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ESTÁ UM TEMPO DE PÁSCOA

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.03.16

É tempo da Páscoa. A meteorologia está mesmo a calhar – tempo meio escuro, nublado, por vezes, com uns pingos de chuva. Se não fosse assim não era a mesma coisa. Diz o velho ditado: Ramos molhados Páscoa enxuta. Por muito que lá em cima o tempo ande meio avariado, lá se vai cumprindo.

O rufar dos tambores vem lá do fundo. São sinais da procissão. Estamos em vésperas de dia de ramos, domingo de ramos. Braga prepara-se para a semana santa. É das semanas mais importantes desta cidade – a Roma portuguesa. A procissão segue por entre as ruas do centro histórico rumo à Sé. São figurantes, alguns tapados, trajes roxos – cor dominante no tempo da paixão.

Assim que a procissão recolhe, a chuva cai; grossa e impiedosa para com aqueles que preferem ficar na rua.

Será a semana das procissões, concertos e cerimónias religiosas solenes.
Tudo é preparado da forma mais meticulosa – a importância das cerimónias e o número de pessoas que acorrem à cidade assim o exige. São momentos onde a religiosidade se manifesta na rua e em que o lúdico se confunde com a fé.

É tempo de Páscoa. Tocam os sinos da Sé e a chuva pesada aceita a ordem de abrandar.

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MAIS VELHO QUE A SÉ DE BRAGA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.07.15

 

Andava pelo Youtube e tropecei num documentário que tive oportunidade de ver em tempos, na RTP2 - o primeiro episódio do programa "Visita Guiada".

Aqui se desvenda um pouco da história da Sé de Braga - templo de culto desde há mil anos. Neste programa, desvenda-se também a história do cálice de São Geraldo (padroeiro da cidade de Braga) com mil anos e que se encontra no Museu do Tesouro da Sé. A mais antiga peça de ouro destinada ao culto fabricada em Portugal.
Neste episódio percebemos um pouco do enquadramento Histórico da região que mais tarde se chamaria Portugal - tudo à volta da história do cálice.

A Sé de Braga tem uma série de correntes artísticas, que representa uma retrospectiva da arte ao longo da História, devido às inúmeras intervenções que foram sendo realizadas ao longo dos tempos.

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O MIMARTE ESTÁ NA RUA

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.07.15

 

 

 

O Mimarte é o Festival de Teatro de Braga. Começou no dia 2 de Julho e terá duração até ao dia 11 de Julho. Todos os dias à noite há um espetáculo de teatro diferente no Rossio da Sé com entrada gratuita. Só o último, a realizar no Teatro Circo de Braga terá entrada no valor de 5 Euros.

Espetáculos a não perder: "Bonequinhas de Ópera", pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga; "Este(s) Auto(s) que ora vereis...uma viagem com Mestre Gil", pelo CENDREV; "Caídos do Céu", pelo Teatro Montemuro; "Morgado de Fafe Amoroso", pela Nova Comédia Bracarense; "Wangari La niña árbol", pela La nave del duende; "American way", pela Jangada teatro; "Loa, Xácara e bigiganga", pelo Teatro das Beiras e "Agora", pelo PIF'H. Todos no Rossio da Sé, pelas 21h45.

Programa em pormenor: no Site Badio.

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HABEMUS FEIRA DO LIVRO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.07.15

A Feira do Livro está aberta finalmente. Já tive a oportunidade de visitar e saber de algumas novidades literárias que estarei a pensar em comprar.
A feira é pequena, muito pequena comparada com a do Porto ou de Lisboa que parecem ser um mundo, onde é preciso ter muito tempo para descobrir. Porém, já é alguma coisa para os amantes dos livros.

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VIVA A FEIRA DO LIVRO EM BRAGA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.07.15

Pareceu que já está tudo apostos para o arranque da Feira do Livro em Braga, que irá decorrer entre 3 de 19 de Julho, com 50 expositores e 172 editoras. Pelo que sei, será essencialmente na Avenida Central o espaço central da Feira - pelo segundo ano consecutivo. Gosto mais de uma Feira do Livro no centro da cidade, do que no Parque de Exposições. O enquadramento e o sucesso parecem ser diferentes. É mais fácil que as pessoas se desloquem ao centro para passear, visitar e comprar do que ir de propósito para o PEB.
O tema deste ano será voltado para as memórias do "Verão Quente".

