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O MIMARTE ESTÁ NA RUA

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.07.15

 

 

 

O Mimarte é o Festival de Teatro de Braga. Começou no dia 2 de Julho e terá duração até ao dia 11 de Julho. Todos os dias à noite há um espetáculo de teatro diferente no Rossio da Sé com entrada gratuita. Só o último, a realizar no Teatro Circo de Braga terá entrada no valor de 5 Euros.

Espetáculos a não perder: "Bonequinhas de Ópera", pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga; "Este(s) Auto(s) que ora vereis...uma viagem com Mestre Gil", pelo CENDREV; "Caídos do Céu", pelo Teatro Montemuro; "Morgado de Fafe Amoroso", pela Nova Comédia Bracarense; "Wangari La niña árbol", pela La nave del duende; "American way", pela Jangada teatro; "Loa, Xácara e bigiganga", pelo Teatro das Beiras e "Agora", pelo PIF'H. Todos no Rossio da Sé, pelas 21h45.

Programa em pormenor: no Site Badio.

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OBRIGADO CARLOS DO CARMO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.11.14

 

Este vídeo foi ideia de Vasco Palmeirim. Uma justa homenagem a Carlos do Carmo, feita por 35 músicos portugueses. Cada um canta uma frase de um dos fados mais conhecidos de Carlos do Carmo. Fadista que foi homenageado em Las Vegas com um Grammy.

Mais um português de excelência e que deixa uma marca cultural muito forte projetada no mundo. Um português de referência que a mim me enche de orgulho, pelo que canta e pela pessoa que é - humilde. Dedicou o seu prémio ao povo Português.Obrigado!

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K DRIA MGEL TORGA SE VISS OS SUS TXTS SCRITS CMO SMS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.11.13
Há tempos, e que por curiosidade tentei ler: o Diário XII, de Miguel Torga, escrito em linguagem de SMS. Esquisito? Estranho? Chocante? Curioso? Atentado à língua? Sei lá…

 

"

A lngua port tm mt k se lh dga e em tmpo d acord ortogrfic ha dsafios k superm a lei e os gov: sao os dsafios d pvo e as mdanças K sts faxem a lngua port - Modas ou mnias sab-s la. Pra mim stas plavrs sao dfceis d scrver ms pra mt st e a scrit nrmal, scrit d tmpos mderns pra poupr letrs."

 



Não sei se perceberam o que tentei escrever no parágrafo anterior, mas podem crer que foi difícil e demorou tempo, o que para muitos é uma forma simples e rápida de escrita porque os tempos assim o ditam – dirão os que escrevem desta forma.

 



Não há acordo ortográfico que valha para a escrita de SMS, nem regras para a utilização dos x e dos k; tudo serve para se “dizer” muito em 160 caracteres de um SMS. O certo é que existe a tendência para que exista a massificação desta forma de escrita em todos os contextos, num mundo social cada vez mais voltado para as redes sociais e com necessidade contínua de querer contar tudo o que passa ao seu redor.

 



Quantas voltas dará Camões na sua sepultura cada vez que se escreve desta forma ou cada vez que se fala num acordo ortográfico - que já nem se sabe se sai ou se é obrigatório? O que pensariam escritores dos clássicos que se estudam na escola sobre as novas tendências da escrita?

 



Pois… Nem sei o que pensar de tudo isto, mas partilho convosco o que partilharam comigo, há tempos, e que por curiosidade tentei ler: o Diário XII, de Miguel Torga, escrito em linguagem de SMS. Esquisito? Estranho? Chocante? Curioso? Atentado à língua? Sei lá… Pode-se pensar muita coisa, mas é importante que faça pensar toda esta massa critica de leitores e escreventes. E se esta forma a melhor forma de se chegar ao público mais jovem?

 



Deixo-vos a pensar nesta ideia, se já não pensaram antes, e partilhem a impressão que vos ficou. Eu continuo a preferir a forma corrente da língua porque a falta da regra para a escrita é a desorganização do pensamento do Homem. No entanto, quem constrói a língua é quem a fala ou a escreve por muito que existam directivas e acordos onde o consenso não é geral.

