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O SUCESSO DAS 50 SOMBRAS DE GREY ESTÁ NO GLAMOUR

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.02.15

Já há muito tempo que não existia uma corrida desenfreada aos cinemas - sabemos bem que as salas de cinema estão condenadas a um público cada vez mais residual. Sim, nestes últimos dias apercebo-me da loucura que é arranjar um bilhete para ver "As 50 Sombras de Grey”. O filme há muito anunciado tem criado uma febre e uma ansiedade nos leitores de uma das trilogias mais vendidas e lidas do nosso século – o sexo continua a atrair a atenção do Homem, independentemente do conteúdo. Ainda o filme não tinha data de lançamento certa, estávamos em 2014, já eu assistia ao delírio das minhas companheiras de equipa lá do trabalho em tentar desvendar quem faz o papel de quem e a delirar com as pequenas cenas que iam sendo publicadas no Youtube ou qualquer outro sítio, só para alimentar ainda mais a ansiedade pela estreia do filme. Quanto mais se aproximava a data, mais se falava do filme em todo o lado – até mesmo no telejornais -, que foram alimentando cada vez mais as expectativas do público, sobretudo feminino.

As sombras do Grey são daqueles calhamaços, com centenas de páginas, onde supostamente há muito erotismo pelo meio e é capaz de prender qualquer pessoa, mesmo aquelas que nem gostam muito de ler. Não conheço pessoalmente homens que tenham lido a trilogia, apesar do livro não ser direcionado para o sexo feminino – acho eu, não o li. Mas, dada a importância que as mulheres lhe deram, haverá muito homem com vontade de ler, nem que seja só para matar a curiosidade do poder sexual que dizem suscitar – poder sexual não sei, atenção suscita muita; enquanto vi mulheres a ler o Grey, reparava que tudo à volta parava e nada mais importante existia durante esse momento de leitura. Claramente que os homens ficam curiosos quando as suas mulheres depositam tanta atenção no livro ou quando as suas faces deixam passar expressões de choque ou malicia – talvez alguns tenham sofrido as consequências de uma companheira anestesiada pelas sombras do Grey (confundidas entre a ficção e a realidade).

 

No artigo de Clara Ferreira Alves, na Revista E, do semanário Expresso, de 21/02, retiro este excerto que dá muito que pensar: “Sem o condomínio com vista de Seatle, sem o jatinho privado, sem o descapotável, sem os vestidos de alta costura, sem as prendas, o dinheirinho, the money, sem o simples facto de que Grey é um milionário com bons fatos e a versão contemporânea do príncipe encantado, por causa, justamente, de ser milionário, é que a pancada se aguenta. Se o Grey fosse empregado numa garagem e levasse a pequena para um esconso a cheirar a couves e óleo de motor e lhe desse de beber uma cerveja em vez de champanhe, se a levasse a ver futebol e arrotasse, não havia pequena nem prazer aveludado.” Nisto Clara tem a sua razão, o que dá importância ao “romance” ou o que suscita prazer no leitor será todo o glamour em torno das cenas eróticas porque sem esse glamour o livro seria a descrição de cenas obscenas e sujas, capazes de criar o inverso do prazer pelo sexo. O glamour que existe no erotismo esconde o que na vida real de muitos casais chamamos maus tratos, violência ou mesmo violação. A fronteira entre o sadomasoquismo e o crime de violência fica muito ténue num país em que morrem centenas de mulheres por maus tratos – em tribunal o argumento das “sombras do Grey” pode deixar a justiça confusa? É claro que a violência e o sadomasoquismo são distintos, nem que seja pela forma como é consentido entre os parceiros – não deixa, no entanto, de ter em comum a submissão que um tem sobre o outro.