 

No primeiro dia da feira será a entrega, à escritora Luísa Costa Gomes, do Grande Prémio de Literatura dst, no valor de 15 mil euros, pela sua obra Cláudio e Constantino. Animação também será uma das atrações com destaque para concertos de Luís Represas, Rita Redshoes e dos "Aqui" - que cantam temas de Abril.

Para mim, será um ótimo programa de férias.

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AMANHECER NO BOM JESUS

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.06.15

 

 

O bom de procurar vencer os desafios de acordar cedo para praticar exercício proporciona a recompensa final - uma imagem magnífica, que nem sempre se consegue deslumbrar todos os dias.
Estes dias levantei ainda o dia estava a acabar de nascer, ainda a cidade estaria acordar para mais um dia, peguei na minha bicla e segui em direção ao Bom Jesus do monte, em Braga. Ainda são uns bons quilómetros para lá chegar e mais que a distância é a subida um pouco difícil para os principiantes - o verdadeiro desafio. Cheguei lá cima para a primeira paragem do itinerário a que me propus. Fantástico. Senti que estava a chegar ao céu ao atravessar uma neblina que cobria a cidade e que envolvia o Bom Jesus. Cenário belo aquele que nem sempre é possível captar com uma lente, mas apenas com a memória.
O esforço compensou. Foi um excelente presente para guardar na memória. A nossa vida é preenchida de memórias e as boas merecem o seu lugar de destaque.
Quem vem a Braga deve visitar o Bom Jesus - é como ir a Roma e ver o Papa. Um conselho para a viagem: subir no elevador movido a água ou subir a escadaria a pé e apreciar a paisagem, a natureza, as capelas com a Via Sacra, descansar numa esplanada, visitar a Igreja (agora Basílica), descontrair e lanchar no parque.
No meu caso, foi descer a alta velocidade para a cidade. Havia um dia de trabalho pela frente.

 

 

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EM CIMA DA BICLA: ATÉ AO BOM JESUS.

por Manuel Joaquim Sousa, em 15.06.15

Depois de algum tempo parado na atividade física decidi retomar os meus circuitos de bicicleta pela cidade. Que bem que sabe no final do desafio. Custa, por vezes, levantar cedo, mas vale a pena o sacrifício de levantar. Quando volto a casa estou pronto para começar mais um dia de trabalho. A energia é outra, acho que não me apanham na pedalada ao longo do dia. Seria normal ir cansado para o trabalho depois do esforço físico; na realidade vou com mais energia e disposição. O bem do exercício matinal é a capacidade de ajudar a dissipar a má disposição ou o temperamento difícil que, por vezes, estupidamente se tem ao acordar. Não sou o único nesta prática diária porque afinal vão chegando atletas a conta-gotas. Aqueles que conseguem fazer o seu treino pela manhã ao longo da semana e tão cedo são verdadeiros corajosos. Bem, agora sentado no Bom Jesus, de Braga, com a cidade ainda a acordar envolta no nevoeiro e já há uma brigada de homens a trabalhar no restauro. Acaba de chegar um grupo de alemães, de certa idade, maravilhados com o cenário e eu aqui no meio deles. Estou a tentar passar despercebido.

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MAIS VELHO QUE A SÉ DE BRAGA

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.04.15

"Mais velho qe a Sé de Braga". Nem sei porque me lembro agora desta expressão. Talvez sejam os sinos da Sé que estão neste momento o tocar e que inspirem que certas ideias nos venham ao consciente. Tantas vezes que, em Braga, se utiliza esta expressão quando se quer dizer que algo já muito antigo - "hui, isso é mais velho que a Sé de Braga". Porquê esta comparação? Simples: a Sé de Braga é a mais antiga do país, ainda do berço da nacionalidade. Desde sempre a mais religiosa do país - a Roma Portuguesa.

 

Digna de admiração e de visita obrigatória a quem vem a Braga. Para além de um local religioso recehado de história, é uma atração turistica e local de lazer. Por aqui se caminha pelas ruelas estreitas do centro histórico ao som das melodias dos Sinos. Por aqui se pode optar por sentar numa esplanada, ao sol, com vista priveligiada para a fachada central da Sé, num dos vários bares que existem na rua. O Rossio da Sé é merecedor de uma paragem para descansar, conversar, ler, escrever ao som de um jazz ambiente muito agradável, que é abafado pelo som dos sinos às horas e meias hoas e me fazem lembrar do sitío onde me encontro. O salmão em contraste com o azul tornam este espaço muito acolhedor.