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BRAGA DE PORTA ABERTA

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.12.12


Fotografias da abertura em: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.269867339749747.60561.269789916424156&type=3

 

Braga sempre foi conhecida por ter a “porta aberta” desde sempre – todos são bem recebidos na cidade dos Arcebispos. Copiando uma frase que circula pelo Facebook “Antes de nascer Portugal Braga já era capital” - uma cidade de grande importância no Império Romano, Bracara Augusta.

Neste ano de 2012, Braga foi Capital Europeia da Juventude – um grande acontecimento para a cidade e para o país, ainda que tenha sido bem cá para o Norte. Porém, este acontecimento parece que passou bastante despercebido por entre a população, mesmo que os eventos e acontecimentos tenham tido uma participação de público acima do esperado. A importância que os órgãos de comunicação social deram ao acontecimento ficou muito aquém do esperado – Braga foi tratada como cidade de pouca importância para o resto do país. Por vezes, pensei que Braga Capital Europeia da Juventude era um acontecimento de uma cidade de outro país. Arrisco a dizer que a comunicação social esteve mais em Braga por causa dos encontros futebolísticos que propriamente devido aos acontecimentos culturais.

Este tratamento minimizado em torno da cidade é bem o reflexo de que vivemos num país em que Lisboa é a capital e o resto é paisagem. Mesmo Guimarães, aqui bem perto, que foi a Capital Europeia da Cultura teve mais destaque na abertura e depois para o final e o resto do ano também passou despercebida aos olhos de muitos (a abertura e o fecho foi bem acolhida na RTP).

Assim se vê a importância que se dá aos acontecimentos culturais que correm no nosso país. Os orçamentos são cada vez mais reduzidos e os espetáculos são feitos com o mínimo possível porque existe a ideia tacanha dos nossos governantes que a cultura é um produto menor.

Braga viveu, em 2012, uma experiência bem diferente e que poderá ser a porta aberta para outras experiências culturais, que tanto necessita – este é o investimento futuro que lhe falta. Foi a vida que muito lhe faltava. Enquanto isso, terá sempre que conviver com uma certa ignorância dos olhares da capital do reino.

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MARCELO MENDES É UM HERÓI DE POUCOS E O INIMIGO DE MUITOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.09.12

Marcelo Mendes é, por esta altura, o herói português para alguns, como cavaleiro em defesa da Tauromaquia – o desporto aristocrata que se tornou desporto do povo. A sua astúcia de cavaleiro – que hoje em dia já não é profissão maior – ultrapassou os limites da arena, contra uma multidão de gente compreensivelmente revoltada como se estes fossem o touro enfurecido. Apenas lhe faltou o espeto de ferro, para que se tornasse numa luta sem cerco, no cerco antitouradas. Foi uma Corrida à Portuguesa de um homem a cavalo sobre uma multidão desprevenida – que estava ali em defesa do touro que vive desprotegido contra as investidas desumanas e irracionais de um homem que gosta de mostrar publicamente a sua superioridade racial entre os presentes.

Incompreensíveis são também as justificações dadas como se a culpa fosse do cavalo que se desorientou entre os manifestantes – como se este alguma vez tivesse vontade própria em apoiar as touradas do seu criador (talvez também seja contra a matança de um ser semelhante e nada possa fazer que corresponder às ordem de quem o monta).

Nas touradas é assim, homem e touro – é a luta entre o bem, o anjo, e o mal, a besta, sem se saber bem quem representa quem no tabuleiro redondo – em que o touro é sempre sacrificado, sem grandes possibilidades de poder dar as suas cornadas em defesa própria. Está condenado. A arena é a sua sentença de morte. A morte e o bife no prato é sempre a sentença que se dita a estes animais; mas a humilhação pública e o sofrimento lento e sanguinário em público é a triste sina que alguns obrigam a que este passe por simples prazer.

