquadrar numa lógica. 
É certo que a privacidade pode ser sempre mantida, para nosso bem, mas até o conceito de privacidade mudou completamente. 
Antigamente dizia-se que se tinha poucos amigos, mas bons, agora quantos mais no Facebook mais conhecimentos e contatos temos, a ponto de conseguirmos quase chegar ou mesmo chegar aos que consideramos como nossos ídolos - os ídolos passaram a ser aquele amigo do Facebook que tem cada vez mais fãs. 

Além disso, temos os nossos pais a criar os seus perfis no Facebook e a fazerem-se nossos amigos para saberem com quem andamos nós - hoje os amigos secretos deixaram de existir... 
 
Se em relação à amizade muita coisa mudou, em relação à inimizade e às guerrinhas também se existiram mudanças; longe vão os tempos em que os acertos de contas se marcavam para o fim das aulas, no recreio ou no portão e que a mensagem passava de boca em boca, para toda a miudagem correr à hora marcada para o sítio combinado - aí uns bons socos serviam para resolver tudo e se tinha assunto para os dias seguintes. Hoje com o Facebook as guerras são em palavras,likes, em comentários sobre comentários numa linguagem quase em código, mas que se tem tornado universal e de pouca dignidade - onde antes uns eram espetadores, hoje todos querem meter colherada, o que era de uma escola e de um grupo, passou a ser a discussão global. 
 
Muita coisa mudou nas amizades e inimizades - nisso o Facebook foi revolucionário.

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O Facebook faz dez anos de existência. Uma década para uma rede social já é muito tempo – qualquer coisa que dure dez anos é muito bom quando nos dias de hoje tudo é espontâneo e tão pouco duradoiro: usa-se e deita-se fora.
O Facebook, criado por Mark Zuckerberg foi uma grande ideia, talvez uma das mais importantes criações dos últimos tempos - não pela utilidade, mas pela adesão em massa dos habitantes da terra. Uma rede social que foi capaz de conquistar os internautas e que deixou muito poucos de fora – os que ficaram foi por opção. Tão poucos ficam de fora que eu conheço quem não sabe fazer uma pesquisa no Google, ou seja, não percebe nada de Internet, e mesmo assim tem uma conta nesta rede social para se sentir atual e conectado ao resto do mundo – como se de um cordão umbilical se tratasse. O escritor Miguel Sousa Tavares ainda não aderiu.

Eu posso dizer, que conheço poucas pessoas que ainda não estão rendidas ao facebook – eu fiquei rendido, mesmo que lhe dedique pouco tempo diário. Por lá se pode encontrar muito de bom e de mau, verdades e mentiras, “lamechices” e curiosidades interessantes, para além de podermos estar em contacto com outras pessoas do resto do mundo – afinal muitos amigos partiram para outras paragens. As redes sociais são boas e más como tudo na vida – tudo depende do uso que se pode e quer fazer dela. Eu vejo aquilo que me pode manter atualizado e como fonte de informação; publico o que se passa no meu blogue ou o que me vai no momento, uma fotografia, sem que tenha de perder a minha privacidade – não tenho necessidade de dizer que vou à casa de banho ou que vou tomar café ou até que estou a sair de casa. O Miguel Sousa Tavares não quer participar desta forma global, nem vender através dela.

Miguel Sousa Tavares tem as suas razões e obviamente que as considero aceitáveis, só não gosto inferiorize as pessoas que estão ligadas ao facebook como eu. Nem todos querem encontrar amigos da primária, nem todos procuram aqui uma agência de namoros, assim como ninguém tem de abrir mão da sua privacidade para estar nas redes sociais. Felizmente Miguel Sousa Tavares não tem necessidade de vender os seus trabalhos através do Facebook, mas muitas pessoas encontram aqui um potencial de negócio – o que considero louvável. Admiro a sua capacidade de estar fora das redes sociais.

Muito se fala por aí sobre o fim próximo do Facebook, mas o futuro é incerto. No mundo atual não se pode pensar no que vai durar muito ou pouco porque os tempos são de mudanças constantes. A vida do Hi5 foi curta, o Facebook durou dez anos e pode durar muito mais - depende do que ainda tiver de novo para trazer aos seus utilizadores e depende se existirá outra rede social capaz de captar a preferência de milhões e milhões de utilizadores.

 

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/o-facebook-faz-dez-anos-e-ha-cada-vez-mais-pessoas-para-gostar-disso-1622108

 

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Ao caminharem pelas ruas da cidade já devem ter reparado que tudo é tão impessoal e as pessoas mal se olham umas nas outras, seguem o seu caminho na indiferença e mergulhadas na sua vida em stress.

Se virem alguém, no meio da rua, a distribuir “Abraços Grátis” poderão ficar admirados e estranhar o gesto de gente anónima para gente anónima; depois entranha-se na ideia e troca-se abraços antes de continuar a caminhada – que será feita com um ânimo diferente. Esses anónimos que distribuem abraços pelas ruas da cidade são o Diogo Rodrigues (20 anos) e o Duarte Pinho (20 anos), os mentores da campanha Free Hugs - Abraços Grátis em Portugal.

