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TRUMP: A CONDESCENDÊNCIA DOS AMERICANOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.03.16

Trump é um choque. Sim, um choque para o mundo. Quando se apresentou como candidato pelo Partido Republicano não me admirei – tão bons candidatos oferecem os republicanos (a lembrar-me de Bush) -, pensei que seria por pouco tempo, umas semanas talvez, dada a insensatez das suas posições públicas – muita polémica. Enganei-me. Muitos que pensavam como eu enganaram-se. Continua a marcar pontos em cada eleição. Vai ser o candidato Republicano a disputar as próximas eleições para a Casa Branca. Custa-me a perceber como tal é possível – é um choque para o mundo. O que veem nele para conduzir os destinos dos Estados Unidos da América? O que há nele que atraia? Estou a imaginar a sua vitória e nas consequências que daí resultarão. Bem, os grandes ditadores da História da Humanidade foram eleitos pelo povo e hoje condenados pela larga maioria. Teremos uma América imperialista, que fará a separação do povo por raças e géneros, aumentará a separação pela seleção da condição social; uma América que criará barreiras diplomáticas, humanitárias, que se fechará em muros sobre si mesma; teremos uma América que potenciará conflitos entre estados; além de, pouco importada com as causas ambientais. Custa-me saber que inúmeras mulheres acompanham e apoiam Trump, quando ele atira contra elas todo o seu machismo ignóbil. Custa perceber como vamos conseguir lidar com um presidente assim. Quero acreditar que na hora da verdade seja o derrotado, mesmo entre os Republicanos ou então estaremos perante uma reversão de valores do povo americano, que condescendentemente aceita que a Casa Branca tenha o pior Presidente da História da América.

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VOTAR CONTRA A ABSTENÇÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.10.15

É importante que, nas próximas eleições, a realizar a 4 de Outubro, os portugueses usem o seu direito de voto. Vivemos num regime democrático, em que votar é fundamental para a manutenção dessa democracia. Se o português contribuir eleição a eleição para o aumento da abstenção está a contribuir para o enfraquecimento da democracia e estará a aceitar a ditadura como melhor regime político para o país. Serão cada vez menos os que viveram no regime de ditadura que existiu há 41 anos e que durou 48 anos. Foi a melhor opção para o povo? Não. Viveram em liberdade de escolha? Não. Viveram em liberdade de opinião? Não. Desejamos que isso volte a acontecer? Eu não. Por estas razões, faz sentido votar. Faz sentido usar do direito conquistado com a revolução de Abril e que faz, neste ano de 2015, 40 anos sobre as primeiras eleições livres da democracia portuguesa. Muitos não votam porque perderam a consciência da importância do seu voto ou talvez nunca a tenham ganho. Perderam a noção que por um voto se ganha e por um se perde e que o voto é uma confiança muito importante que se dá a um candidato. Uma confiança…. Os portugueses andam desconfiados dos políticos que se apresentam? Sim. Têm as suas razões. Porém, a desconfiança em momento algum deve ser utilizada como argumento para se abster. Vale mais um voto em branco que uma abstenção. O voto branco provoca medo na classe política e leva a que esta tenha noção do descontentamento. A abstenção faz a classe política a assobiar para o lado e a continuar a cavalgar rumo ao poder, sem qualquer importância para o estado do país e dos portugueses. Não faço apelo a voto em branco, mas apelo a que as pessoas se interessem pela política e busquem pelas alternativas à alternância de poder que fomos sendo condenados sucessivamente ao longo dos anos. É fácil sentar na mesa de café e criticar as caravanas políticas e os que passam a apregoar as suas ideias. Esses, seja pelo bem próprio, de uma classe ou do bem comum fazem alguma coisa. Os que meramente criticam tudo e todos são passivos e nada estão a contribuir para a mudança da classe política, para o desenvolvimento de massa critica e para a criação de alternativas eficazes à mudança do país. É importante lembrar que os maiores culpados pelos políticos que temos somos nós os eleitores que entregamos o voto; depois o eleito faz aquilo que não desejamos e, mais tarde, voltamos a entregar o voto. Fica a questão: De que valem as manifestações de milhões de pessoas nas ruas contra os governantes, se mais tarde lhe é entregue o poder? Se esses que nos governam não sabem gerir o poder que lhes foi confiado, saberemos nós gerir o poder do voto? Sim, seremos capazes se tivermos massa crítica e formos livres de pensar sem condicionar o pensamento sempre nos mesmos.