Enquanto isso, governos e governantes tentam passar despercebidos (para recolher as simpatias de ambos os lados?) deixando este assunto - como se este não fosse uma prioridade.

No meu artigo anterior, exponho dados históricos e razões da existência deste tipo de práticas; porém, as razões morais, culturais ou as questões religiosas não são imutáveis nos tempos e obrigam que as mentalidades evoluam no sentido de condenarem um espetáculo miserável e pouco digno.

Público: http://www.publico.pt/Sociedade/cavaleiro-marcelo-mendes-vai-avancar-com-queixa-contra-manifestantes--1561551



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ANTES TOUREIRO QUE TOUREADO

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.09.12

Acredita-se que a Tauromaquia é uma tradição cultural existente há muitos séculos em diversos países como Portugal, Espanha, França e até em diversos países da América Latina.

Em Portugal, a tauromaquia terá inícios com D. Sancho I que costumava alancear toiros em campo aberto.
D. Sancho II, terá toureado em 1258.
No casamento de D. Leonor, filha de D. Duarte, com Frederico III da Alemanha, em 1451, realizou-se uma grande tourada em Lisboa, numa praça improvisada, junto ao Terreiro do Paço.
O Rei D. Sebastião terá toureado muito jovem em Sintra e em Lisboa.
Filipe II para se tornar popular entre nós organizou, em 1619, uma corrida durante três dias consecutivos. Foram mortos, nesses dias, vinte toiros.
D. João IV era considerado grande cavaleiro e tinha, em Vila Viçosa, uma academia equestre. Táurea nas praças de Sintra, Almada e na do Rossio, em Lisboa.
Nos tempos de D. João V, surgem os arreios de cortesias bordados a prata e ouro com pedras preciosas. Foi neste reinado que se mandou edificar praças de toiros em muitas cidades do reino.
D. José I foi também um grande aficionado por touradas ao contrário do Marquês de Pombal, que não concordava com este tipo de espetáculo.
As touradas voltam à ribalta com a Rainha D. Maria I, que teria afastado o Marquês, voltou a instituir as Corridas.
D. João VI retira-se para o Brasil, em 1807, devido às Invasões Francesas, e, nessa altura, não se permitiam a realização das touradas - passaram a ser feitas às escondidas.

A tauromaquia foi conhecida por ser um desporto para entreter a aristocracia - isso vê-se pela forma como são vertidos os toureiros e pelos rituais que ainda hoje são praticados antes e na arena. Em cima do cavalo ou a pé, o toureiro tem como objetivo colocar ferros no “morrilho” do touro – com a ajuda de passos que tornam esta tarefa numa arte.

Antes de ser um desporto ou uma arte, a origem das touradas remonta aos tempos primitivos, em que se acredita que o Deus Mithra (deus da Luz) terá morto o touro divino, contribuindo para a renovação do mundo. A luta entre o Homem e o toiro é comparada religiosamente à luta entre o bem (Homem, Cavaleiro) e o mal (touro), entre a escuridão e a luz (por isso que as touradas se realizam quando metade da arena esta com luz e a outra às escuras).

A tourada tem uma grande organização; para além do toureiro e do seu cavalo, há os Bandarilheiros (os que têm a capota rosa e amarela), os Arneiros (que tratam da arena), os Forcados (8 pessoas que fazem a pega), o Diretor da Corrida, o Empresário da Praça, o Apoderado (empresário do cavaleiro), o Moço de Espadas, os Tratadores de Cavalos, o Ganadeiro (quem faz a seleção de toiros para a tourada), os Campinos, o Embalador (é quem mete a proteção nos cornos), a Banda e o Corneteiro.
 
FIM DA HISTÓRIA. AS MINHAS QUESTÕES:

Por muito rica que seja a tauromaquia e esteja muito marcada na História do nosso país, valerá a pena defender a sua prática por questões culturais e Históricas?

Poderá uma lei atual impugnar a prática das Corridas à Portuguesa no país, quando se trata de um evento enraizado no povo?

