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FIQUEI SOB ESCUTA E PAGUEI POR ISSO

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.11.13

Acredito que ao escrever neste texto palavras como NSA, PRISM, terrorismo, EUA, espionagem, CIA, entre outras, o tornem num alvo de análise por essa entidade de (in)segurança interna dos EUA – a NSA. Muito maior será o seu interesse ao saber que estão concentradas nestas poucas linhas de escrita.

 

Assim vai o mundo que se quer mais seguro e tendencialmente se torna muito inseguro, não por culpa dos criminosos tradicionais, mas por culpa de entidades oficiais, que deveriam preocupar-se com a segurança dos cidadãos – dos norte-americanos –, em vez de espiar outros Estados, para obterem dividendos políticos e económicos – esta é a justificação que posso dar para a existência do PRISM. Para mim, Snowden é a maior vítima desta história, que acaba por ser rejeitado por diversos países que não lhe dão asilo (não sei por que motivo), mesmo que estejam contra a atitude dos EUA em espiar os chefes de estado de vários países. Creio que estas excessivas atenções sobre Snowden sejam para desviar atenções da existência de um programa de espionagem global, que continua em franca exploração.

 

O acesso a dados do Google, Facebook, Apple, Microsoft, entre outras empresas dos EUA, das quais nos tornamos cliente com muita facilidade, torna-nos a todos, ou quase todos, alvos de espionagem - como se cada cidadão fosse um potencial perigo para a América. Pela razão inversa, cada um de nós tem o direito de ter sérias dúvidas em relação a estas empresazinhas, nossas amigas, mas que aos poucos recolhem dados confidenciais e os fornece a alguém que não sabemos ao certo quem é. Temos o direito de não nos sentirmos seguros da privacidade de dados, ainda que existam os termos e condições que garantem a privacidade.

 

Por aí se diz que estamos a viver tempos semelhantes à Guerra Fria, mas desta vez de uma forma mais global e em que todos estamos sujeitos a sermos espiados.

Porém, apesar desta consciência e do debate gerado em torno da banalidade em que se tornou grande parte da nossa vida, quase todos continuamos a ter a nossa conta no Facebook, a comprar Android (Google), Apple, Microsoft, a quem pagamos e corremos o risco de ser espiados.

Eu paguei para ser espiado.

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