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HÁ SAÚDE NO SNS.

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.05.15

A ideia que existe acerca do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nem sempre é a melhor. Consequência de algumas experiências menos positivas e mesmo das notícias que normalmente só abordam os casos mais graves e com desfechos tristes. Pena a imagem positiva seja tão pouco realçada e nas bocas do mundo existam as más memórias.

 

Há dias, fui contactado pelo Centro de Saúde da minha área de residência para informar que me tinha sido atribuído um médico de família. Pelo que percebi, tinha de ter uma consulta para manter este médico. Marquei a consulta de imediato por telefone - atendimento com qualidade e eficiência.

Ter um médico de família é importante para qualquer cidadão, para se sentir acompanhado pelo mesmo profissional, que já conhece o histórico do seu paciente - assim se evita as mesmas explicações e se tenha de repetir o historial vezes sem conta, cada vez que se senta na cadeira do consultório.

Chegado o dia da consulta fui atendido na secretaria com simpatia e boa disposição logo ao início da manhã. Pelo que reparei na minha curta espera até ser chamado ao consultório, é normal este atendimento com qualquer pessoa. A única diferença entre o Centro de Saúde e uma clínica privada são as rececionistas jovens e bonitas - as do Centro de Saúde não são menos profissionais. Na consulta o atendimento foi excelente. Uma médica ainda jovem, simpática, disponível, preocupada em perceber o historial pessoal e familiar do paciente; fez os exames necessários, sem preocupações em prescrever medicamentos só porque sim, disponível para analisar as situações e para fazer os encaminhamentos necessários para as especialidades.

A imagem que tinha do SNS era positiva, mas desta vez superou ainda mais as expectativas. No SNS sempre fui bem atendido, até bem melhor que no particular a quem já tive de recorrer no passado. Só tenho pena dos tempos de espera nos serviços de urgência dos hospitais, como recente experiência com um familiar que passou uma noite para ser atendido porque, apesar de poucos pacientes, existia apenas um médico de serviço na urgência num hospital central.

 

O que me parece que esteja mal do SNS é o corte de pessoal e outros recursos. Os profissionais, salvo exceções, são de grande competência e merecem ser valorizados por isso mesmo.

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NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO PÁRA/PARA TODOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.05.15

No novo acordo ortográfico "pára" perdeu o acento e passou a ser "para". O "para" serve agora para duas coisas - destino, indicação, fim e parar. Há dias publiquei no meu blogue um artigo em que usei o "para", sem o acento, respeitando as novas regras, alguém não gostou e fez questão de mencionar a falta de acento ou simplesmente achou que foi um erro da minha parte - de facto sabia que estava a escrever de forma correta, embora o corretor do sapo assinalasse o erro. Infelizmente erros, por vezes, dou e quando me apercebo ou alguém corrige eu me penitencio por ter cometido tal gaffe - não desejo ser como o Jorge Jesus ou então bem que me crucifico. Nesta fase de transição do antigo para o novo acordo ortográfico sinto uma certa dificuldade em interiorizar as regras para bem escrever. Sinto a necessidade de recuar umas décadas e voltar a sentar no banco da sala de aula da primária e aprender novamente a escrever - um erro uma reguada ou uma fustigadela com a cana da professora e umas quantas cópias que a minha mãe me obrigava a fazer. Foi assim que aprendi a respeitar a língua portuguesa e a não dar erros - seja a falta de um acento, uma troca de "s" por "c" ou mesmo a falha de uma letra.
Os anos passaram e com outras preocupações e outras disciplinas o cuidado com o português foi descendo na prioridade. A porcaria dos telefones e dos SMS com os caracteres contados ou a rapidez de escrever um chat/mensagem para outra pessoa fez perder o cuidado com os acentos e o cuidado em escrever as palavras todas corretamente e sem abreviaturas malucas e o uso do "X". Agora para piorar as coisas tenho de me adaptar novamente a uma nova forma de escrever. Mudam algumas palavras com este acordo, não tanto quanto se possa pensar, mas muda. Alguns acentos ficam pelo caminho, o hífen perde-se em algumas palavras e as consoantes mudas foram para a reforma. As mudas por mim não me escandalizam assim tanto - "facto" continua a existir, embora não concorde que se escreva das duas maneiras para o mesmo significado. Quando descobri que "pára" era "para" fiquei chocado; por muito que o corretor do meu word me dissesse para corrigir eu ignorei, achei mesmo que aquilo era um bug, pior foi confrontar-me com os factos. O "hei-de" foi outra confusão na minha cabeça; cada vez que lia um texto e este aparecia sem hífen ficara furioso porque ninguém estava a escrever direito; depois, mais uma vez, a verdade foi dolorosa. O que ainda não me habituei foi ao "fim de semana" acho tão pobre se o hífen ou ao "verão" com inicial pequena. Que raio, se num ditado escrevesse a estação do ano em letra pequena era um erro. O que também ainda me faz muita confusão mesmo é "lêem" ser "leem" ou "vêem" ser "veem" - eu leio o acento porque o eliminaram?

