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E ASSIM TERMINA CAVACO SILVA O SEU MANDATO

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.01.16

O Senhor Presidente da Republica falou ao país no seu discurso de Ano Novo. Ao que parece pouco disse de novo aos portugueses – como se algo de novo tivesse para dizer. Terá sido o seu último discurso do mandato como Presidente e acredito que um dos últimos enquanto político. Os portugueses não devem ter dado grande importância às suas palavras porque dele pouco mais devem esperar, como nada esperaram durante estes dez anos. Chegou a Belém em alta, mas sai em silêncio e com pouco prestígio.
Creio que a importância política deste discurso foi mínima e mensagem vazia, para que os comentadores políticos pudessem dizer algo de relevante.

Enfim… Assim vai a Republica.

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Assim se passou mais um dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas; um dia tão igual a tantos outros – se calhar o meu sentido patriótico anda meio apagado (não deveria). Os tradicionais discursos do Presidente da Republica passaram-me tanto ao lado quanto o assunto do discurso do Sr. Presidente Cavaco Silva passou ao lado dos actuais problemas do país – maioria do discurso voltado para a agricultura, pois é isto que o povo quer ouvir. Fica-me a questão: então não foi nos governos de Cavaco Silva que se destruiu a agricultura do nosso país, para nos tornarmos num país desenvolvido? Questão parecida coloco quando, há uns anos atrás, discursava sobre a necessidade de nos voltarmos para o mar: então não foi nos seus governos que se abateram frotas para abandonarmos a pesca?
Palavras leva-as o vento porque em política feita, por melhores que sejam as intenções e a importância dos assuntos, poucos são aqueles que acreditam.
Quanto aos protestos de recepção do Sr. Presidente e do Sr. Primeiro-Ministro não comento se foram no tempo oportuno – mas de lembrar que mostram o reflexo dos que estão descontentes e sentem na pele todas as políticas recessivas.

Porém, o dia que seria dominado pela política foi dominado pelo futebol – dia de apresentação de Mourinho, no Chelsea e Paulo Fonseca, no FCP.

Há algum tempo atrás, escrevi que Mourinho estaria voltado para os lados do Chelsea; deixou de ser o mal-amado no Real Madrid e no futebol espanhol e passou a ser o “Happy One” no Chelsea; lugar onde foi feliz e onde espera voltar a sê-lo, disposto a ganhar todos os títulos que existem pela frente. Dizem (acredito que sim) que o futebol Inglês é muito diferente e com muitas equipas de topo, para as quais Mourinho está mais preparado para vencer.

No FCP, por coincidência ou não, há mesma hora, Paulo Fonseca foi apresentado como treinador dos dragões, depois de uma excelente prestação no Paços de Ferreira - onde o terceiro lugar e o apuramento para a Liga dos Campeões, criaram todo o interesse nos dragões. A técnica de Pinto da Costa na escolha dos treinadores mantém-se – escolher profissionais de pouca experiência e com poucos (ou nenhum) títulos na carreira, mas que chegam para vencer.

Assim foi o dia de Portugal, onde nem o tempo mostra sinais de sair da crise, uma crise meteorológica violenta a que nem a Alemanha tem escapado.

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Era uma vez um país em que os palhaços eram os governantes e o povo ria e ria das piadas e trapalhices que cada um desses palhaços fazia em público. Este era um país muito feliz, onde todos viviam numa autêntica palhaçada. Cada lei, cada notícia, cada artigo motivava a gargalhada geral, pois ninguém acreditava em tudo o que acontecia à sua volta. Não existiam desgraças porque estas eram a palhaçada, motivo de riso.

Este país poderia ser Portugal? Poderia, mas não é. Apesar da forma como somos governados ser considerada por grande maioria dos portugueses uma palhaçada, na realidade não o é porque, ao contrário das palhaçadas, esta governação faz-nos chorar e perder a esperança no futuro.

Miguel Sousa Tavares foi forte, ao alegadamente considerar Cavaco Silva como sendo o palhaço. Verbalizou aquilo que muitos portugueses têm na cabeça, mas não o pronunciam. Foi forte e por isso pediu desculpas e reconheceu o seu erro. Há muito moralismo na praça pública; espero que os mesmos moralismos não provenham de pessoas que no seu inconsciente tenha a mesma afirmação que a verbalizada pelo Miguel Sousa Tavares, seja em relação ao Presidente ou a outro político.

Eu prefiro não o condenar, para que um dia não tenha de “comer” estas palavras quando um político, seja ele qual for, tenha o desrespeito de fazer ou dizer algo que eu não goste.

De qualquer das formas, a classe política merece respeito, apesar de a vermos como um fruto podre que deveria ser abatido do nosso pomar; mas, no fundo, quem está a governar foi eleito (ainda que à custa de verdades falsas e promessas impossíveis). 

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E SE O PRESIDENTE SE CALASSE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.01.12

O Presidente da Republica não é o político interventivo que ousou ou que propagandeou ser durante as campanhas que o levaram à vitória. É um político pouco interventivo e das poucas intervenções que efectua é infeliz. Muitos portugueses gostariam que ficasse calado - sempre seria a melhor alternativa, para que da sua boca não sai asneira, que cria ainda mais revolta no povo português.

Na sua recente deslocação a Guimarães para as cerimónias do arranque de Guimarães Capital Europeia da Cultura, ouvi a quantidade de assobios e apupos que os milhares de portugueses lançaram à sua passagem, fruto da crescente insatisfação pelos comentários prestados durante a semana passada.


 


Se o Presidente se queixa das boas reformas que recebe - que quase não lhe chegam para pagar as despesas correntes - como se sentirão os milhares de portugueses que vivem com um mero salário mínimo ou aqueles que têm os seus salários em atraso e mesmo aqueles que viram os seus direitos diminuídos por causa dos recentes cortes do Ministério das Finanças?


 


Em vez de um Presidente interventivo, temos um Cavaco Silva conivente com o que de mau se passa no nosso país, onde o simples português vive cada vez mais esmagado com as suas despesas e cada vez incapacitado para enfrentar o futuro.

Já era tempo das coisas mudarem definitivamente, a começar numa classe política imoral.


 


Manuel de Sousa


manuelsous@sapo.pt

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