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No ano passado comemoramos o quadragésimo aniversário da revolução de Abril com grande destaque nacional. Este ano, prefiro lembrar os quarenta anos sobre as primeiras eleições livres em Portugal depois de uma ditadura de quase meio século. Eleições que só foram possíveis graças à revolução dos cravos, que a todos proporcionou a liberdade de debater, exprimir e defender uma ideologia e uma posição política sobre o que desejavam para o país. Antes de 74, existia um partido e 1,3 milhões de eleitores. Logo a seguir à revolução passaram a existir mais de 6 milhões de eleitores e cerca de uma dezena de partidos políticos na corrida à Assembleia Constituinte. O país cumpriu um dos desígnios de Abril: todos os portugueses maiores de dezoito anos tiveram a liberdade de voto, independentemente do género e da condição social.

Num ano se conseguiu algo que nunca tinha acontecido até então: construiu-se do zero os cadernos eleitorais, as urnas, a logística para que, em todo o país, todos pudessem usar o seu novo direito cívico. A afluência às urnas foi de 91,7% de eleitores.

Volvidos quarenta anos muito mudou. O eleitorado perdeu a energia interventiva de Abril. A política perdeu o seu crédito. Os agentes políticos passaram a ser considerados como mediadores de interesses pessoais, corporativos e a política passou a ser entendida

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O VOTO É A MINHA MELHOR ARMA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.04.15

Está prestes a fazer 40 que o povo usou a sua maior arma. Sim, a arma que lhe dá todo o poder para decidir o futuro que deseja para si, para os seus e para o seu país. O voto.
O voto é uma arma, da qual nenhum defensor da democracia deve prescindir no momento em que é chamado às urnas para decidir quem deseja que o governe. Esta é uma conquista de Abril, uma conquista muito cara – cinquenta anos de ditadura. É por isso, de extrema importância que as pessoas não ignorem o direito que deve ser entendido como um dever, mesmo que exista descontentamento com a política e com os políticos. Se defendemos a democracia é no voto que devemos expressar qualquer descontentamento em relação ao poder instalado. A abstenção não resolve nada. Apenas condena a conquista que agora comemora 40 anos e que constitui um desígnio de Abril.

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A MINHA MÃE PENSAVA QUE HOJE TINHA DE VOTAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.09.14

“O Costa quer é outro tacho”, foi a frase várias vezes repetida por uma idosa à mesa do café, juntamente com mais duas amigas. Como dá para ver uma apoiante de Seguro nesta cavalgada até ao poder do PS.

É hoje o grande dia, em que saberemos qume vai ser o candidato do PS a primeiro-ministro – assim definem alguns artigos da imprensa nacional. Porém, muito mais importante que isso, pelo menos no momento mais imediato, é saber de que forma ficará o PS – o after day. Poderemos ter um partido muito dividido para alegria da coligação PSD/CDS.

Nos últimos tempos as notícias têm sido tantas que parece estarmos perante eleições legislativas em que o futuro do país se decide hoje. Tivemos três debates televisivos como se estes candidatos tivessem assim tanto que discutir, para que os simpatizantes e filiados tivessem de escolher dois rumos diferentes para o PS. Na realidade, a discussão foi medíocre. A clareza entre o que um pensa e o que o outro deseja fazer é ténue. Achei que as questões foram mais pessoais – pouca estratégia política e poucas ideias claras quanto ao futuro.

