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2014 FOI UM BALDE DE ÁGUA FRIA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.12.14

Em fim de ano. É tempo de balanço. Foi bom ou mau? Foi assim assim? Sei lá. Foi um ano em que levei um balde de água fria. Porquê? Porque de um ano que poderia ser normal tornou-se num ano cheio de casos mirabolantes que não estaria à espera - queda do Império Espírito Santo, a prisão de Sócrates, a prisão de um diretor de uma Polícia. Para além disso, começo a constatar que cada vez mais a minha alma lusa está entregue a um Estado chinês - falta vender a cultura ou a língua. A saída limpa da Troika, a descida dos juros, dos preços do petróleo, a pequenina recuperação da economia, passou completamente ao lado dos portugueses; não se fez sentir tão pesados que foram os outros acontecimentos, que vieram depois do mês de Agosto. Não posso esquecer de referir o caso Citius e a colocação de professores, que se destacaram pela negativa.

É necessário acreditar que o amanhã ou o próximo ano seja melhor - assim espero. Pesa-me que se esteja a pensar que vivemos uma crise institucional e que isso possa perdurar durante os próximos anos - ainda que não seja defensor dessa teoria.

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Neste primeiro mês do ano é tempo de correr atrás das previsões astrológicas para 2014, para saber como vai correr estes próximos 12 meses - os sonhos, os desejos, aquilo que tanto quero vai-se concretizar? (A acreditar nas inúmeras passas que comi na viragem do ano, todas de uma só vez com os desejos todos inumerados, tudo se vai concretizar.) 
 
Por esta altura do ano são variados os títulos lançados nas livrarias e inúmeras as revistas que lançam as suas edições especiais com as previsões para cada signo. Além disso, os tempos modernos da Rede abrem um leque de opções ilimitadas para estudarem e conhecerem as previsões para o próximo ano. Há previsões para todos os gostos - se não gostarem do astrólogo x sempre podem optar pela vidente y - e temos a possibilidade de escolher aquilo que mais convier. As previsões e os estudos são tantos que podemos perder o ano todo a consultar e rapidamente estamos no final do ano ainda a estudar as previsões. 
 
O Homem é mesmo assim, vive na necessidade de saber o que lhe vai acontecer amanhã e, por vezes, esquece que existe um presente que necessita de ser vivido, necessita de ter atenção. Perder demasiado tempo com as previsões pode condicionar o futuro que está a chegar e que livremente estamos a construir. O pior é que muita gente que diz não ligar às "coisas do signo", mas gosta de folhear a revista e fixar a atenção nas previsões - por mais desastrosas que sejam.  

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O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO – UMA RESOLUÇÃO PARA 2014

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.01.14

A minha resolução para 2014 será colocar em prática o novo Acordo Ortográfico – que será definitivo para Maio de 2015. Eu sei que ainda falta um ano e meio, mas isto vai levar o seu tempo e como tal necessito de tempo.

Este texto está a ser escrito de acordo com as novas regras, por isso, espero não estar a falhar em nenhuma – confiante que o word as conhece a todas e que me alertará com o risco vermelho quando algum erro surgir. Na realidade, há muito que o word me vem assinalando as palavras que escrevo com o antigo acordo e eu lá vou substituir, tal a minha resistência à mudança e fazendo justiça ao que me foi ensinado na escola primária. Porém, a minha birra pouco fará sentido quando todos mudarem e eu terei de mudar, a fim de não ser o “Velho do Restelo” da escrita, que passará a ser antiga.

Admito que poderei passar por um processo de adaptação (adaptação continua com o p) complicado e que alguns erros poderão ser cometidos na escrita dos textos – se por vezes, me autoflagelava quando me identificavam um erro, agora muito mais com alguma confusão que possa fazer com o antigo e novo acordo – pior será quando escrever à mão e não tiver um word para assinalar a vermelho cada erro que eu possa cometer (neste texto, apenas foi assinalado o corretor (antes era corrector?) na palavra inglesa word, que bom começo).

Poderei continuar a escrever da maneira que eu pretender e em espaços pessoais como no facebook e no meu blogue, mas será difícil conciliar dois modelos de escrita entre o pessoal e o profissional.

A língua tem a sua evolução e esta é mais uma. Acredito que todas as evoluções foram sempre muito difíceis de se concretizar e tenham gerado as suas dúvidas e manifestos entre os mais entendidos na língua (coisa que eu não sou); porém, cá estamos todos numa nova fase de mudança da língua. Eu tenho poucos argumentos que possam fundamentar a continuidade do acordo que agora será velho (perdoem-me a ignorância), prefiro deixar essa matéria para quem entende das alterações – admito que de parte a parte existam argumentos válidos, por isso é que existem estas dúvidas. Por vezes, ouço o argumento de que se deve ao Brasil e, por causa deles, estamos a mudar – prefiro esquecer esse argumento para nem pensar que nos estamos a inferiorizar a quem quer que seja.

Meus caros, pior que estas alterações à língua (que entendo como evolução) é a forma como se escreve atualmente (antes actualmente),  sobretudo os mais jovens, em linguagem em SMS, onde o K serve para colocar em todo lado como se fizesse algum sentido – já para não falar noutros erros muito maus. Em bom nome da língua portuguesa é importante que este tipo de linguagem seja eliminado.

Acredito que algumas das alterações não sejam assim tão radicais como se diz e, no fundo, grande parte das palavras se mantenham como sempre, sem grandes alterações.

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