Também se diz por aqui: "Vais ouvir os sinos da Sé" - quando fazemos uma asneira e alguém nos vai ralhar.

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BRAGA BENFICA: QUESTÕES QUE O FUTEBOL LEVANTA

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.03.15

Por vezes duvido que algumas pessoas saibam viver num país democrático. Talvez não saibam o que é liberdade de expressão. Talvez a idade que têm pouco lhes deve ter ensinado na vida. Esta tarde, num café, onde estava descontraidamente a gozar da minha pausa reparei que à minha frente estava um grande número de pessoas com os olhos postos na televisão: era o jogo do Braga e do Benfica. Situação que ocorreu na cidade de Braga. Ao que consegui perceber, o Braga estava em desvantagem por um golo. Alguém mais atrás da plateia deixa sair um ai ou uma tentativa de manifesto de quase golo por parte do Benfica - normal num apreciador da bola. Eis que a situação incendiou: um senhor de meia idade, sentado à frente, num tom irado e de gestos nervosos contestou a manifestação. Não aceitava que alguém se manifestasse contra o Braga, a favor de outro clube; que alguém de outro clube estivesse no mesmo espaço que ele; mostrou-se mais cliente e mais digno que os demais. Felizmente que muita gente se manifestou contra, a favor do direito à livre manifestação independentemente do clube. Valeu a pronta intervenção da funcionária para acalmar os ânimos. O homem de tão irado queria acertar contas com várias pessoas que o contestaram, como se a sua opinião fosse a verdade absoluta. Em que mundo vive este senhor? Será que sabe o que é viver em sociedade aberta com respeito pelos outros, da mesma forma que ninguém lhe faltou ao respeito? No meio desta confusão ridícula provocada por um irado, perderam a continuação do jogo, que deveria ser mais importante. Será que este senhor tem uma ira tão forte em relação às injustiças que se vivem por esse mundo fora? Certamente que valia mais a pena o gasto da sua energia coisas úteis.

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A NOITE DE BRAGA PODE SEMPRE SER UMA SURPRESA

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.02.15

Quando penso que a noite da cidade de Braga não surpreende engano-me redondamente - há sempre qualquer coisa que não estava à espera. Divertir um bocado, beber um copo e até ouvir uma música agradável era algo que três pessoas estavam a pensar numa noite que se tornou morrinhenta por causa da chuva. Depois de um café no Estúdio 22, fomos experimentar o Soho Club. O bar é engraçado, decoração simples, com mesas altas - como gosto - e em formato de bidões pintados de preto e bancos confortáveis. Nas paredes referências a Londres, a Nova Iorque e uma original entrada para a casa de banho - a porta tem estampada uma daquelas cabines de telefone vermelhas, bem à moda antiga. A casa de banho não experimentei, mas uma das minhas amigas foi e gostou do creme para lavar as mãos por ser macio e cheiroso. O atendimento é simpático. Eu pedi um Porto e as minhas amigas um Gin Bulldog (se não estou em erro), que provei e tinha um travo muito agradável a maçã com canela - para quem não aprecia muito Gin até gostei. Pedi um Porto tinto, que preferia que viesse um copo mais adequado à bebida e numa quantidade um pouco mais generosa - um pouco mais apenas. O ambiente estava calmo e agradável, mas após a meia-noite a música sobe de tom, o que torna a conversa mais difícil. Muita luz de várias cores. Nota-se muito mais gente com um ar muito produzido e formal - sobretudo o lado feminino -; elas olham para elas e comparam-se muito na forma como vestem. Creio que um excesso de produção para o tipo de local, ainda que seja um ponto de passagem para outras paragens da noite. A certa altura da noite nota-se que as pessoas pouco se divertem, quem está de pé não vive a música, praticamente que não dança e torna-se num espaço em que uns estão a olhar para os outros, pois não há diálogo possível. A música deixa muito a desejar - brasileirada sem jeito ou espanholadas que não têm qualquer qualidade - exemplo de letra: é jajão, pior que bola de canhão (ou algo parecido) -, são definitivamente para rir. Não esperava ouvir música como esta num bar que tem a sua graça e com pessoas simpáticas no atendimento. A música foi o que mais ficou desta noite, que deu para rir um bocado. Por isso digo, que a noite em Braga pode sempre surpreender.

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