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ERA UMA COMISSÃO DE INQUÉRITO SE FAZ FAVOR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.11.14

Pelos lados de S. Bento o que mais se pede para qualquer situação é uma comissão de inquérito - dizem que os deputados o fazem como se fosse pedir um café lá pela cafetaria. E como em qualquer das comissões é necessário ouvir os intervenientes do caso, há sempre muita gente notificada para ir responder.

Na minha vida de político, num pequeno município, também desejei criar uma comissão para apuramento de umas dívidas prescritas - coisa pouca comparada com os milhões que envolvem as comissões de inquérito na Assembleia da Republica -; mas o sucesso não foi o mesmo porque as ditas oposições não sentem a mesma necessidade de esclarecer os acontecimentos.

Voltando às questões nacionais: Segunda inicia-se  mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito, desta vez para apurar o que aconteceu no BES - a descoberta de um monstro bem maior do que os BPNs e BPPs. Ainda vai começar, mas diria que morreu antes do parto. Pelos vistos o verniz estalou entre os membros dos diversos partidos que farão parte da dita comissão - não se entendem em relação à ordem de audições da enorme lista de pessoas que vão ser ouvidas. Vão começar pelo Sr. Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e restantes reguladores, enquanto que Ricardo Salgado - o criador do monstro - ficará para o final. Neste ponto, admito que o PCP tem a sua razão em contestar esta ordem. Mais importante seria: primeiro ouvir o criador do monstro e depois os reguladores - até porque existe um relatório que nem está pronto e que será necessário estudar antes de se inquirir o regulador.

Enorme lista de nomes. Sim. Enorme. São 121 pessoas. Durante quanto tempo - meses - esta comissão se vai manter? Este governo vai acabar a legislatura, outro irá governar o país e muitos acontecimentos irão suceder. Quero com isto dizer que: facilmente esta comissão terá uma morte anunciada, para felicidade de algumas personalidades a ser inquiridas.

A Comissão Parlamentar de Inquérito do BPN teve metade das pessoas e demorou o tempo que todos sabemos e teve um resultado que todos também conhecemos; nesta, os reguladores ficaram para o final das audições. O que se aprendeu na prática? Nada. Esta comissão foi criada para morrer sem começar o seu trabalho. 

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O INCONSEGUIMENTO DE ASSUNÇÃO ESTEVES

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.02.14

 

 

“O meu medo é o inconseguimento de estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder um nível social de frustração derivado da crise”. O quê?
Por muito que tente ouvir para transcrever o diálogo, tona-se muito difícil; só por esta frase devem saber ao que me refiro…. uma entrevista que a Presidente da Assembleia da Republica, Assunção Esteves,  terá dado à Rádio Renascença.

Já a tinha visto este vídeo no programa “5 Para a Meia Noite”, da RTP, e decidi ver novamente. Porquê? Para tentar perceber alguma coisa do que a senhora diz. Mas, acho que ninguém consegue perceber nada de nada, nem o mais filosófico dos filósofos – acredito que pouca gente e mesmo muito pouca gente mostre algum interesse em tentar perceber.

Um inconseguimento ainda mais perverso, o da Europa se sentir pouco conseguida” – que dirá Durão Barroso disto ou o Presidente do BCE? São eles os responsáveis do inconseguimento? E  Senhora Merkel será inconseguida também? E a Grécia? A sempre inconseguida por causa do inconseguimento da Troika.

 

E de ela (a Europa) não conseguir projetar para o mundo o soft power sagrado” – isto é brutal, BRUTAL!!!!, mas não sei o que é isto de soft power; será a sua religião de dignidade humana? Mas a dignidade humana é religião?

Egoísmo que nos deixa castrados em termos pessoais e que nos deixa castrados em termos coletivos” – não percebi, mas parece-me humanamente profundo.

Ainda procurei no meu dicionário eletrónico se a palavra inconseguimento existe, mesmo que o word a sublinhe como incorreta, mas o dicionário pergunta se na realidade eu queria escrever conseguimento – o meu dicionário é um inconseguido.

Esta entrevista foi divinal pela parte do absurdo e da filosofia que nada diz a quem ouve e procura daqui retirar uma mensagem – eu sei que, vindo de quem vem, as mensagens são sempre muito criticáveis e na maior parte dos casos desnecessárias, mas esta do inconseguimento deixou-me de boca aberta.

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O CINEMA NECESSITA DE APOIOS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.06.12

Chegam notícias que a crise está a afectar a produção cinematografica portuguesa, com os sucessivos cortes de apoios por parte do Estado português.

 

O cinema necessita de apoios do Estado?

 

Eu não creio nessa necessidade. Temos uma grande classe política muito rica e com grandes capacidades teatrais. Os políticos são os maiores criadores de novelas e filmes - uma fonte inesgotável de criação.

 

Quanto à qualidade prefiro evitar de falar - é relativa.

 

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