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CHIPRE E O ABISMO EUROPEU

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.03.13

A cada dia que passa fico com a sensação que a Europa entra num abismo, sem grande capacidade de escape, tal é o desnorte dos líderes europeus na tentativa vã de encontrarem soluções que salvem a moeda única e a própria existência da União Europeia. Quando a UE recebeu o Prémio Nobel da Paz, em 2012, fiquei incrédulo por achar que aquilo por que estão a passar grande parte dos cidadãos europeus é tudo menos paz - a guerra pode ter muitas interpretações e pode ser vivida de muitas formas.

As recentes notícias vindas do que está a ocorrer no Chipre são o pronuncio de uma tragédia que poderá alastrar-se ainda mais pelos restantes países Europeus, principalmente por aqueles que estão numa situação mais debilitada - Portugal incluído.
Embora o Chipre tenha um sistema bancário que viveu à custa do paraíso fiscal em que se tornou o país, nada lhe dá o direito de taxar os depósitos como forma de arrecadar receita para os cofres públicos. A ser assim, de que vale incentivar a poupança e o investimento? De que vale o pagamento de impostos pelos rendimentos que cada um tem? Medidas como esta são o incentivo ao gasto, à fuga de depósitos para outros países e à contínua queda da economia da Zona Euro.

Por detrás desta medida está a Alemanha que incentivou a sua aplicação, mas que agora "lava as suas mãos" para evitar qualquer responsabilidade sobre o assunto.

A Europa é cada vez mais um deserto económico sem recuperação aparente e que poderá resultar numa guerra entre os do costume - ou não fosse a Europa o motor de duas guerras mundiais. Quando se pensa que o inimigo está na Coreia do Norte ou no Irão, esquecem que o inimigo está dentro de portas.

  

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HISTÓRIA DA NOTA DE 100 EUROS - ASSIM FUNCIONA A ECONOMIA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.10.12

 

Num hotel, um homem de negócios paga a sua estadia ao rececionista com uma nota de 100 Euros. O rececionista vai à mercearia para pagar a sua conta de 100 Euros. O merceeiro vai ao talho e entrega a nota de 100 Euros, para pagar a conta. O homem do talho vai pagar os 100 Euros que deve à prostituta, pelos favores sexuais em atraso. A prostituta vai ao pronto-a-vestir pagar a conta de 100 Euros, pelas roupas que comprou. O dono do pronto-a-vestir vai entregar a nota de 100 Euros ao homem de negócios, pela compra mercadoria. O homem de negócios é o mesmo que pagou os 100 Euros pela estadia no hotel – recebeu de volta a sua nota.

Esta é a tradicional “estória” do funcionamento da economia atual. O dinheiro falha, mas não desaparece – está no poder de alguém. Quem tem a nota de 100 Euros pode fazer girar a economia, sem perder ou pode ainda ganhar muito mais, dependendo da forma como o mesmo foi emprestado/investido.

Claro que, nesta lição de economia o Estado não é referido porque na forma com está atualmente organizado não cria dinamismo para o bom funcionamento da economia. Será, por isso, o estado o motivo da estagnação económica?
O Estado apresenta-se como um sorvedouro na forma de impostos sobre as classes que fazem a economia funcionar. Além disso, o Estado está constantemente a delapidar património e Empresas a preço de saldo, sem que existam (pelo menos do meu conhecimento) entidades fiscalizadoras que atuem em tempo útil.

Como vemos: a nota de 100 Euros que chegou ao ponto de partida serviu como um balão de oxigénio, que evitou o colapso de cada uma das pessoas por onde passou, sem que tenha representado qualquer perigo ou perda de valor em cada uma dessas pessoas.

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