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RECEIO DE TRUMP

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.01.17

O Donald Trump está aí a fazer das suas - provocar o medo.

Uma das conquistas de Obama está em causa - o ObamaCare. Milhões de cidadãos americanos vão deixar de ter acesso às políticas de saúde pública e vão ter de voltar a utilizar os sistemas privados e seguros de saúde. Nem todos os cidadãos terão acesso aos sistemas privados, por essa razão Obama criou um programa que agora está em risco. Em nome de quê? Em nome do benefício das empresas privadas que tinham os seus negócios penalizados, mas com a máscara de querer poupar a despesa do Estado. Onde vai usar o dinheiro destinado ao serviço nacional de saúde? No orçamento para a defesa?

A criação de um novo sistema antimíssil e o reforço das forças armadas são realmente as suas estratégias - medidas que o mesmo já assinou no seu primeiro dia de mandato. A segurança mundial está em perigo, pois não sabemos o que este tem em mente para o futuro da ordem mundial e quais as alianças que pretende fazer com os outros países.

Estamos perante um louco que está a colocar em causa a sustentabilidade do planeta ao ignorar os tratados do clima, permitindo que um dos países mais poluidores possa ser ainda mais em nome do crescimento desmedido dos impérios económicos que ele representa e beneficia. Argumenta com a criação de emprego - a custo de que salários e com que mão de obra se pretende expulsar emigrantes?

Não percebo como pretende devolver o poder ao povo, quando está a retirar condições para a melhoria da qualidade de vida dos Americanos e quando será responsável pela crescente divisão da população. Os EUA deixa de ser um país livre com união de raças e cores, pois Trump será o construtor de muros em todos os sentidos - está em marcha a construção do muro com o México, país a quem vai imputar os custos do mesmo.

Tenho medo dos tempos que se seguem com este homem a gerir os destinos de uma potência que se quer impor ao mundo, sem qualquer respeito pelos princípios e valores da própria constituição que deve cumprir.

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VIR AO CIMO DA SERRA

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.07.15

Imagem de Manuel Joaquim Sousa

Vir aqui ao cimo da serra

permite estar mais perto do céu.

Quanto mais subo

mais lhe posso tocar.

Mas, a meio do caminho

paro,

olho,

que bela paisagem daqui vejo.

Não quero mais subir,

Apenas quero aqui ficar.

Olhar o horizonte e sorrir

Porque me consegui encontrar.

Manuel Joaquim Sousa inspirado pela beleza do Gerês

 

- Se queres que te ponha de pé, bem que te fod... - Fala de uma mãe para o seu recém-nascido, quando este se tenta pôr em pé, enquanto a mãe está alapada numa pedra de uma lagoa na serra. Não foram as únicas expressões delicadas utilizadas para comunicar quer com o bebé, quer com os presentes - depois admiram-se que as crianças não têm modos de falar.
Pessoa que vai para a serra tem de caminhar e caminhar por meio de pedras, pois não é suposto que haja caminhos, quando falamos de zonas de proteção. Por não ser suposto, não percebo que pessoa sem qualquer noção do que é andar na serra diga coisas como: para quê andar tanto tempo para estar aqui? Ainda por cima deve estar cheio de bichos. Ou: "Ai que filhos da put..." porque os companheiros decidiram andar à descoberta das lagoas.

Assim continua em alto e bom som - que é impossível ignorar - a criticar e dizer mal de sua vida por ali estar. Além disso, o medo de estragar um telemóvel de 700 euros que ainda está a pagar às prestações é mais importante que desfrutar da natureza, da água, do ar puro, da beleza sublime que não temos quando queremos. São prioridades na vida, opções e valores que distinguem aqueles que procuram a natureza para relaxar ou os que lá andam por engano - só pode.

Há medo de cobras e bichos que andam livremente no seu espaço. Desejei tanto que aparecesse uma cobra pequenina ali em cima da pedra onde estavam estendidas ou então um inofensivo inseto para as assustar e, quem sabe, correr com elas dali.

