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É MUITO DINHEIRO OS 2,3 MIL MILHÕES GASTOS NO FUTEBOL

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.09.14

O valor é muito alto. É muito dinheiro. 2,3 mil milhões de Euros. Foi o gasto das cinco principais ligas europeias no mercado de transferências, este Verão. É muito dinheiro. É uma grandeza que a mim me ultrapassa quando quero saber a que corresponde uma quantia de dinheiro tão elevada. Sinto-me pequeno para entender. Vivemos mesmo num mundo de grandezas muito diferentes, que dificilmente se cruzam com as empresas que tentam ter os seus negócios por valores irrisórios a este nível.

A liga inglesa gastou mil milhões de euros - o valor mais alto. Para países como Portugal, mergulhados numa crise por terem um Estado que gasta mais do que amealha, é uma ofensa. Para muitas pessoas que trabalham diariamente por um salário, em alguns casos incerto, é uma afronta falar assim destes valores. E estamos só a falar das transferências, para nem falar dos outros valores gastos com as vedetas.

Custa-me perceber estas negociações, estes valores, este negócio de estrelas do futebol. Não estamos a falar da venda de pessoal de uma fábrica. Estamos a falar de meia dúzia de homens que jogam à bola.

Desculpem-me da minha moralidade fácil e tão pouco compreensiva, em que subvalorizo o valor dos jogadores do futebol em relação ao pessoal que trabalha numa fábrica ou num outro sítio qualquer, que vive na angústia de saber se amanhã tem trabalho e a fazer contas à vida para saber se chega ao fim do mês com alguns trocos na algibeira.

Haverá quem ache que penso pequeno, mas há coisas no mundo que me fazem alguma confusão. Nem sei se alguém me pode explicar de forma convincente.

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ECONOMIA PARALELA: 44 MIL MILHÕES DE EUROS!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.10.13

O montante atingido pela economia paralela em 2012 foi de 44 mil milhões de Euros (perceberam bem, 44 mil milhões de Euros) – um valor quase que suficiente para tirar o país dos pesados défices orçamentais e que paga grande parte dos 78 mil milhões de Euros emprestado pela troika no último resgate.


Esta é, em meu entender, a razão pela qual ainda existe muito dinheiro em circulação e a razão para existência de muitas empresas que declaram prejuízos sucessivos ou poucos lucros declaram, apenas o necessário para justificar a sua existência. A tendência de aumento deste tipo de economia será maior quanto maior a política de austeridade que este governo continuar a implementar sobre os contribuintes e empresas.

 

Se um produto fica mais barato 23% por não ter emissão de factura e isso para a empresa que o vende garante o cliente, então por não fazer uma venda na economia paralela? Este deveria ser o raciocínio impensável num país civilizado, porém, é fomentado pela política fiscal do governo e do Estado.

 

Se em lugar de uma política austera para os trabalhadores existisse uma política fiscal adequada aos tempos de crise, a grande maioria dos 44 mil milhões de Euros seriam tributados/facturados e os cofres estatais estariam a ganhar com isso.

 

Desconfio que este valor de 44 mil milhões de Euros ainda esteja aquém do valor real – deve haver muito mais dinheiro escondido. “O dinheiro onde está não fala”.

 

Paga com factura ou sem?

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A CRISE ECONÓMICA E A QUESTÃO DO CAPITALISMO

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.04.13

O texto que se segue o escrevi há alguns anos - creio que em 2008 -; porém, temo que ainda seja actual.
 
Estamos mais conscientes de que a crise ainda por aí e que veio para ficar. Não temos qualquer noção de quando possa parar, nem temos qualquer expectativa de quando será a tão desejada retoma. A crise deixou de ser nacional, passou a ser internacional e continua a afectar cada um de nós que tem de enfrentar a dureza do dia-a-dia.

Esta não é uma crise momentânea capaz de se ultrapassar de qualquer forma, mas uma crie estrutural, que afecta a economia das grandes empresas bancárias e seguradoras, que são o sustento e a base das empresas e pessoas que delas dependem com os depósitos das suas economias e dos seus empréstimos. Não sabemos qual o futuro da economia global com a falência de bancos Americanos com a participação de bancos nacionais ou de quem os nacionais dependem para garantir liquidez e sustento. 