Não posso aqui falar sobre se os livros são de leitura light/pesada, bem escritos ou não, porque não os li. Não sei quem é que se submete a quem – se a mulher é submissa ao poder masculino. Apenas conheço o fascínio que estes provocam nos leitores pelo delírio e pela forma de satisfação com que falam dos livros e a ansiedade de arranjar um bilhete de cinema entre contactos entre grupos para arranjarem um, nem que seja para as sessões mais tardias. No dia seguinte, aquelas que ansiosamente esperaram pelo filme, trazem estampado um certo desconsolo porque esperavam mais; esperavam cenas que consideravam importantes e não foram retratadas e porque as imagens que construíram ao longo da sua leitura em nada corresponderam com as cenas. O Grey parece ter desiludido aqueles que estiveram atentos enquanto leram, no entanto ainda faltam dois filmes para se redimir e conquistar novamente os leitores.

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AGUARDAMOS O REGRESSO DO ORGASMO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.08.12

Depois dos artigos INACREDITÁVEL: O ORGASMO TAMBÉM TEM DIA! e a grande HISTÓRIA DE VIDA DO ORGASMO surgiu a ideia de QUE TAL ENTREVISTAR O ORGASMO?

A entrevista está a ser preparada. Acontece que o orgasmo foi de férias e anda por outras paragens. Aguardamos o seu regresso para a Grande entrevista “Orgasmica”. Já recebemos algumas questões. Podem continuar a enviar questões que gostariam de fazer. Se tiverem alguma vergonha em deixar comentário enviem e-mail para manuelsous@sapo.pt .

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AS MENINAS DA PLAYBOY ANDAM TAPADINHAS!

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.08.12

O facebook é uma daquelas maravilhas fantásticas que alguém inventou para se encontrar amigos, descobrir amigos e partilhar coisas e afins com quem já temos uma proximidade regular ou mesmo intensa. Para além disso, o facebook permite ter acesso de forma fácil, instantânea e automática a certas maravilhas que as gentes masculinas muito apreciam.
Não sei como isto aconteceu, se foi sugestão que eu aceitei, mas na minha página do facebook aparecem as coelhinhas da playboy e não só. Ao contrário do que possam pensar, nada de posições indecentes ou excessivamente descascadas (antes fosse) porque ultimamente a produção desta revista tem optado por meninas vestidas de cima a baixo - sei lá eu porquê.

O Verão deste ano tem sido invernoso e estão com frio para tirarem os casacos e as meias acima do joelho? A crise afectou o pagamento dos cachets porque quanto mais despida mais cara?


Apesar de todo e o meu descontentamento, pode dizer-se que: o facto de ter feito "Gosto" na página permitiu que ao longo do dia o meu mural fosse decorado com imagens belas e dignas de serem vistas e apreciadas pelos meus lindos olhos.

Continuo a achar que as fotografias são muito originais, mas mais adaptadas a desfiles de moda do que propriamente a desfile e amostra do corpo - talvez seja para apelar à imaginação masculina sobre o que estará por debaixo de tanto tecido ou também para minimizar o trabalho de fotophop que é necessário fazer para encobrir algumas imperfeições (apesar da maioria das modelos ser suficientemente bonitas para superarem sem o teste photoshop).
São elas sentadas na cadeira de perna cruza e meia até ao joelho; deitadas no divã com olhar quente; na piscina em cima da bóia (até os biquínis são dos clássicos - muito tapados); são elas a sair do carro com alto vestido com muitos folhos; a bela da moreninha a puxar um bocadinho da camisola para mostrar apenas o umbigo; mas, a bela e tradicional deitada na praia com o belo do vestido fino e claro completamente molhado (para ficar transparente) apenas existe uma. Inacreditável.
Talvez a moda das fotografias eróticas esteja a mudar e eu ainda esteja preso ao tradicional.


Para as ladys que poderão estar a ler este artigo, também posso dizer que pelo meio existem modelos masculinos que também possam suscitar o interesse pela página da playboy - criada para ambos os sexos que apreciem as esculturas humanas e agora eventos de moda.

Porém, como português que sou, continuo a manifestar o meu descontentamento com o excesso de tecido existente nas modelos, ainda que os seus olhares sejam atraentes e os sorrisos interessantes.

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