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POBRE COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUNDO MÁRIO SOARES

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.02.14

Os artigos de Mário Soares ainda continuam a ter o lado de corrosivo que a idade não lhe amaciou – bom ou não, cada um tem a sua opinião em função das ideologias que temos. No Diário de Notícias existe um artigo de sua autoria com o titulo “Pobre Comunicação Social”, na qual retiro o seguinte exceto:

Há bastante tempo percebi que alguns jornalistas estavam a ser comprados pelo Governo, direta ou indiretamente. Simplesmente mudaram de ideologia e de sentido para agradar a quem lhes pagava. Felizmente há ainda exceções. Honra lhes seja. Mas os jornalistas dos jornais, das revistas e das rádios e televisões têm uma terrível dificuldade. Para agradar a quem lhes paga, dizem o que muitas pessoas não querem ler, ouvir ou ver. E se o não fazem correm o risco de ser despedidos.

Será que a comunicação social está a ser assim tão controlada pelo governo, sem que o público se esteja a perceber? A quem se estaria a referir Mário Soares com este comentário, ou melhor, a que órgão de comunicação estaria a querer atacar? Seria a RTP que andou sempre no domínio dos Governos e sempre foi vítima do fantasma da privatização ou da liquidação?
Que alerta é este sobre jornalistas que mudam a sua orientação ideológica e com que objetivos? Quais os ganhos que uma empresa de comunicação tem ao alear-se ao Governo?

Será que o próprio Mário Soares me poderia esclarecer estas questões?

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QUAL A IMPORTÂNCIA QUE DÁS? MASSACRE OU SALVAMENTO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.12.12


(Imagens do Jornal de Notícias, edição de 30-12-2012)
 

 

Ao ler o jornal de hoje vem-me à memória algo que venho pensando há muito tempo: na vida, a importância que se dá aos acontecimentos, por vezes, torna-se incompreensível aos olhos da razão. Como comparação: Uma notícia sobre o mérito de alguém que salva outra pessoa que estava a afogar-se e uma outra sobre o massacre, em Homs, na Síria, onde morreram 220 pessoas. Qual das duas merece mais destaque no jornal? O salvamento.

Os atos heroicos de seres individuais recolhem atualmente grande número de fãs – de “likes” e partilhas nas redes sociais – e rapidamente se espalham pelo mundo; ao contrário de uma série de acontecimentos muito mais dramáticos, que acontecem todos os dias, nos países em conflito onde se produz uma série de atentados contra a dignidade humana, de muitos milhares de pessoas, a quem lhes é reservada uma nota de rodapé - ausência de partilhas ou de “likes”.

Que critérios utilizam as pessoas para reagirem de forma tão diferente a acontecimentos de dimensões incomparáveis? Será que este tipo de ação é uma censura que impomos a nós próprios?

Qual o papel da comunicação social que decide as prioridades em função do que é mais económico para preencher as páginas dos jornais, tendo o leitor tem que aceitar a escolha que lhes é imposta?
 

Será que o que está mais próximo choca mais que o que acontece num lugar mais distante? Para a comunicação social deveria ser diferente, adequar os espaços e as importâncias dos assuntos de acordo com a sua dimensão porque a importância que lhes é dada nem sempre se deve à proximidade geográfica do acontecimento, mas à facilidade com que consegue chegar até este de forma mais barata.

A crise que se vive no jornalismo e as dificuldades que enfrentam nos tempos que correm é o motivo, para que a emoção se sobreponha à razão e a qualidade seja secundarizada em nome da audiência.

 

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