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VITÓRIA DE OBAMA - O HOMEM POR QUEM ROMNEY REZA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.11.12

 “Este é um momento de grandes desafios para a América e rezo para que o Presidente tenha sucesso em conduzir a nossa nação”.

São palavras públicas de Mitt Romney no seu discurso, onde assumiu a derrota eleitoral, naquelas que foram as eleições mais disputadas e mediáticas dos EUA e até mesmo no mundo. Crente ou não, Barack Obama vai necessitar bem da ajuda divina para governar nos próximos quatro anos, apesar de este ser o seu último mandato.

O atual e reeleito Presidente saiu vitorioso, por ter quebrado a regra em que não se reelegem Presidentes em tempos de crise económica e com taxas de desemprego elevadas.

Os EUA, tal como os países Europeus, tem alguns problemas económicos e orçamentais por resolver e para os quais necessita de rigor e grande contenção, para evitar o aumento da dívida pública - que poderá atingir dentro de quatro meses os 16,4 biliões de dólares - e de défices de contas públicas excessivos.

No seu discurso de vitória, Obama lembra que temas como a reforma da emigração e política energética, dependente do petróleo serão prioridade, assim como, uma reorganização fiscal. O mundo ficará atento à continuidade de política externa, sobre a qual se espera mais ação que promessas como aconteceu no primeiro mandato – resolver a questão de Guantánamo, a retirada definitiva das tropas do Afeganistão e do Iraque e intervenção no processo de paz entre Israel e a Palestina.

É certo que o Presidente se mostra com mais otimismo e com mais coragem para o próximo mandato, apesar do caminho ser bastante difícil. Os votos no colégio eleitoral foram 303 (acima dos 270 que determinam a vitória), mas a Câmara dos Representantes ficará sob o domínio dos Republicanos, que poderão impugnar muitas das decisões que os democratas tentem aprovar.

Prefiro um Obama, que um Romney. O que vos parece?


Remendo: Barack Obama forçado a negociar com republicanos para evitar precpício fiscal

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A DISPUTA NOS EUA - O PRESIDENTE QUE EU NÃO DESEJO

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.11.12

As eleições nos EUA já estão a decorrer a todo o vapor e, ao que parece, estão muitos renhidas – será uma disputa por poucos votos. Estas são as mais disputadas e mais mediáticas eleições de que há memória por aqueles lados.

O oceano que nos separa dos EUA separa-nos de uma forma muito diferente de prática democrática ou eleitoral - por lá, não existe dia de reflexão; a campanha continua sem qualquer paragem, nem mesmo no dia das eleições, onde os candidatos se desdobram nos últimos comícios para tentar convencer os que ainda estão indecisos – uma verdadeira luta contra o tempo.

Estou expectante com o que vai acontecer no lado de lá do Oceano porque, por muito longe que os EUA estejam, a minha vida vai ser influenciada pelo vencedor destas eleições - as crises que vieram do lado de lá afetaram a todos, não somos imunes.

Eu não desejo um Presidente que aposta na desregulação dos mercados, que desinveste nas energias alternativas e que vai explorar todos os recursos naturais dos EUA, que vai investir na compra de armamento e no reforço militar. Eu não desejo um Presidente que não gosta da Europa e que nos considera indesejáveis. Eu não desejo um Presidente sobre o qual existem sérias dúvidas sobre os direitos das pessoas. Eu não desejo Mitt Romney.

Público: http://www.publico.pt/Mundo/para-os-estados-unidos-o-melhor-ainda-esta-para-vir-diz-obama-1570384 

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Será o Sandy uma força da natureza tão poderosa para além dos estragos causados em diversos estados dos EUA? Será que a força do Sandy pode ser decisiva para as eleições americanas, da próxima Terça-feira? Há quem acredite que a atuação do Presidente Obama nesta crise, causada pelo furacão, foi muito positiva e isso constituiu uma grande vantagem em relação ao seu rival Mitt Romney – apagado durante dias por causa da suspensão dos atos de campanha eleitoral, mesmo que pelo meio tenha organizado comícios para juntar fundos a serem entregues às pessoas afetadas pela devastação.


O Sandy tem uma força tão poderosa, a ponto de se acreditar em teorias da conspiração que responsabilizam Obama pela criação do furacão (mais uma nova perspetiva da forte capacidade de imaginação de muitos americanos, que tentam justificar os acontecimentos como obra de quem tenha mais a beneficiar como forma de manipulação da opinião pública).

Apesar do destaque de Barack Obama nestes últimos dias, ainda não existe um candidato garantido, a dispunha será renhida. Mitt Romney mostrou-se um candidato com força e sucessivamente bem preparado nos últimos tempos, apesar dos sucessivos atropelos em algumas declarações públicas (Bush também cometeu as suas gaffes e, mesmo assim, esteve durante dois mandatos no poder) verdadeiramente arrepiantes, sobretudo para quem acompanha o desenrolar da campanha fora do país – acredito que uma grande maioria dos americanos tem um pensamento tão conservador que não contesta ou desvaloriza algum tipo de afirmação do candidato Republicano.

Os EUA estão mergulhados numa crise económica e enfrentam uma taxa de desemprego muito elevada, uma situação que complica a reeleição de Obama. Apesar de ser um líder mais pacífico não cumpriu com a retirada do Afeganistão ou do Iraque, assim como, não encerrou Guantánamo - reprovável aos olhos internacionais. Pode reclamar vitória pela captura de Bin Laden. Pode reclamar uma vitória ao conseguir a criação de uma Sistema Nacional de Saúde, que permita o acesso a cuidados de saúde a muitos americanos desfavorecidos e sem seguro.

Barack Obama foi a esperança de milhões de pessoas, que acreditaram num Presidente diferente que fosse uma viragem na história dos EUA; muito para além de ser o primeiro Presidente negro, mas aquele que defendia uma América única, independentemente da cor ou proveniência. Para muitos, deixou de ser o herói; para muitos outros, continuará a ser.

 Terça, nas próximas eleições, teremos a noção de qual a força de Obama para continuar ou para dar lugar ao Republicano, conservador, defensor de uma atitude de reforço da força militar e do orçamento militar e com uma atitude de neoliberalismo económico forte e anti ambientalista.

No momento em que escrevo estas palavras, faço zapping entre RTP2, SIC Notícias e TVI24 e, por todos eles, passam documentários sobre os dois candidatos, sobre as suas origens e sobre os seus percursos até à atualidade. A atualidade americana continuará a fazer parte de espaços noticiosos no nosso país (como o será em muitos outros países do mundo). Para além do grande interesse cultural e político que a atualidade política tem para nós, é certo que o próximo Presidente dos EUA terá uma grande responsabilidade porque as suas decisões também podem influenciar o nosso mundo – afinal, vivemos na aldeia global.

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