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PASSAR OU REPROVAR?

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.02.15

Qual a razão para a desistência no Ensino Secundário ser superior nos Açores em relação à Região Norte? Qual a realidade do Ensino no Norte para ter menos desistências em relação a qualquer outra região do país? As conclusões do Ministério da Educação são bem visíveis, mas era bom entender o sucesso de umas regiões para se replicar noutras regiões – se é possível que se possa replicar.

As notícias que circulam de que é necessário deixar de chumbar, sem a leitura ao pormenor das intenções do Ministério podem ser polémicas porque cria a ideia do facilitismo só para que as estatísticas sejam boas e, consequentemente, se contribua para a falta de qualificação dos jovens no mercado de trabalho. Sabemos bem que atualmente há défice de qualidade e exigência, a ver pela forma como os profissionais chegam ao mercado de trabalho com grandes lacunas na capacidade de comunicação, expressão oral, escrita e falta de sentido crítico – não posso exagerar ou generalizar porque existe também muita qualidade e excelentes profissionais, pois Portugal é um grande exportador de “cérebros” para o estrangeiro com fortes penalizações para a economia nacional.

Passar os alunos sem qualquer critério, só para que concluam os níveis de ensino, pode suar à lei do menor esforço tão desmotivante e desmoralizante para aqueles que se esforçam em ter boas notas. Porém, tudo em nome do incentivo e motivação dos que ficaram para trás e que não merecem fazer todas as disciplinas só porque chumbaram a duas ou três. Passar o aluno, ainda que necessite de acompanhamento no ano seguinte a essas disciplinas, pode não ser a solução de integração mais adequada porque não sabemos até que ponto as escolas poderão ter professores dedicados aos alunos que necessitam desse apoio – a contar com as regras economicistas que existem na educação e que obrigaria a contratação de mais professores.

A escola não pode desistir dos alunos só porque chumbam, mas isso não pode significar que estes passem com dificuldades – isso cria o aumento de dificuldades e a falta de bases em disciplinas que o aluno reprovou. Além disso, como pode um aluno ser bom numas disciplinas quando demonstra dificuldades? Como pode melhorar no ano seguinte se no ano anterior não existe nota que permita assegurar que as dificuldades sejam ultrapassadas?

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