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MUNDO AO CONTRÁRIO - O PRESSÁGIO DA BANDEIRA

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.10.12

Há uns dias alterei o título do meu blogue, substituí "Tudo do Avesso" por "Mundo ao Contrário". Chego à conclusão de que se tratou de um presságio, um mau presságio, que se veio a confirmar no dia 5 de Outubro - a bandeira Nacional foi hasteada ao contrário.
Dizem que hastear um bandeira ao contrário é sinal de socorro, nada mais coincidente de um país que se encontra numa fase tão dolorosa e a pedir socorro para se libertar desta classe política, assim como, para se libertar da crise em que se entalou.

Mas, a quem se destina esse pedido de socorro? À Europa? Como se a Europa pouco se importa com o estado do país e apenas sabe apoiar as medidas de austeridade para que Portugal não saia do Euro (para evitar o fim do Euro). Um pedido de socorro aos vizinhos Espanhóis (que se encontram numa situação semelhante e que poderá ser bem pior do que a nossa)? Será um pedido de socorro aos chineses que vêm comprar um país a preço de saldo? Aos céus para que faça acontecer o milagre da multiplicação da riqueza (não me parece que Deus multiplique a riqueza que depois é retirada pelo Estado dos bolsos dos contribuintes)?

O hastear da bandeira ao contrário é uma imagem simbólica do estado da nossa Republica, a que o nosso Presidente parece estar alheado, mesmo depois de tantas contestações populares.

Até quando ou quando será que a bandeira será novamente hasteada com a dignidade que merece? 

 

Público: http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/antonio-costa-assume-responsabilidade-pelo-hastear-da-bandeira-ao-contrario-e-pede-desculpa-a-cavaco-1566118

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A BRANCA TELEVISIVA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.08.12

Em tempos que se fala da RTP e da concessão de serviço público, deixo-vos um texto escrito na sequência da polémica sobre as audiências medidas pela nova empresa responsável e que é seriamente criticada pelos Operadores de Televisão.

Terça-feira, 17h25m, alguém pega no comando da televisão e muda de canal. A acção deste alguém multiplicada por 247800 pessoas, que também assistiam ao programa do “Portugal no Coração”, da RTP, deixaram o primeiro canal sem qualquer espectador em antena. Instala-se o pânico na Estação Pública porque todos os espectadores mudaram de canal.
O que aconteceu? Porquê esta mudança? Foi um acto combinado? Uma forma de protesto? Contra a venda do canal? A programação da Estação Pública não está a corresponder às expectativas?

Enquanto o programa continua na sua normalidade, o colapso na sede da RTP provoca correrias nos corredores, entradas e saídas nos gabinetes, telefonemas em tudo quanto é telefone, e-mails para e do Conselho de Administração; tudo gira em torno da branca televisiva.
Para além do pesadelo na RTP, já os outros Meios de Comunicação Social concorrentes, imprensa e rádios noticiam o sucedido; nos sites, Blogosfera e redes sociais são aos milhares os comentários. Em instantes, o país fica em suspenso, mas ninguém, uma alma sequer, premiu o botão do comando do primeiro canal, para ver a emissão que continuou normalmente. 
Fazem-se os primeiros balanços dos prejuízos, 12,9 milhões, um valor provisório, que dependerá das consequências que as marcas dos espaços publicitários desencadearão com este apagão. Está tudo comprometido; o programa que contratou meios e que terá de os pagar; as marcas que contrataram aqueles minutos específicos para publicidade; o canal que não pode avançar para intervalo porque não vai passar os spots publicitários sem espectadores em antena.


A esta hora, o Governo reúne-se de emergência. O canal público que está à venda tem o seu valor comercial em causa e que tenderá a desvalorizar. O Ministro das Finanças está preocupado porque o encaixe da venda do primeiro canal será revisto em baixa no défice. O Primeiro-Ministro faz uma primeira declaração ao país, para estabilizar os ânimos e os mercados. O súbito “apagão” agonia os portugueses, que já pensam nas possíveis medidas extraordinárias que serão tomadas, para compensar as perdas.
Enquanto o Governo continua reunido, o plenário da Assembleia da Republica aquece com a habitual troca de acusações entre a direita e uma esquerda assanhada - no imediato atiram responsabilidades aos grupos económicos interessados no canal em moeda barata.
Nos cafés, as discussões mantêm-se acesas entre os que defendem o serviço público e os que desejam a privatização de um canal em tempo de contenção de despesas; mas nem por isso, ninguém, uma alma sequer, pega no comando para ver a emissão do “Portugal no Coração”.
Os canais de notícias desdobram-se em debates com comentadores de serviço e directos televisivos; os generalistas exploram a tragédia e o horror nos talk shows da tarde.

Apenas num único lugar há silêncio: no Palácio de Belém. O Sr. Presidente Cavaco Silva mantém o silêncio.
Na RTP mantém-se o caos. Normalidade apenas no estúdio. 

São 17h55m, o primeiro canal passa a ser visionado, nesse preciso instante, por 295700 espectadores. O país respirou de alívio.
Pelos vistos a RTP descobriu que se tratou de um erro técnico por parte da empresa responsável pela medição de audiências.


(Este texto trata-se de uma crónica de Manuel Joaquim Sousa. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência).

 

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EURO 2012: A RESSACA DA DERROTA NO PRIMEIRO JOGO

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.06.12

Hoje é dia de Portugal. Para além de ser um feriado perdido - afinal hoje é Domingo e calhava melhor que fosse à semana - Portugal está mais triste - pelo menos muitos portugueses - pela derrota da nossa selecção frente à Alemanha.
Muita pena - pela derrota - depois do jogo me parecer tão equilibrado (a análise de quem não percebe nada de tácticas futebolísticas). Porém, não se pode ter tudo e ainda há uma certa esperança para o jogo da próxima quarta-feira - que será melhor com certeza.

O Sr. Presidente da República, Cavaco Silva, também deveria estar triste, pelo menos pelo tom do seu discurso de hoje - tom calmo, pacato, tristonho - afinal a selecção não concretizou o que este havia pedido antes do jogadores partirem para a Polónia, uma vitória para Portugal, no dia anterior ao dia de Camões.
Nós portugueses ficamos com a Alemanha entravada - já andávamos com a senhora Merkel entravada há muito - e parece que está a ser difícil colocar estes senhores nos eixos - já bastava de querer mandar nos destinos da Europa e agora também no futebol são bons.


Nesta ressaca da derrota nacional, que nos quebrou algum estímulo, confiança e esperança, vamos esperar que isto passe e no próximo desafio estejamos de novo ao lado da nossa selecção «para o que der e vier» (acho esta expressão forte). No Euro 2004, Portugal também passou pela vergonha da derrota no primeiro jogo e no entanto fomos à final (não quero é lembrar-me dos senhores Gregos que ganharam sem mérito - digo eu).

 

Força! Até à vitória guerreiros Lusos.


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