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UNS MORREM NAS ÁGUAS ENQUANTO OUTROS NELAS SE BANHAM

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.04.15

No blogue de Pedro Rolo Duarte, em comentário ao ao post "O que devia ser", apenas fui capaz de escrever: Por vezes, a ideia que fica é que não somos todos habitantes do mesmo planeta e não respiramos o mesmo ar. Talvez seja por isso, que muitos morram nas águas onde outros se banham como se fossem mundos distantes.

 

Podemos ficar chocados com o que acontece nas águas do Mediterrâneo, mas estaremos sempre a debater o que deve ser feito enquanto dezenas ou centenas de pessoas continuam a perder a sua vida nas águas só porque tiveram o sonho de um dia viver uma vida diferente, num mundo que na realidade não os aceita e apenas os usa para vender. Sonharam. Pelo menos isso a vida lhes proporcionou. Talvez a única coisa positiva.

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OS INFILTRADOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.01.14

No artigo anterior do meu blogue refiro-me ao filme "12 Anos Escravo", tendo referido que neste filme é retratado algo intemporal - que ainda hoje se pratica -, quando poderia pensar que a sociedade já evoluiu o suficiente, para que tais atos fossem condenados e eliminados. 
 
Os infiltrados, assim chamam os Israelitas aos africanos oriundos da Eritreia e do Sudão, que chegam os milhares a Israel, para fugirem á fome e à miséria. A reportagem da SIC, da autoria de Henrique Cymerman, retrata bem a forma como os africanos são tratados - são presos, trabalham de dia, mas a partir das 22 horas são obrigados a permanecer na prisão construída para o efeito. Na própria reportagem faz referência que são os próprios africanos que constroem a prisão e as vedações que os separam da restante comunidade. Na rua israelitas dizem aos africanos que não são dali. 

O século XX deixou marcas muito profundas, que por vezes se apagam da memória. Os Israelitas estão a fazer o mesmo que os Nazis fizeram com os Judeus, por altura da II Guerra Mundial. Os judeus deixaram de ser livres, passaram a viver em guetos, andavam com marca no corpo para serem identificados como Judeus e depois passaram para campos de concentração onde foram mortos aos milhares, em câmaras de gás. Podem dizer que não existe qualquer comparação entre as épocas e os atos, mas a ideia é a mesma e o sentimento de exclusão e repulsa começa por aqui - se não fosse a comunidade internacional não saberíamos que outras medidas seriam tomadas. 
 
Não se pretende que Israel acuda a todos os problemas de África, mas a solução encontrada não terá sido acertada aos olhos da comunidade internacional - Israel tem um grave problema de integração com diversos povos. A História dá as suas voltas e esperava-se que israelitas não fizessem o mesmo que aos seus antepassados.

 

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