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OS BENFIQUISTAS SURPREENDEM!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.01.17

Caros adeptos benfiquistas,

Fiquei admirado com o que aconteceu a noite passada - era desnecessário. A receção dos jogadores, em Lisboa, depois da derrota do jogo com o V. de Setúbal - derrota por um golo - pareceu mais um ataque a uma equipa adversária do que à equipa que defendem. Petardos? Violência? Porquê esta fúria? Como desejam que a vossa equipa mude de atitude com este confronto? Como querem que uma equipa tenha resultados positivos se não lhe passam qualquer otimismo e confiança? Qual a razão para uma revolta, quando ainda estão a dominar o campeonato, quando sofreram duas derrotas?
Custa-me a perceber a vossa violência e a perda desnecessária de energias para estas atitudes. Perdoem-me a ignorância na estratégia futebolística, mas a violência é algo que se pode evitar para o bem de todos e não faz mudar resultados e atitudes futuras.

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JESUS QUE TANTO DÁ QUE FALAR.

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.06.15

Pelos vistos o futebol vai continuar a dominar as notícias do dia a dia. Depois da grande polémica em torno dos festejos do Benfica, da carga policial envolvida e das cenas de pancadaria, eis que a ida de Jorge Jesus para o Sporting foi o toque final para o Benfica continuar a ser falado. Em relação a esta mudança nem me preocupei em ler muitas notícias, nem tão pouco seguir as redes sociais porque já sabemos que haverá muito ódio destilado por aí. Quer se goste ou não cada um é livre de seguir o seu caminho e fazer as escolhas profissionais que mais lhe interessa. Isso não tira o mérito ao treinador. O que muito me admira é a importância e o tempo de antena que este assunto tem merecido em todo o lado. As prioridades nas notícias por vezes fazem-me confusão, talvez por não ligar muito ao fenómeno futebolístico.

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BRAGA BENFICA: QUESTÕES QUE O FUTEBOL LEVANTA

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.03.15

Por vezes duvido que algumas pessoas saibam viver num país democrático. Talvez não saibam o que é liberdade de expressão. Talvez a idade que têm pouco lhes deve ter ensinado na vida. Esta tarde, num café, onde estava descontraidamente a gozar da minha pausa reparei que à minha frente estava um grande número de pessoas com os olhos postos na televisão: era o jogo do Braga e do Benfica. Situação que ocorreu na cidade de Braga. Ao que consegui perceber, o Braga estava em desvantagem por um golo. Alguém mais atrás da plateia deixa sair um ai ou uma tentativa de manifesto de quase golo por parte do Benfica - normal num apreciador da bola. Eis que a situação incendiou: um senhor de meia idade, sentado à frente, num tom irado e de gestos nervosos contestou a manifestação. Não aceitava que alguém se manifestasse contra o Braga, a favor de outro clube; que alguém de outro clube estivesse no mesmo espaço que ele; mostrou-se mais cliente e mais digno que os demais. Felizmente que muita gente se manifestou contra, a favor do direito à livre manifestação independentemente do clube. Valeu a pronta intervenção da funcionária para acalmar os ânimos. O homem de tão irado queria acertar contas com várias pessoas que o contestaram, como se a sua opinião fosse a verdade absoluta. Em que mundo vive este senhor? Será que sabe o que é viver em sociedade aberta com respeito pelos outros, da mesma forma que ninguém lhe faltou ao respeito? No meio desta confusão ridícula provocada por um irado, perderam a continuação do jogo, que deveria ser mais importante. Será que este senhor tem uma ira tão forte em relação às injustiças que se vivem por esse mundo fora? Certamente que valia mais a pena o gasto da sua energia coisas úteis.

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FUTEBOLCLORE I: O ARRANQUE DA 1ª LIGA

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.12

Neste fim-de-semana arranca a nova época do campeonato de futebol. Começa também a ocupação de muitos portugueses interessados pelo que se passa na 1ª Liga, dentro e fora de campo.
Bem, fora de campo é o que mais polémica traz e o que mais impacto tem nos media que cobrem o futebol - o jogo que se passa dentro das quatro linhas fica, na realidade, para segundo plano.

 

O Sr. Gordo e o Sr. Magro há muito que estão a tomar a sua cerveja ao balcão do café em silêncio, por falta de assunto futebolístico, já que pouco conversam quanto ao resto.

- Este período é difícil, diz o Sr.. Gordo.

- Então porquê? responde Sr. Magro.

- Porque estou ansioso que comece o campeonato, para ver se temos algum assunto de jeito para conversar. Este intervalo entre o fim e o início de uma época, são um bocado dolorosos, são frios.
- Este fim-de-semana já vamos ter assuntos para discutir toda a semana. Os jornais já vão criar histórias, para que haja tema de conversa. Mas olha que nos últimos dias já temos tema para falar.
- Qual tema qual quê? Ainda não começaram os jogos.

- Então não estás a par do caso Luisão? Aquilo deu que falar. O árbitro ficou estatelado no chão com um empurrão.
- Eh pá! Claro que vi. Nem quero falar disso. Foi uma vergonha para o futebol.

- Vergonha porquê? O árbitro era um fraquinho. Onde já se viu cair sem sentidos sem mais nem menos e depois cancelar o jogo.
- E Achas bem o que o jogador fez? Achas bem agredir um árbitro? Aquilo é agressão. Não é coisa pouca.
- Eh! Não exageres. Aquilo não foi nada. O tipo é que era um lingrinhas.
- Lingrinhas pá! Lingrinhas! Um árbitro é preparado para arbitrar um jogo, não para levar com empurrões. Aquilo não é um jogo de lutas.

- Ele foi é defender a equipa. Agiu como um capitão.
- Capitão. Agiu como um brutamontes. Da mesma forma que é capitão deveria respeitar as regras do jogo e o árbitro que é o juiz da prova, que decide como bem entende. Respeito. Sabes o que é? O Benfica parece que não.
- Não venhas com essas tretas pá.
- É verdade! Vê como eles se riram da situação lá no campo. Como se tivessem feito uma grande coisa. Esperemos que seja castigado.

- Pudera até teve a sua graça. Até me admira a tua moralidade e não toleres o que aconteceu.

- Não é moralidade, é veres e saberes que aquilo foi vergonhoso, ainda para mais fora de Portugal.

 

Assim continuaram. Sr. Gordo e o Sr. Magro a discutir os episódios de folclore. Se repararam não discutiram o que aconteceu durante o jogo, a prestação de cada equipa, apenas o insólito empurrão do Luisão que fez o árbitro cair redondo no chão. Tudo o que aconteceu antes foi esquecido. É assim que se vive o futebol nacional. Chegou o tempo das acusações mutuas entre os dirigentes. 

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