 

Free Hugs é mais que uma campanha, é um modelo de vida inspirado numa “ideia que surgiu na Austrália através de Juan Mann, em 2004”. O vídeo tornou-se “tão inspirador pelo facto de Juan ter empenhado sozinho um cartaz, numa rua de Sydney, aos olhos do preconceito”. Foi isso que motivou estes jovens a desenvolver o projeto do zero, já que “não tínhamos conhecimento de nenhuma campanha de abraços grátis em Portugal”. Mas, o que motivou mais o Diogo e o Duarte foi o facto de “ser um gesto tão simples, que certamente muda e marca o dia da pessoa que abraça um desconhecido na rua”.

 

O projeto Free Hugs – Abraços Grátis “reflete-se em campanhas onde distribuímos abraços grátis nas ruas”. Paralelamente realizam várias campanhas solidárias como recolhas de alimentos, roupa e brinquedos e visitas a lares e centros sociais. O sucesso das suas campanhas permitiu que tentassem, “bater o recorde do Guinness para "Maior Abraço do Mundo". A primeira tentativa foi em Vila Nova de Famalicão com 11,179 pessoas e a segunda em Idanha-a-Nova com 17,000 pessoas. Ambas superaram o recorde vigente que se encontra em 10,554 pessoas, mas por questões burocráticas não conseguimos bater o recorde”. Independentemente destas burocracias o projeto continua a desenvolver-se, “temos um evento mundial nosso juntamente com o Vincent Marx, Edwin Bustos e Fernando Moinho denominado "Free Hugs for World Peace", que se encontra na terceira edição e é realizado anualmente no dia 21 de setembro. Na primeira edição tivemos a confirmação de mais de 100 cidades por todo o mundo, sendo que 20 eram portuguesas”.

 

Atualmente, “Free Hugs - Abraços Grátis” estão aliados à CASA “Tudo vai melhorar”, numa campanha de rua onde três homossexuais distribuíram abraços grátis e distribuíram panfletos informativos relativos à campanha. Com isto “pretendemos marcar a nossa posição e travar a luta contra a discriminação e o bullying homofónico”.

 

Para Diogo e Duarte, o futuro deste projeto passará pela “transformação do grupo informal em associação e alargar, criando uma rede de voluntários que possa trabalhar ativamente connosco, sendo que o principal objetivo é o funcionamento como associação solidária”.
Acreditam que tudo isto é possível porque “se quisermos muito uma coisa e nos dedicarmos à mesma conseguimos realizá-la. Fazemos o que gostamos e pomos sempre o máximo de nós no mínimo que fazemos e isso leva-nos a procurar sempre mais e melhor”.


Diogo e Duarte são dois jovens que continuam a querer marcar a sua diferença na sociedade e no dia-a-dia das pessoas com um simples gesto: o abraço. Os seus testemunhos são encorajadores para qualquer um e aqui deixamos as suas palavras na primeira pessoa:

Diogo: “Este projeto, para mim, é a plena demonstração que um gesto tão simples como o abraço pode mudar a tua e a vida de outra pessoa para sempre. Põe o máximo de ti no mínimo que fazes, nunca desistas e não pares de sonhar!''

Duarte: “Partilha com aqueles que nunca ousaste partilhar e abraça-os! Aí verás que a vida começa no fim da tua zona de conforto."

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CRÓNICA DE SÁBADO À NOITE

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.01.14

 

Sábado à noite é aquele dia em que optamos por sair (eu e os meus amigos) para nos divertirmos um pouco. É uma verdadeira noite em que tudo pode acontecer – de muito bom e espetacular ou simplesmente uma seca (mentira) – basta que, para isso, passemos parte do nosso tempo a olhar em volta.

Por vezes, as nossas noites podem parecer uma seca e ser sempre mais do mesmo, mas são noites fantásticas, nem que seja para nos rirmos um pouco com as situações hilariantes que partilhamos – partilhamos através de um minúsculo telemóvel ligado à internet e voltado para as maravilhas do facebook. Sim, no facebook também se encontram coisas fantásticas que partilhadas podem fazer as delícias de Sábado à noite num bar, onde com música alta pode ser difícil manter uma conversa, mas uma imagem ou várias pode ser suficiente para preencher o tempo com gargalhadas.

 

A página O Horror da Noite Portuguesa é o resultado do trabalho daqueles fotógrafos que andam na noite atrás dos que querem ficar retratados como amantes da noite e da companhia. É toda uma mistura de pessoas fashion e em plena diversão, com uma sensualidade fora do normal e muito fotogénicas. É certo que em muitas das fotografias o estado dos fotografados já não é o mais sóbrio – gabo a sua coragem em deixar-se registar para a posteridade.

Por momentos, pensei que estaria a ser preconceituoso, mas não, as fotografias são terríveis e não há mais qualquer comentário que se possa fazer senão ver e é difícil conter uma gargalhada ou um olhar de espanto.

É triste da nossa parte usar esta página como diversão para soltar gargalhadas, enquanto bebíamos o nosso fino e comíamos os amendoins. Quem estava ao nosso lado e via três cabeças concentradas num minúsculo telemóvel poderia achar que éramos uns tolinhos, mas estariam também eles doidos por saber de que nos estaríamos a rir para também eles se rirem.

Há momentos assim, a diversão pode estar onde menos espera e estes tesouros deprimentes podem fazer um bom momento.

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