 

Até me podem dizer que, se não gosto, posso continuar com o antigo acordo em vez de adotar este de 1990. Porém, a partir deste mês passou a ser obrigatório com a exceção dos escritores - não percebi em que contexto. Por muito que custe: vou ter de me habituar a esta nova forma de escrita. Não costumo ser contra as mudanças. A língua também evolui como aconteceu até aqui. Não sei se noutros tempos também havia tanta aversão à mudança - lembro-me de "pharmácia" ou do frigorifico "philco" lá de casa. Talvez seja mesmo uma questão de adaptação. Enquanto isso vou ouvindo aqui e ali alguns argumentos contra ou a favor desta revisão da nossa língua. Estaremos a ficar cada vez mais próximos do português brasileiro? Esse, mesmo com acordo parece-me muito diferente. Não temos que ter uma escrita igual ao português do Brasil, nem estes têm que se assemelhar a nós. Concordo com a diversidade da língua em cada país, independentemente dos objetivos económicos que estejam por detrás do acordo como dizem existir. Não será por utilizarmos um português mais brasileiro que os nossos autores serão lidos no lado de lá - o interesse em ler o autor português é o primeiro desafio para que seja lido por quem quer que seja, para isso existem tradutores.

"Oxigênio" e "oxigénio" estão ambas corretas, mas "oxigênio" faz-me muita confusão.

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O SMS AINDA DÁ QUE FALAR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.05.15

Com a constante evolução das tecnologias e a tendência consumista da população por telemóveis, smartphones e acesso à internet, pensei eu que o SMS estaria com os dias contados - afinal o facebook messenger, watsapp, viber, entre outras estão em grande expansão. Engano meu. O SMS ainda dá que falar e chegou à atualidade política - ora a demissão via SMS de Paulinho, ora a ameaça do Costinha ao diretor- adjunto do Expresso.

Do Paulinho já sabemos bem que irrevogável é palavra com um significado diferente daquele que vem nos dicionários - comprem a edição dicionário de português de Paulo, o Portas.

Do Costinha, desconhecia-se o seu mau-feitio. Pelos vistos não é novo. Tem o seu ar de durão - mas não à Durão Barroso. Se José Sócrates teve a fama de estar sempre a pressionar jornalistas e diretores de jornais e de ter uma bem conhecida aversão às gentes destas profissões, António Costa parece querer seguir o mesmo caminho, mesmo que o artigo seja de opinião e mesmo que não tenha qualquer tipo de ataque pessoal - para Costinha era um ataque pessoal.

Será Costa um animal feroz? Como terá capacidade de manter a calma durante a campanha que se avizinha? Quantos SMS terá de escrever aos jornalistas que o tentarem prejudicar nas sondagens - não que queiram prejudicar, mas porque se põe a jeito para que o façam.

Ouvi dizer que o assunto do SMS de Costinha foi tratado com excessivo zelo e empolado sem necessidade. Cada um entende como quiser, mas ao menos sabemos concretamente o que aconteceu. Quando se fala em pressão, ameaça de políticos sobre a comunicação social não sabemos casos em concreto, nem que palavras foram utilizadas - é tudo muito vago -; ao contrário deste caso em que claramente conhecemos os termos e os modos em que foi feita essa pressão.

Sr. António Costa, lembre-se que um SMS tem 160 caracteres e se utilizar pontuação consome muitos caracteres da mensagem. Tenha cuidado, não vá depois ligar para o seu Operador, com mau-feitio, a queixar que gastou três SMS, quando apenas enviou uma mensagem.

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O MILAGRE DE FRANCISCO

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.05.15

O Papa Francisco ainda continua a ser a “lufada de ar fresco” que a Igreja tanto precisa nestes tempos. Fala para os pequenos e de forma simples. Condena abertamente o Capitalismo e a vida dos Príncipes da Igreja. Um homem para os homens – a vida da terra e não apenas o paraíso que sonhamos.