É certo que esta crise estava há muito programada, que mais cedo ou mais tarde iria mexer o mundo e provocar depressão do mundo financeiro e receio, medo, pânico no mundo particular e familiar. Os bancos investiram em produtos de investimento duvidosos na procura de lucro imediato que pudesse de alguma forma valorizar as instituições e valorizar o valor em bolsa. As instituições bancárias procuraram vender esses produtos e créditos aos seus clientes com todas as garantias possíveis e impossíveis para aumentar a sustentabilidade noutros mercados e noutras aquisições. A oferta aumentou e as facilidades aumentaram, as pessoas e as empresas iludiram-se arriscando o que tinham e não tinham. Neste ciclo vicioso de compra, venda, aquisições e sobrevalorizações, a Globalização ganhou força e os problemas de uma instituição bancária passaram a ser os problemas de todas, dadas as participações que têm uns com os outros.

Esta economia está cada vez mais confusa e débil com a crescente volatilidade dos mercados internacionais e as constates crises energéticas, políticas e sociais. Esse é o rumo de tudo na sociedade, não procuramos a simplificação, mas a complicação de tudo o que nos rodeia; isso faz com que o nosso cêntimo seja o cêntimo de todos e do meu cêntimo dependa muita gente ou mesmo a economia global. No mundo económico tanto temos muita importância como de repente a perdemos por completo. Não existem modelos económicos perfeitos e disso temos a prova por tudo o que a economia passou ao longo dos anos. Não foi a direita capitalista ou a esquerda nacionalista que conseguiram resolver crises económicas. Estiveram e estão de costas voltadas, mas há uma que depende da outra.

Toda esta situação deve-se ao crescente capitalismo que atingiu o seu auge e agora conhece a fase fatal de uma possível queda. Não temos ideia se vai cair, mas temos a noção que por mais forte que seja esse capitalismo torna-se muito frágil e o risco de colapso é real. As vítimas serão todos os que dependem dele quer que tenham apoiado ou apenas estão dependentes por necessidade. O capitalismo apresenta o seu lado mais negro que não olha a meios para atingir os seus fins, em que tudo é dinheiro e dinheiro é poder.
 

Nesta fase de decadência ou colapso, os senhores do capital recorrem ao poder estatal para assegurar o que está em risco de ruir. É o Estado o único salvador deste ciclo vicioso que se transforma numa bola de neve cada vez maior. No meio de todas estas jogadas está o particular penhorado pelos créditos e o contribuinte que vê o dinheiro dos seus impostos ser injectados para sustento do capital. O particular e o contribuinte são a mesma pessoa que paga em dobro o prejuízo provocado pelo neoliberalismo.

Chegados a este ponto, quem mais criticou as nacionalizações e o excessivo peso do Estado nas empresas, com o argumento de que prejudicava a mobilidade e a evolução da economia, assim como, a competitividade das empresas, agora recorre a esse Estado para segurar o património e a falta de liquidez.
 

O capitalismo mostra a sua fraqueza e incapacidade de lidar com situações de crise. Perante esta conclusão o que será possível fazer? Que volta há a dar? Renunciar por completo ao capitalismo e passamos às nacionalizações em massa?

As nacionalizações do seu tempo não foram assim tão boas, os prejuízos e a as capacidades de evolução e adequação à economia actual não foram as melhores. O nacionalismo desenfreado não será a melhor das soluções, mas uma forte regulação dos mercados por parte do Estado será o melhor para evitar o caos económico e o flagelo dos contribuintes. Devem haver entidades reguladoras independentes, inflexíveis ao grande capital e capazes de se fazerem impor no mercado.
 

A acção deverá ser rápida e urgente, já que não podemos evitar a crise actual e que no momento apenas podemos apoiar os mais prejudicados e desfavorecidos que têm a sua vida hipotecada e as suas poupanças em risco. O actual modelo económico não é perfeito, mas serve a presente situação económica como exemplo e alerta futuro para que tal não se torne a repetir.

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HISTÓRIA DA NOTA DE 100 EUROS - ASSIM FUNCIONA A ECONOMIA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.10.12

 

Num hotel, um homem de negócios paga a sua estadia ao rececionista com uma nota de 100 Euros. O rececionista vai à mercearia para pagar a sua conta de 100 Euros. O merceeiro vai ao talho e entrega a nota de 100 Euros, para pagar a conta. O homem do talho vai pagar os 100 Euros que deve à prostituta, pelos favores sexuais em atraso. A prostituta vai ao pronto-a-vestir pagar a conta de 100 Euros, pelas roupas que comprou. O dono do pronto-a-vestir vai entregar a nota de 100 Euros ao homem de negócios, pela compra mercadoria. O homem de negócios é o mesmo que pagou os 100 Euros pela estadia no hotel – recebeu de volta a sua nota.