Poderão os apoiantes de tais práticas alhear-se do espetáculo e perceber que a cultura atual já não acredita nesta forma de luta entre o bem e o mal e na divindade de Mithra, mas preocupa-se com a defesa dos animais e a sua agonia numa arena, para regozijo de todos os que assistem?

Num Estado democrático e de direito, considera-se legitimo que o Cavaleiro Marcelo Mendes tenha investido sobre os manifestantes, como se detivesse o título da superioridade racial e domínio da razão?

É legitimo que a RTP faça transmissão de Corridas à Portuguesa, quando estão em causa os direitos do animais?

Sabemos que em torno da tauromaquia existe muito mais que a cultura e tradição ou mesmo religiosidade, existe dinheiro, espetáculo e manifestações de superioridade sob os touros.

Seria igualmente espetáculo e aceitável que as touradas fossem apenas com homens com chifres encabeçados?

É claro que as touradas movimentam muito dinheiro. Ao colocar em causa este espetáculo é o mesmo que colocar o toureiro a ser toureado.



Dados históricos recolhidos de:
Corrida à Portuguesa
A História da Tauromaquia

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TROPICAL TOBACCO - UMA NOVA REVELAÇÃO NA MÚSICA

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.09.12

Ao ouvir uma das gravações do 5 Para a Meia Noite, da RTP1, apresentado pelo Nuno Markl, fiquei curioso com a apresentação de Tropical Tobacco. Três jovens, ainda muito jovens, a querem fazer música como gente grande. Tiveram de gravar no quarto como alternativa económica - mesmo sendo uma gravação caseira tem uma grande mérito e um caminho digno para a qualidade.
Partilho convosco e partilhem com os vossos conhecidos porque há talentos que merecem uma oportunidade.

 

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CECÍLIA FAZ ARTE AO RESTAURAR IMAGEM ECCE HOMO, DO SEC XIX

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.08.12
(Fonte de vídeo: www.sic.pt)

O conceito de arte está profundamente baralhado entre nós. Quanto mais evoluímos como seres pensantes mais baralham a arte e o que querem dela ou o que representa para todos nós.

Lá por termos acesso à arte de uma forma cada vez mais ampla, não significa que sejamos todos apreciadores de arte e críticos conceituados, a ponto de menosprezar o esforço de muitos pela criatividade.

A Cecília, de 80 anos, cidadã Espanhola, é vítima daqueles que criticam a arte de forma pouco construtiva. Teve a humilde ideia de artista plástica de restaurar uma imagem de Cristo, há muito degradada pelo passar do tempo - uma forma de recuperar uma obra de Elias Garcia Martínez. Pelos vistos a senhora teve de sair a meio do restauro para ir buscar o filho e quando voltou a “tenda já estava armada” e não pode terminar o seu trabalho.  Como é possível que esta senhora não tenha terminado o restauro que a pintura estava a precisar? Como é possível tão grande polémica em torno de alguém que já pinta desde os 5 anos, que já fez muitas exposições e vendeu muitos quadros?

São questões que eu, defensor da arte que rompe com as tradições e as leis conservadoras (até fiquei admirado com esta designação), não consigo responder. Lá por Cecília não ter a mesma projeção que Picasso ou até que o criador original Elias Garcia Martínez, não significa que a sua arte seja menor.

Quando o Picasso fez os seus traços e rabiscos o mundo da arte e dos críticos abriram a boca de espanto; quando Dali pintou aqueles abstratos exagerados (frutos da sua loucura) a admiração e a tentativa de encontrar um significado é um trabalho filosófico; Leonardo D Vinci pintou a pobre Mona Lisa e agora o Louvre é motivo para milhões de visitantes; quando Paula Rego expõe as suas obras de mulheres grosseiras, eis que se torna na crítica e exposição das realidades sociais; quando a grande Cecília restaura uma imagem de Cristo com uma arte mais moderna, abrem-se as bocas da crítica como se ela fosse uma herege.

O que dirá o Cristo no meio de tudo isto?
Quem nunca pintou mal que atire a primeira pedra.