Estava tão bem sozinho na minha toalha, no silêncio, a ler um livro até aparecer estas pessoas que não param de se queixar. Ainda aguentei uns minutos a escrever este desabafo que vos transmito; mas vesti-me, peguei na mochila e serra acima.

Enfim...

 

 

 

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POR FALAR EM PRIMAVERA: E OS INCÊNDIOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.03.14

Receber a primavera com tempo de outono - que bom. Isto do tempo já não é o que era, ao que vejo anda tudo um bocado trocado. Os invernos estão cada vez mais rigorosos ou pelo menos chuvosos e os verões cada vez mais quentes. Deixamos de ter quatro estações para ter duas ou três estações. É com este tempo que temos que viver, são as mudanças ambientais a que estamos sujeitos - talvez fruto das nossas ações diárias pouco amigas do ambiente. 
 
Estes dias esteve um pouco de sol e até com um ar convidativo para uma ida à beira-mar e nas notícias já havia relatos de fogos florestais em algumas zonas do país. Ao que parece, os incendiários estão atentos às mudanças do clima e este verão poderão não dar descanso aos nossos bombeiros.  
 

Por falar em incêndios, desde o verão passado, terrível quanto a fogos florestais, que não se ouviu mais nada sobre a preparação para mais uma época - preparação de meios para os bombeiros, limpezas de matas e cuidados para evitar os sucessivos cenários de horror na floresta portuguesa. Temo que o assunto apenas tenha interesse de saber debatido e trabalhado quando o fogo estiver às portas de mais umas casas - desgraçados aqueles que ficam com os seus bens em risco.

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JÁ CHEGAVA DE CHUVA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.02.14
Este tempo chuvoso está a ser cansativo e muito maçador, já não há paciência para mais chuva. De manhã ainda parece existir um raio de sol, mas rapidamente é escondido por entre nuvens carregadas que nos sobrevoam deixando chuvadas fortes e prolongadas. As tempestades passaram a entrar na rotina dos nosso tempo.

Já chegava de chuva. O clima está a mudar e com ele chegam invernos rigorosos e verões excessivamente quentes - o clima vive de extremos - e as tempestades da América são cada vez mais propicias do lado de cá do Atlântico.

Temos de conviver cada vez mais com isso, assim como, existem hábitos a mudar porque estas variações do clima são muito provocadas pela ação do Homem sobre o mundo e os seus hábitos deveriam alterar radicalmente - dizem os especialistas.

Enquanto isso, os lamentos em relação à fúria do tempo são constante diária nas conversas - a roupa nunca mais seca, a minha casa está cheia de humidade, enfim, é isto que se ouve com a maior naturalidade.

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ESTÁ MAU TEMPO - CULPA DE QUEM?

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.02.14

Além disso, a costa portuguesa sofre de uma falta de ordenamento e isso torna-se
numa das principais razões para a degradação costeira e o perigo para pessoas e
bens. Em vez de se protegerem dunas e manter as praias de forma intacta,
permitiu-se na construção desenfreada – hoje o mar ameaça bater novamente às
portas.

 

O tempo tem estado tão mau, que mesmo os que gostam de chuva já devem estar cansados destes dias de inverno. Sentimos na pele o quanto o clima está a mudar. Dizem os entendidos que se trata do aquecimento global, sobretudo nos polos e que vem provocando o desgelo e a consequente subida do nível da água do mar. Com este aquecimento dos polos, a atmosfera também está a mudar e tem estado muito violenta, sobretudo para quem vive no hemisfério norte. Ficamos expostos aos extremos – verões muito quentes e invernos tempestuosos.

