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AS CALORIAS DO NATAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.12.14

O Natal é definitivamente cheio de calorias. Enquanto vejo gente a correr de um lado para o outros atrás das últimas compras, num trânsito infernal na cidade em hora de ponta permanente, decido tomar o meu café descansadamente numa pastelaria ao pé de casa - preferi não deixar as coisas para a última da hora. Estou sentado na pastelaria que hoje está virada do avesso. Metade daquele espaço e metade das mesas estão organizadas de forma diferente, onde são colocados dezenas de Bolos-rei e pão-de-ló. O ritmo de venda é acelerado porque a mesa está constantemente a ficar vazia, enquanto um funcionário tem como trabalho encher para ficar composta. 
Sem dúvida que esta é uma festa bastante calórica, sem esquecer as inúmeras iguarias que fazem parte da tradição. Depois desta época de festividades veremos inúmeras pessoas determinadas a fazer desporto, seja nos ginásios ou até ao ar livre para compensar as calorias ganhas nestes dias - o arrependimento, o sentido de culpa cresce nas pessoas depois de comer uma rabanada bem recheada ou aqueles mexidos bem açucarados. Ainda bem que o Natal é apenas uma vez por ano ou então seria um desastre.

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TODOS ESQUECEM O TREMOÇO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.08.14

 

fonte da imagem: http://tolaecarola.wordpress.com/

 

Todos se esquecem do tremoço. Há alimentos da moda. Alimentos que compõem as dietas de gentes que querem ficar na linha. Estar na linha para estarem bem na praia a queimar ao sol. Mas essas dietas esquecem o bom do tremoço. Pelo menos não ouço falar dele. Deve ser um parente pobre. É para os pobres que não podem acompanhar o camarão com a boa e fresca cerveja. Nada como uns tremoços numa noite quente de Verão acompanhados de uma ou várias cervejas bem frescas e instalados numa esplanada a deixar o tempo passar.
O tremoço é o alimento barato para acompanhar a bebida e também muito saudável – pena que nem se lembrem disso.

Neste espaço quero deixar o meu apreço pelos tremoços – ainda agora acabei de comer. É justo. Espero que compreendam. Os tremoços fazem bem à saúde. São leguminosas com um valor nutricional muito elevado – Vitamina E, ómega 3 e 6, fósforo, potássio, fibras, sais minerais cálcio e ferro. Sabiam que ajudam no combate à obesidade porque saciam e diminuem o apetite e são muito pouco calóricos? Ajudam no combate ao colesterol mau e dos diabetes. O único contra é o elevado teor de sal – resolve-se com uma passagem por água. Em 100 gramas de tremoços apenas 1,1 gramas é que são de gordura insaturada.

São excelentes razões para todos respeitarem os tremoços e assim olharem como ajuda na nossa alimentação com ou sem cerveja. Viva o tremoço!

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DIETAS OU CULINÁRIA - QUAL ESCOLHO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.07.14

Será moda, não será. São os tempos de agora. O Verão que está à porta, mas que não chega. Em cada livraria que entro e em cada tenda da feira do livro por onde passo, há deles para todos os gostos. Muitos gostos. Abrem o apetite. Chamam ao arrependimento do pecado da gula. Convivem uns com os outros. Estão lado a lado. São os livros de receitas e os livro de dietas.

Talvez tenha andado desatento noutros tempos. Talvez agora pululem como cogumelos ou mais que eles. A oferta dos livros de culinária está cada vez maior. São os de sopas, de doces, de peixe, de carne. Há especialidades para todos os gostos, a vegetariana, Brasileira, Portuguesa, Asiática. Há comida para todos os gostos que nos tentam para o pecado da gula. Na banca do lado estão os outros. Os que nos fazem entrar na linha. Os milagreiros da beleza. As dietas com todos os nomes e mais alguns. Os livros das teorias para o bem-estar. Aqueles que convidam para a pureza e que em maioria contradizem com tudo o que os outros recomendam. São o diabo e o anjo. Falam na nossa mente. Coisas que o mercado nos põe à frente. Escolhas difíceis de fazer.

Os livros de receitas são tretas. Da mesma maneira que os das dietas às vezes também são. Perdoem-me que os produziu. Perdoem-me os cozinheiros que criaram. Eu acredito que tudo seja bom. Eu até posso comprar um livro de dietas para seguir à risca, para ter um corpo perfeito e livre de gorduras. Ao princípio tudo é bom. Há que seguir à risca. Isto é espantoso. Vou vender aos outros esta novidade. Passado algum tempo cansa. As dietas são aborrecidas. Obrigam a seguir um plano. Obrigam a comer o que não quero. Impedem-me de comer aquilo que sei cozinhar. Seguir à risca é cansativo. Prefiro o meu plano de treino. Prefiro a dieta que eu próprio crio com o que tenho no frigorífico – que também é muito saudável.

Os outros, os que nos levam ao pecado na gula, são interessantes. Tantas vezes se tenta seguir a receita e: não sai nada de jeito. Tantas vezes se tenta copiar a forma e: fica horrível. Tantas vezes procuro algo para o dia que se segue e: nada do que lá está me apetece. Tantas ideias para nada. No início, pretende-se fazer tudo e respeitar a receita. Passada a novidade, é mais um livro para a prateleira. Funciona como as receitas que boa gente recorta das revistas, com aquele entusiasmo de que vai fazer. Quando? Depois logo se vê.

Perdoem-me estar a estragar o negócio dos livros das receitas e das dietas. Independentemente de todos concordarem com o que digo, há sempre a tentação de comprar mais um. Há uma falha em nós. Um mundo sem tentações não tem piada.

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