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QUANDO O SENTIDO ALTRUÍSTA QUE FALHA NAS EMPRESAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.03.13

Algumas empresas necessitam de ensinar os seus funcionários a serem mais altruístas - não quero dizer que o altruísmo anda "pelas ruas da amargura", até porque Portugal é um país de pessoas muito solidárias - ou então sou eu que no meu dia-a-dia de trabalho me debato pela proximidade e ajuda com cada cliente porque antes de vendermos o que quer que seja devemos perceber, compreender, ajudar e aproximarmo-nos do nosso cliente.

Porque razão, todo este palavreado? - perguntarão vossemecês.

Hoje, ao fim da tarde, estava eu no supermercado de uma cadeia de média distribuição nacional a fazer as minhas compras e dirijo-me à caixa para pagar; como estava alguém ainda a colocar as coisas dentro do saco, eu fiquei na divisão ao lado, no meu mundo, a querer meter tudo no saco com maior rapidez e a pegar no cartão cliente, mais o cartão para pagar; a jovem da caixa começa a mandar "bitaites" para o senhor do lado - que olho de imediato e vejo que era um senhor de idade e até com algumas limitações, a tentar arranjar as coisas dentro do saco que não estavam muito bem acondicionadas - "Vai pôr as garrafas deitadas!", "Assim parte!". A senhora da caixa não estava ocupada, estava à espera que eu terminasse o pagamento e que nós lhe libertássemos a caixa, para o próximo cliente. O pobre do homem, lá a arranjar-se com o saco, só disse: "É por isso que eu gosto de ir ao supermercado (xpto) porque lá as meninas ajudam a pôr as coisas nos sacos". A jovem, que por sinal até tem ar de ter muita cantiga, ficou calada, incomodada e sem resposta, mas nem por isso se atreveu a ajudar o homem, enquanto esperava que eu me despachasse e saíssem os talões de pagamento. Ficou um silêncio incómodo naquele momento. O Homem foi saiu primeiro do que eu e nem foi necessário que eu o ajudasse.

Por muito que não seja procedimento ao Operador de Caixa colocar os produtos nos sacos do cliente, há situações que devem quebrar a regra e acima da política comercial deve estar o sentido de humanidade para com as pessoas - afinal não é tão custoso meter meia dúzia de produtos num saco, quando noutras superfícies do género - até maiores e com muitos mais clientes - fazem-no como procedimento.

Amanhã será que aquele senhor vai lá voltar para fazer compras? Por vezes, prefere pagar uns cêntimos a mais e sentir alguma comodidade e sem necessidade de passar por um embaraço. 

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