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O LOUCO BREIVIK DA NORUEGA

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.07.11

Anders Breivik é um louco? Não propriamente. A ideia de o querer passar por louco é a ideia de o tornar coitadinho, fruto da evolução e das contrariedades da sociedade actual. Breivik é um homem inteligente, apesar da sua interligência ser utilizada para algo impensável ou intolarável, mesmo que os motivos que o moviam fossem aceitaveis, mas que não eram aceitaveis.
Somos acordados para uma forma de terrorismo preocupante a que as autoridades pouco podem fazer para o controlar. É mais fácil investigar e cercar organizações como a Al-Qaeda, entre outras, que estão organizadas, constituidas por estruturas e que se espalham com facilidade entre vários países, mas que permitem seguir o seu rasto, descobrir os seus planos e evitar massacres. Díficil será controlar e identificar indivíduos isolados que arquitectam livremente os seus planos para os colocar em prática com a maior das facilidades e das naturalidades. Por muito que na Internet se possa encontrar documentos, chamadas de ordem, apelos à luta e tratados como os de Breivik, será muito díficil saber até que ponto são verídicos e se alguma vez alguém será capaz e avançar com os mesmos, confundidos que são com meros desabafos de loucos, mas que não são loucos.
Os atentados em Oslo, na Noruega, podem ser, na pior das hipoteses, para muitos uma fonte de inspiração e um motivo para também avançarem na cruzada que defendem necessária para a limpeza da Humanidade.

Mais uma vez, a Europa é sacudida por monstros do passado que ainda estão presentes na actualidade e que ainda servem de inspiração. A Europa ainda não se reconsiliou com o passado de Hitler, Mussolini, Franco e até mesmo Salazar, para não falar de outros nomes. Essa falta de reconciliação com o avivar destes medos, demonstram que a Europa vive mais que uma crise economica, uma crise de valores bastante forte, que tenta contrariar com a abertura ao multiculturalismo, mas que alguém, num simples e acto bárbaro, consegue fazer tremer esses pilares ainda frescos. Talvez esses pilares de multiculturalismo não estejam bem assentes porque se acredita em muito na teoria do relativismo, em que os valores de uns passam a estar sob o domínio de outros, que se acham puros e sedentos de justiça, mas que apenas espalham a injustiça porque não são capazes de viver num mundo livre.

Pena que em nome de Deus, que se acredita ser o criador da variedade e do multiculturalismo das espécies, se mate e se espalhe o terror, como se esse Deus alguma vez desejasse que tal fosse feito.

Manuel de Sousa

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