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Se, por vezes, partilhar a privacidade com um médico de família não é confortável, será confortável, para qualquer um, ter a mala de viagem revistada por um segurança do aeroporto? 

 

Até onde pode ir a minha liberdade e a minha privacidade, para, em nome da segurança, partilhar tudo aquilo que faço, com quem faço, de onde venho e para onde vou? Até onde uma autoridade se pode intrometer na minha vida particular, em nome da segurança do outro? Somos todos suspeitos perante o Estado e os demais? Em que circunstâncias e com que fundamento passamos de vítimas de atentados a suspeitos de terrorismo? - passamos a ser vigiados e revistados porque podemos ser mais um. São questões pertinentes que os Europeus têm de debater em nome da segurança de todos. Esta questão coloca-se quando acontece a desgraça, mas é esquecida quando se baixa a guarda dos atentados terroristas. Não pode. A luta contra o terrorismo não pode ser mero impulso das circunstâncias, mas um trabalho contínuo para se pensar em adianto e evitar mais ataques e mais vítimas. Mas, vou permitir estar sujeito às suspeitas que se podem criar porque tenho uma crença religiosa ou uma ideologia porque procuro um destino? Não posso andar livremente na rua sem estar sujeito às câmaras de vigilância que percorrem os meus passos e seguem o trajeto como se fosse um criminoso? Serei suspeito se um dia comprar um livro que fale de extremismo, só porque o tema é esse? Terei liberdade de partilhar a minha vida no facebook sem correr o risco do meu perfil ser revistado e analisado como que à procura de um indício de algo? Não seremos, por circunstâncias da sociedade, suficientemente expostos à mesma sociedade, quando desejo que ser mais resguardado em relação ao que partilho nas redes sociais? Com que objetivo? Os atentados acontecem à mesma. O terrorista está sempre à frente de tudo isto e a nossa segurança está tanto mais em risco quanto mais vigiados estamos. Eu quero estar na rua e em casa seguro, mas quero ser livre nos meus atos e nas minhas escolhas - cumprindo aquilo que as leis e regulamentos determinam. Se, por vezes, partilhar a privacidade com um médico de família não é confortável, será confortável, para qualquer um, ter a mala de viagem revistada por um segurança do aeroporto? Quando não temos nada a esconder não devemos ter constrangimento - uma autêntica falácia. Se fosse assim tão verdade andaríamos a partilhar por aí as nossas roupas íntimas, os nossos momentos reservados ou mesmo toda a nossa casa e todos os cantos onde guardamos algo que nos é pessoal. A sociedade só é livre se deixarmos a ideia do big Brother de lado. Caso contrário o mundo ocidental deixa de ser aquilo que nos distingue dos outros mais extremistas e que repudiamos.

 

 

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