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AOS QUE ESTÃO COMIGO

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.03.16

Estar só é uma condição que o ser humano pode decidir para sua vida – é uma opção. Ao escolher, tanto pode ser feliz como infeliz – tudo depende do rumo que lhe quer dar. Eu prefiro estar acompanhado – é a minha condição para estar bem comigo e com o mundo. Estar acompanhado daqueles de quem gosto porque gostam de mim e se preocupam com o meu bem-estar. Felizmente, ao longo da vida, fui arrecadando uma série de pessoas especiais na vida, pelas mais diversas razões e nas mais diversas circunstâncias. Essas pessoas pretendo manter sempre presentes porque, para além de contribuírem para o equilíbrio pessoal, merecem que tenha a maior estima e consideração; merecem que partilhe o melhor de mim. Mas o que é esse melhor de mim? É difícil explicar. É simplesmente partilhar a pessoa que sou, ter a mesma abertura em acolher, saber ouvir e dar a força necessária. Mais importante: ser verdadeiro. Todos precisamos de pessoas verdadeiras para estarem connosco. Procuro sê-lo. Por vezes, sinto receio de vir a não ser - mas quero sempre ser. Espero corresponder e dar de volta todas as maravilhas que os meus amigos me proporcionam. Uma simples conversa, um simples abraço de coragem, um sorriso, são uma fortuna que não tem preço e cada vez mais valiosa nos tempos que correm. Obrigado a todos eles.

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O FACEBOOK TRANSFORMOU AS AMIZADES

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.02.14

O artigo publicado no Público, com o título:  O antes e o depois do Facebook, da autoria de Vítor Belanciano, faz uma ponte sobre o que eram os nossos hábitos antes e depois desta rede social - realmente muita coisa mudou, a perspectiva do mundo passou a ser mais global. Leiam este artigo que vale bem o tempo que lhe dedicam. 

A par deste artigo lembro-me de ter lido, também no Facebook, há muito tempo, uma banda desenhada de um velório onde apenas estavam duas pessoas amigas do morto. O curto diálogo: 
- Só estamos cá nós. 
- Mas tinha muitos amigos no Facebook. 
 
O conceito de amizade foi mudando com as redes sociais, se antes tínhamos um grupo restrito de amigos com quem trocávamos as nossas confidências e as peripécias do nosso dia-a-dia, hoje temos uma quantidade de amigos, quase sem conta a quem lhes contamos as mesmas coisas - a diferença está no conceito de restrito, que passou a ser de uma meia dúzia para algumas dezenas, centenas e em alguns casos milhares. A amizade parece ter-se tornado em algo global e genérico acessível a qualquer pessoa que nem sequer conhecemos muito bem, mas é conhecido do amigo do amigo do nosso amigo. A amizade tornou-se numa partilha global e acabamos por sermos todos amigos uns dos outros com conversas e diálogos tendencialmente públicos. Começo a achar que o público e o privado, o global e o restrito é algo tão subjetivo, que nem eu sei definir e enquadrar numa lógica. 
É certo que a privacidade pode ser sempre mantida, para nosso bem, mas até o conceito de privacidade mudou completamente. 
Antigamente dizia-se que se tinha poucos amigos, mas bons, agora quantos mais no Facebook mais conhecimentos e contatos temos, a ponto de conseguirmos quase chegar ou mesmo chegar aos que consideramos como nossos ídolos - os ídolos passaram a ser aquele amigo do Facebook que tem cada vez mais fãs. 

Além disso, temos os nossos pais a criar os seus perfis no Facebook e a fazerem-se nossos amigos para saberem com quem andamos nós - hoje os amigos secretos deixaram de existir... 
 
Se em relação à amizade muita coisa mudou, em relação à inimizade e às guerrinhas também se existiram mudanças; longe vão os tempos em que os acertos de contas se marcavam para o fim das aulas, no recreio ou no portão e que a mensagem passava de boca em boca, para toda a miudagem correr à hora marcada para o sítio combinado - aí uns bons socos serviam para resolver tudo e se tinha assunto para os dias seguintes. Hoje com o Facebook as guerras são em palavras,likes, em comentários sobre comentários numa linguagem quase em código, mas que se tem tornado universal e de pouca dignidade - onde antes uns eram espetadores, hoje todos querem meter colherada, o que era de uma escola e de um grupo, passou a ser a discussão global. 
 
Muita coisa mudou nas amizades e inimizades - nisso o Facebook foi revolucionário.

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PRATOS QUE NOS FAZEM RECORDAR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.12.12



Cozinhar não é das minhas artes preferidas – cozinho por desenrasque e porque tenho de me alimentar – embora as pessoas até digam que cozinho bem. Por essa razão, não sou daquelas pessoas que encontra inspiração para a cozinha ou a usa como descompressão do stress ou uma terapia.
Por vezes, até me sinto na disposição de meter mãos-à-obra, para fazer alguma coisa com mais cuidado, com um certo carinho e o resultado é satisfatório – pelo menos para mim.
Hoje, decidi preparar para o jantar um prato que não como há uns cinco anos: Farinha de Pau – uma mistura de vários tipos de carne com mandioca. A última vez que comi esta preciosidade foi há uns cinco anos e feito também por mim; é algo que não se encontra com frequência nos restaurantes, nem sei se há.
Fazer farinha de pau ou comer este prato faz-me lembrar uma pessoa muito amiga, que morreu há 12 anos, uma excelente cozinheira e que fazia uma farinha de pau que era uma delícia. Os clientes da sua casa, para quem cozinhava, adoravam comiam até não poder mais. Lembro-me que, quando o prato era servido na sua pensão havia sempre uma caixinha para mim. Eu regalava-me com a farinha de pau, com aquele sabor. Comia até não poder mais.

A cozinha tem este fascínio, faz-me recuar ao passado, aos tempos de menino, em que lembro cada prato delicioso, confecionado por aquela pessoa. É o sabor único. Por mais que se tente acertar na receita, trocar nos ingredientes, nunca é a mesma coisa porque o sabor confecionado por essa pessoa fica na nossa memória para sempre – uma recordação.

Essa minha amiga, quando ficou doente, um dia disse-me que quando ficasse melhor me faria uma feijoada à transmontana (que eu adoro). Mas, a vida deu voltas e ficou a lembrança do sabor dessa feijoada e, por muitas que se comam aqui e acolá, o sabor nunca será o mesmo.

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