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EM MODO REFLEXÃO ELEITORAL - ESTÁ DIFÍCIL!

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.01.16

Estamos quase em período de reflexão para as eleições presidenciais de domingo, 24 de Janeiro. Nem sei como vai ser o meu dia de reflexão, se é que vou ficar em reflexão. Coisa antiquada – no mundo dos nossos dia já ninguém reflete, é tudo imediato. Estamos no tempo em que a reflexão, o pensamento está nas redes sociais, onde tudo é destilado sem filtros. Estava a contar que não sei se vou refletir, se tenho algo para refletir acerca da minha tendência de voto nestas eleições. Posso partilhar convosco que: tenho refletido muito durante estes dias de campanha. Reflito à medida que vou ouvindo umas declarações do candidato A ou B. Medito há medida que acompanho alguns programas de análise política e de alguns, raros, artigos de opinião que vou lendo. O meu período de reflexão é mais que muito, mas nem por isso a minha mente está clara. Estou preocupado em saber como gerir o meu voto e qual o sentido a tomar. Posso ser acusado de ter uma reflexão pobre. Pobre diria que tem sido a campanha e pobres são os candidatos que tenho para escolher. Porém, independentemente da minha decisão, ainda em aberto, irei à mesa de voto. Quero exercer o direito que tenho como adquirido nesta democracia. Quero ser parte ativa na escolha do próximo Presidente da Republica. A campanha tem as sua passagens caricatas – lembro-me do Vitorino, Tino de Rans. Ainda não vi o debate final, com a afirmação de Vitorino a dizer que está a desenhar uns bonequinhos – ainda vou assistir. Graças às funcionalidades da box da TV paga, posso utilizar o dia de reflexão para ver mais alguns programas que me ajudem a aclarar as minhas ideias. Campanha caricata, viram o Marcelo Rebelo de Sousa a escolher comprimidos, servir cafés, falar de boca cheia, concordar com tudo. Maria de Belém pelos lares de idosos, onde pretende levar os Chefes de Estado almoçar e jantar. A esquerda totalmente dividida – como sempre – na escolha do seu candidato.

Muito debate ficou por fazer. Somos conduzidos pelas festarolas e cumprimentos das campanhas. O que conta é ser popular. Custa-me que nos debates e nos encontros com o povo os candidatos se propõem a fazer tudo o que lhe é pedido – é preciso lembrar que estes não serão Chefes de Governo, mas Chefes de Estado. Um Presidente não pode fazer o que lhe apetece, não aumenta salários ou reformas, não promete médicos para as urgências ou outras coisas que compete a António Costa decidir. Um Presidente analisa, assina, aprova o que lhe chega da Assembleia da Republica, de acordo com a Constituição e não de acordo com as opiniões pessoais. Vou continuar o meu momento de reflexão. Domingo espero saber onde colocar a minha cruz.

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TANTOS CANDIDATOS E TANTOS DEBATES - VOU FICAR CONFUSO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.01.16

O Sr. Presidente discursou – foi o seu último discurso do mandato. Enquanto isso, os candidatos à sucessão de Cavaco já debatiam. O início do ano começa a fervilhar na política. Estamos perto das presidências. Este ano temos eleições. Nestas presidenciais temos qualquer coisa como dez candidatos – são muitos candidatos.

São candidatos a mais? Talvez. Num país pequeno como o nosso não me parece que se justifiquem. Falta perceber se quantidade se revela em qualidade. Pois… ultimamente a qualidade não tem sido a melhor. De qualquer das formas é a democracia a funcionar – qualquer um pode ter o seu direito a sonhar com o lugar. Tirando o Sampaio da Nóvoa, Paulo Morais, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém, Henrique Neto – que ainda aparecem na televisão com alguma frequência -, os restantes pouco conheço ou pouco ouvi falar deles – perdoem-me a ignorância em relação aos provenientes das forças partidárias e mesmo ao Tino de Rans, por julgar que estiveram todo este tempo ofuscados. Mas, penso que não sou apenas eu a ter esta ideia – maioria dos portugueses pouco conhece ou ouviu falar de alguns candidatos.

Este mês vamos ser prendados com uma série de debates com os candidatos, que vamos ficar cheios de ouvir falar neles. São debates a mais? Sem dívida que sim. Vai ser difícil acompanhar todos porque são quase que em simultâneo e para o espectador é muito debate junto, para assimilar a mensagem que cada um pretende passar. A maior parte dos debates não serão frente-a-frente porque os candidatos concordam muito uns com os outros e acabam por confundir mais os eleitores que a esclarecer. Se muitos deles pensam o mesmo porque concorrem tantos? A finalidade de existirem diversos candidatos é porque têm linhas de pensamento diferentes uns dos outros e não igual. A terem a mesma linha de ideias como decidimos na altura de votar?

Vou tentar acompanhar um pouco a procissão que vai no adro, para tentar fazer a melhor escolha possível.

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EU ATÉ GOSTAVA DE SER PRESIDENTE!

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.04.15

Ainda vou a tempo de me candidatar? A ser Presidente, claro. Apesar das legislativas serem mais cedo que as presidenciais, pouco se parece lembrar delas. Pelo menos por agora a vida política está voltada para os que se assumem candidatos à Presidência da Republica. Não sei o que os motivará – talvez o silêncio do atual Presidente. O que mais surpreende nestas eleições é o número de candidatos que existem sem qualquer ligação à tradição. Aparecem desligados dos partidos. Sabem o mal que os partidos lhes fazem. Será que ignoram o mal esses partidos lhes podem provocar? Sampaio da Nóvoa já perdeu, quando o PS anda “às turras” entre o apoio ou o afastamento da sua candidatura na esperança que um outro ilustre socialista se apresente a candidato. O PS sem norte contaminou um bom candidato.

Em Portugal somos tradicionais nas escolhas políticas. Ainda se repara na cor independentemente da careta que lá esteja. Estas novidades fora dos partidos são um desafio crescente por entre os que estão desiludidos com a tradição e se afastam do boletim de voto como se de uma alergia se tratasse. Mas estas novidades não significam uma corrida às urnas, talvez uma divisão muito grande entre os votos. Está tudo em aberto, mas há uma disputa instalada. Não sabemos ao que vem. Sabemos que estão cá. Existem. Só isso já é positivo. O pais ainda tem quem o queira aturar. A figura do Presidente da Republica é o que se sabe. Perdeu a relevância que merecia nos últimos anos. Vazio? Talvez. Por isso se desejava que os candidatos atuais – os independentes – tivessem mais ideias claras para o que desejam do cargo. Se for para estar no silêncio incómodo, passear e comer até eu posso ser um bom Presidente. Arrisco a minha candidatura. Depois de tantos anúncios espero ir a tempo.

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