A costa portuguesa está seriamente ameaçada e somam-se estragos enormes a cada passagem de uma nova tempestade. A força das ondas é tão forte que algumas praias estão a ser engolidas e a desaparecer – desaparecem mais rapidamente as que têm maior intervenção humana. Pelo que tenho visto nas notícias, as zonas onde mais se investiu para proteger as casas da fúria do mar são aquelas onde as tempestades e a força do mar se tem feito sentir com mais força. Quanto mais se luta contra a natureza, mais ela se manifesta contra o Homem – a gestão tem de ser ao contrário, em função da natureza. As grandes obras de betão e cimento – dizem os especialistas – resolvem o problema no imediato, mas não a longo prazo; a utilização de materiais naturais como areias ou madeira são os mais adequados para o controlo das marés e a proteção costeira.

Além disso, a costa portuguesa sofre de uma falta de ordenamento e isso torna-se numa das principais razões para a degradação costeira e o perigo para pessoas e bens. Em vez de se protegerem dunas e manter as praias de forma intacta, permitiu-se na construção desenfreada – hoje o mar ameaça bater novamente às portas.

Por muito que assunto seja debatido estes dias, em que se avizinha uma nova tempestade, acontece o mesmo que no verão com os incêndios – passada a época dos fogos e deixa-se de falar no assunto.
Este é o mal do nosso país que o faz permanecer imóvel – muito por culpa da classe política que só fervilha em função do tempo e da situação.

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UMA ÁRVORE DE NATAL ALTERNATIVA

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.12.12


 

Um like aqui: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=458325000891421&set=pb.113249122065679.-2207520000.1355867823&type=3&theater

 

É Natal. É tempo de fazer a tradicional árvore para enfeitar as nossas casas, locais de trabalho e locais públicos. Ainda me lembro dos tempos de menino, em que vivia na aldeia e, por esta altura, íamos até à serra procurar o pinheiro mais jeitoso e com o tamanho ideal para cortar e levar para casa – aquele que seria a árvore de Natal.

Era sem dúvida algo saudável, mas uma prática que hoje não faria, tendo em conta a necessidade de protegermos a floresta de invasões. Porém, a árvore de Natal pode continuar a ser feita com a mesma alegria e ansiedade de outros tempos. Sempre se pode comprar uma artificial – com custos já aceitáveis – e guarda-la para o ano seguinte.

Mas, quem quiser optar pela originalidade pode sempre optar por reciclar, aproveitando materiais que deitamos ao lixo e que normalmente não se atribui qualquer valor para aproveitamento. Pois bem, no meu local de trabalho o Natal é azul, com uma iniciativa de grupos de colaboradores fazerem a sua árvore de Natal, feita com aproveitamento de materiais, por forma a fomentar ecologia, imaginação e tradição.

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NO PEDAL PEDALAR, PEDALAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.07.12

Hoje é um daqueles dias em que me sinto satisfeito. Um dia puramente normal como os demais, é certo, mas depois de uma longa viagem de bicicleta - longa de 11 km da totalidade (gente do pedal não se riam) - sinto-me muito bem pelo exercício. Foi um dia em que tive de puxar pelos músculos das pernas, dos braços e todos quantos tivesse para conseguir atingir o objectivo a que me tinha proposto quando saí de casa.

Mas, o que são 11 km, mesmo com algumas subidas? (Estão neste momento a perguntar alguns dos que lêem este artigo). Para mim é algo satisfatório porque aprendi a andar de bicicleta há poucos dias; semanas pronto; nem um mês. Pois, aos 29 anos ultrapassei o grande dilema de não saber andar de bicicleta (que vergonha!).

 

Mas, posso explicar porque não aprendi em pequeno.

 

Eu vivia numa aldeia (agora vila) lá num alto, ou seja, à porta de casa tinha uma grande rampa e a minha mãe tinha o medo de com uma bicicleta me estampar por ali abaixo

                                         (já me estampava a correr, imaginem de bicicleta).