A publicitação desta campanha foi tanta que duas destas idosas pensavam que tinham de ir votar, desconhecendo que apenas os militantes e simpatizantes inscritos é que poderiam fazer. Mas, não apenas elas pensavam assim. Ontem, a minha mãe que pouco percebe de política – muito pouco – enquanto estava na cozinha teve uma reflexão profunda sobre as eleições no PS e perguntou-me:
- Qual deles é melhor o Costa ou o Seguro? – eu a caminhar pela casa parei e pensei a que propósito vinha tal pergunta.
- Nem sei. Acho que são os dois iguais. – respondi – Porque perguntas?
- Assim nem se sabe em quem votar – havia aqui qualquer coisa que não estava a bater certo.
- Eles lá sabem o que devem escolher; também não és militante, não tens que te preocupar.

- Eu pensava que tínhamos de ir votar amanhã – agora percebi aquela preocupação em saber o que fazer com o seu voto.
- Não, só para os militantes e os que se inscreveram como simpatizantes.
Seria só a minha mãe que ficou baralhada com a quantidade de notícias que circularam por aí e que causaram alguma confusão acerca destas eleições? Hoje confirmei através das conversas de café que não. Há muita confusão – por falta de atenção das pessoas e por excesso de mediatismo em relação a certos assuntos.

Espero que no after day – como se costuma chamar ao dia seguinte – os portugueses não pensem que Pedro Passos Coelho já não é primeiro-ministro ou isto fica uma grande confusão.

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ELEIÇÕES ESPANHA: NÓS NÃO SOMOS PORTUGAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.11.11

«Nós não somos Portugal». Esta era a expressão várias vezes repedida para os lados de Espanha, nos momentos em que os mercados duvidavam de certas economias Europeias – Portugal, Grécia, Irlanda. Porém, a situação não parece que esteja fácil para os vizinhos porque, depois da Itália, os mercados estão nervosos em relação à economia Espanhola e à sua vulnerabilidade. Espanha está perto da barreira traumática dos 7% e o resgaste poderá ser necessário, em breve. Esse resgate poderá inevitável qualquer que seja a mudança política que se veja a registar.
Amanhã realizam-se eleições em Espanha e os nuestros hermanos estarão na iminência de uma mudança.
«Nós não somos Portugal» é um facto. Estaremos em vantagem?

Manuel de Sousa


manuelsous@sapo.pt

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Fonte: SIC Online



Por: Manuel de Sousa
manuelsous@vodafone.pt

Se as sondagens forem reais, ainda que a sua amostra seja reduzida comparada com o universo de eleitores, estamos numa situação dramática em relação ao que parece ser a intenção de voto dos portugueses e na confiança que estes têm nos dois principais candidatos, dos partidos maioritários. A confiança em José Sócrates é baixa, mas a confiança em Pedro Passos Coelho não é a melhor, nem mais elevada, ainda que este não tenha beneficiado de um Estado de graça por nunca ter experiência ou responsabilidade governamental, penalizado pelas opiniões e contradições de que tem sido alvo ultimamente, e que em muito se assemelham às contradições de José Sócrates. As eleições demonstram que a bipolarização da política está gasta e que os portugueses pretendem dar outro rumo à governação.

Os partidos, que até aqui eram considerados minoritários, estão no rumo certo ao poderem ter resultados bastantes satisfatórios e ao serem chamados a intervirem mais nas decisões de governação. A acreditar que estes partidos sejam capazes de apresentar alternativas viáveis ao futuro do país, poderão ter a ascensão de que necessitam para fazer parte do elenco governativo.

A campanha ainda não começou, mas será algo renhido e acredito que esta proximidade dos partidos, sobretudo os do centro, possa geral alguma falta de civismo político em que toda e qualquer arma servirá para conquistar mais um voto. Era bom que isto não acontecesse.


 

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