Vou tentar entrevistar Cristo para ver o que pensa sobre tudo isto.


(Escrito de forma irónica e de acordo com o novo acordo ortográfico)

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UM POETA EM GRANDE ENTRE OS PEQUENOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.08.12

Já escrevi por aqui que não tenho qualquer jeito para poesia. Lá no fundo admiro a capacidade dos poetas, dos escritores - lá no fundo porque eu estou a anos-luz do trabalho destes.
Porém, hoje decidi fazer descer sobre mim o dom de escrever versos, assim como muitos que escrevem poemas mas que não têm qualquer jeito (podem incluir-me nesse grupo).

Aqui vai:

 

Poesia não tem de ser:

um fado triste,

murmúrio do passado,

lamentos do presente.

 

Poesia deve ser:

riqueza interior,

pensamento do momento 

e gestos da alma.

 

Viver para a poesia

não tem de ser vida amargurada,

sonho irreal

ou momento doloroso.

 

A poesia vive:

do poeta com sentimento,

da alegria, amor e paixão,

em profundo desprendimento

entre o sentimento e a razão.

 

Poesia será sempre:

o pensamento,

o grito,

na força das palavras

ou da forma como são ditas.

 

Foi lindo (pelo menos para mim que me limito a estas palavras)! Foi sentido! Veio-me lá do fundo arrancado a ferros.

 

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EU GOSTAVA DE SER POETA! GOSTAS DE POESIA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.08.12

«Ser poeta é ser mais alto
É ser maior que os Homens» 

Florbela Espanca
 

Já ouviram ou leram estes versos certamente. São versos mágicos, que elevam o poeta ao mais alto da sua alma e da sua existência, na sua humildade profunda, mas tocante.

É bonito, claro que sim.
Eu gostava tanto de saber conjugar as palavras e torna-las tão mágicas que fossem capazes de encantar os leitores, a ponto de sentirem um orgasmo literário profundo e de sentirem a sua alma sugada para o interior dessas palavras.

Foi dolorosa a descrição? Ups! Tenham calma. Foi só uma forma de querer exprimir-me até à profundidade, transformado e encantado pela beleza das palavras que escrevo.


Acharam belas e tocantes estas palavras? Consegui sugar-vos a alma? Consegui provocar um espasmo literário? 
Pois.... Fico triste se não consegui. Bem, acho que vou deixar as minhas criações poéticas para outros dias mais inspirados - pode ser que ganhe algum jeito. Será? Quero acreditar que sim.
 

                                                                   «O sonho comanda a vida» 


Confesso que, por vezes, desejo ser poeta e acho-me capaz de criar versos e poemas deliciosos; pelo menos mais deliciosos que muitos que leio por aí, que apenas servem para criar rimas e soar a algo de bonito, mas que é uma seca e não tem sumo algum - uma amálgama de palavras. Depois perguntam do alto do seu esplendor: Gostaram da intensidade? Foram sofridas estas palavras. Intensidade é a dureza com que as levo - como se fosse um soco - e sofrida é a forma com que sou obrigado a ouvir ou a ler.

A poesia é linda, mas escrita por bons poetas - independentemente de serem conhecidos. Depois há a poesia de seca que incentiva ao bocejo e ao sono.

Lembro-me de, quando andava na escola, sentir a disciplina de português uma grande seca (desculpem-me os professores de português) quando se estudavam poemas e autores, rimas e significados. "Cruzes" aquilo secava-me tanto, até ao tutano, que pouco de mim sobrava no final daquelas aulas. Nos testes não havia sebenta que me safasse. Lia e relia a poesia e parava à espera que do alto da minha inteligência alguma luz acendesse, para escrever alguma coisa (por mais parva que fosse). Devem imaginar as minhas notas a português. Passei, subi a nota no exame nacional, mas não quero falar mais nisso. Foi o meu calvário.

Hoje, tenho Miguel Torga à cabeceira e a Mensagem, de Fernando Pessoa, no meu pensamento.

 

(pode ser que falemos deles mais um pouco). 

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