Porém, comecei a magicar a ideia que se calhar até era fixe andar de bicicleta, como motivo de fazer algum desporto ao ar livre, de forma económica e quiçá uma alternativa ao automóvel - para evitar o trânsito nesta cidade (Braga). De um momento para o outro... feito... comprei a dita cuja. E depois? Um dia combinei com a minha cunhada para me ensinar - aí começou o grande trabalho - segurando no slim para eu não cair.
Foram horas de um domingo, final de tarde, vividas com intensidade - umas conquistas, mais umas frustrações pelo meio; avanços e recuos. No final do dia as minhas pernas estavam estouradas e o meu rabo... Pois, o meu rabo estava tudo em cangalhas, mesmo a precisar de um novo.

Continuei. Força de vontade lá em cima. Se os miúdos que passavam por mim nas suas bicicletas com a maior das descontracções eu também iria conseguir. Nos dias seguintes, depois do trabalho, ao cair da noite, sozinho, nas traseiras dos prédio (para não fazer figuras) lá tentava eu, mais uma e depois outra; mais vitórias, mais recuos, mais uma "pisadura", mais uma dor de rabo. Mas consegui. Consegui.

Ultrapassei a fase do medo, da vergonha e ando como um homem grande. Agora, à excepção de ir para o trabalho (porque a gente transpira pelo caminho) vou de bicicleta para os vários pontos da cidade ter com o pessoal para tomar café. Um loquete para prender o veículo a alguma coisa, capacete para proteger a cabeça, farol e reflectores para viagens nocturnas, água, Cambra de ar suplente, bomba d'ar, e lá vou eu ao caminho.

Sinto um gozo muito grande por andar de bicicleta e satisfeito por esta maravilha. Faz bem à saúde porque praticamos exercício, poupamos gasolina e desgaste do carro, chegamos aos mesmos locais, contribuímos para a melhoria do ambiente. Vantagens e mais vantagens.

 

Estou maravilhado! Três a quatro vezes por semana lá vou eu às voltas pela cidade, à procura de uma perspectiva diferente do que vejo, aliviar a cabeça da rotina.

 

Recomendo.

 

Juntem uns trocos e comprem algo simples em pouco tempo compensam com o que se poupa em combustíveis cada vez mais caros.

Uma mudança de atitude para o meu bem e daqueles que me rodeiam.

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TUDO ISTO É FADO

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.12.11

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O furacão Irene está a chegar à costa Norte Americana e está a levantar grandes preocupações nas autoridades, a ponto de estar a decorrer uma das maiores operações de evacuação de milhares de pessoas das zonas mais vulneráveis.
A natureza está sempre a desafiar o Homem ao longo dos séculos, ao longo da sua permanência neste Palmo de Terra. Por vezes, acho que andamos numa luta constante com a Natureza e quanto mais a tentamos dominar, mais esta se manifesta de uma forma agressiva e violenta como se estivesse a tentar colocar o Homem no seu devido lugar, já que são tantos os exageros e os crimes ambientais que cometemos diáriamente e que mesmo assim não parecemos entender e não mudamos os nossos comportamentos de uma forma radical. Consideramo-nos donos de um Palmo de Terra, mas que apenas podemos habitar durante uma fracção de tempo.
Da mesma forma que o nosso organismo reage à invasão de um vírus através do seu sistema imutário, também o planeta reage à nossa acção viral, que é a constante contaminação da Terra. Um amigo meu fez-me pensar nesta teoria, que não é de todo descabida, mas que faz todo o sentido, tendo em conta que é a acção humana que desencadeia toda a série de fenómenos naturais violentos. Cada vez mais lutamos contra vírus e doenças cada vez mais fortes. A nossa luta pela sobrevivência na Terra atinge patamares cada vez maiores e os acordos de paz estão longe de serem alcansados, enquanto a nossa posição de domínio continuar a ser sobreposta a tudo o resto.
Estamos a comprar uma guerra muito cara. Já pensaram nisso?

 

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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