Esta é a tradicional “estória” do funcionamento da economia atual. O dinheiro falha, mas não desaparece – está no poder de alguém. Quem tem a nota de 100 Euros pode fazer girar a economia, sem perder ou pode ainda ganhar muito mais, dependendo da forma como o mesmo foi emprestado/investido.

Claro que, nesta lição de economia o Estado não é referido porque na forma com está atualmente organizado não cria dinamismo para o bom funcionamento da economia. Será, por isso, o estado o motivo da estagnação económica?
O Estado apresenta-se como um sorvedouro na forma de impostos sobre as classes que fazem a economia funcionar. Além disso, o Estado está constantemente a delapidar património e Empresas a preço de saldo, sem que existam (pelo menos do meu conhecimento) entidades fiscalizadoras que atuem em tempo útil.

Como vemos: a nota de 100 Euros que chegou ao ponto de partida serviu como um balão de oxigénio, que evitou o colapso de cada uma das pessoas por onde passou, sem que tenha representado qualquer perigo ou perda de valor em cada uma dessas pessoas.

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DESCULPA HULK, MAS 60 MILHÕES FAZEM FALTA

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.09.12

O Internacional Brasileiro Hulk segue carreira para o Zenit, por cinco anos. A transferência deste jogador faz-se por 60 milhões de Euros. Esta é a notícia do dia com maior relevo no mundo desportivo, pelo menos do futebol.

Eu pouco ou nada percebo de futebol e deste tipo de contratações e transferências (se calhar mais vali estar calado), mas faz-me uma certa confusão tudo este montante pelo passe de um jogador, mesmo que possa ser o melhor do mundo. Em tempos de crise para alguns, o dinheiro ainda existe para outros e rola com uma velociade tão grande que nem o vemos passar.

Faz-me tudo muita confusão quando conto os trocos da minha carteira (mas sou eu que sou pequenino). Para o Futebol Clube do Porto é uma boa receita, talvez o adeptos estejam triste por isso.

Público: Zenit revela que vai pagar 40 milhões de euros por Hulk

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PAGUE O SEU DÍZIMO ATRAVÉS DO FACEBOOK

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.08.12

Irmãos, estamos aqui reunidos para vos comunicar a boa nova das tecnologias, fruto do nosso Criador, que inspirou um grande homem, Mark Zuckerberg, e que hoje torna felizes milhares e milhões de pessoas por todo o mundo.
Irmãos, muitos mais poderiam beneficiar desta boa nova se tivessem Internet e um computador para se ligarem a nós; nós que estamos iluminados por esta grande criação que é o Facebook.
Mas nós, irmãos, nós fomos muito mais além da criação desta rede, que nos coloca em comunhão em qualquer lugar e em qualquer momento; criamos para ti uma aplicação onde poderás pagar o teu dízimo com toda a segurança e com toda a fé, para que ele seja entregue nas mãos da boa gente. Na aplicação só tens de escolher os projetos sociais em que desejas entregar a tua contribuição. Podes contribuir, desde que não seja para o Estado que é o maior diabo que existe e que deixa os pobres na miséria com tantos impostos para pagar. Aqui, pagas o teu dízimo, nem que seja o teu último tostão, pois amanhã o sol brilhará e trará nova sorte para o futuro.
Vem à nossa aplicação, mostra o quanto tens de bondade com a tua esmola e liberta a tua alma do poder maligno do dinheiro; quanto mais deres mais leve estarás.
Vem, sente a luz que ilumina o teu caminho e ajuda-nos a construir um templo, a pagar as viagens e estadias por vários países onde procuraremos pregar o amor, a paz e o desprendimento pelos bens materiais.
Este é um caminho de luz e verdade. Esperamos por ti no facebook e não esqueças dos dados das tuas contas, para contribuíres.

O Bispo da Igreja do Bem Material

(Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Este texto pretende fazer concorrência ao noticiado no jornal Público: IURD usa Facebook para receber o dízimo e outras doações). 

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