Hoje, Domingo, Raul Castro terá estado na Cidade do Vaticano, para uma audiência privada com o Papa Francisco, que durou 55 minutos. Terá certamente agradecido o trabalho silencioso da Igreja nas relações entre EUA e Cuba, que acharíamos ser impossível no atual sistema político cubano. Mas, o surpreendente foi que Raul Castro se descaiu e disse que: as atitudes de Francisco podem fazê-lo voltar a rezar. Não fosse dito pelo próprio Castro e acharíamos que se tratava de uma piada – é verdade.

É claramente evidente que a mudança de atitude pode fazer a diferença no mundo com pequenas conquistas que fazem acreditar num amanhã melhor. Francisco parece ser um elemento catalisador de um futuro diferente.

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QUEM PARA A UBER? NINGUÉM

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.05.15

Talvez a Uber tenha encontrado a melhor forma de publicidade. A polémica da sua legalidade e da providencia cautelar interposta pela ANTRAL (Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros) está a provocar a curiosidade em muita gente que deseja conhecer melhor esta empresa e todas as suas funcionalidades. Trata-se de uma empresa com sede em S. Francisco, na Califórnia, que através de uma aplicação para smartphone permite o aluguer de veículos com motorista – podendo escolher a gama da viatura, saber quem é o motorista que vai fazer o serviço, conhecer quais os comentários dos vários utilizadores, escolher o tipo de música que ouve durante a viagem, saber a localização em tempo real, escolher o percurso, a hora a que chegará a viatura ao local para o passageiro não ficar eternidades à espera. Os pagamentos são por cartão de crédito registado na aplicação e a fatura é recebida por e-mail. Os motoristas são profissionais com licença para transportar pessoas.

A ANTRAL quer proteger os seus associados, os tradicionais táxis que muitos de nós já utilizamos e de quem muita gente tem queixas pelas mais diversas razões – é importante não generalizar-, de um novo conceito de negócio. Ao querer proteger os taxistas tradicionais, a ANTRAL está a criar uma guerra que a prejudica fortemente pela força e publicidade gratuita que faz à Uber, pelos seus serviços - mais baratos e mais personalizados do que estar na rua e chamar um táxi e logo se vê quem aparece. Alguém dizia no Expresso da semana passada que querer parar a Uber era como parar o vento com as mãos – escapa-se por entre os dedos, tornando-se em tempo perdido. A ANTRAL considera que esta empresa está contra os taxistas e que é insegura para os utilizadores. Como assim? Alugar um táxi está isento de riscos? Em que media posso estar mais seguro ao chamar um táxi? Quais os dados e estudos que suportam esta argumentação? Se eu utilizar a aplicação posso escolher quem me pode transportar, sabendo de ante mão que tipo de motorista estará à minha disposição. Como inseguro se o pagamento é por cartão de crédito e assim se evita trocos ou valores pouco claros no fim da corrida. Em que medida pode ser ilegal quando o serviço é prestado por viaturas e condutores legalizados para o efeito e recebo uma fatura pelo pagamento e serviço prestado. A Uber está para os transportes como o Booking para a reserva de um quarto de hotel quando pretendo fazer uma viagem. Haverá riscos como existem em qualquer serviço prestado por uma empresa. A modernidade obriga à mudança de hábitos e as empresas têm de se adaptar às novas exigências e adaptar novas formas de relacionamento com os seus clientes. A reação da ANTRAL não pode ser: parar o vento com as mãos, mas seguir na sua direção e aproveitar o seu balanço. O tempo e dinheiro que perde em guerras judiciais com a Uber poderia ser aproveitado para a modernização do setor, no relacionamento com o cliente e na procura de alternativas que melhorem a mobilidade das pessoas a custos competitivos. A Uber já ganhou.

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O QUE SERIA DE MIM SEM A ROTINA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.05.15

Há alturas da vida que me canso daquela rotina e da correria desde o levantar até ao chega a casa - às vezes, até ao deitar. Mas, o que seria de mim sem essa rotina? Faz falta. Quando não a tenho sinto falta dela. Por exemplo, quando a doença impede a rotina e me obriga a parar: fico farto. Fico desejoso por voltar à rotina de antes. A rotina é vida. Para outros acredito que a rotina seja a morte lenta. São as escolhas que fazemos e as oportunidades que temos. A que propósito me lembro disto? A simples razão de me ter sentado naquele café do costume e sem ter pedido nada, a funcionária traz-me gentilmente o café curto. Já sabe. Nem preciso falar para além de um: obrigado. O mesmo acontece num outro sítio em que a determinada hora do dia, o funcionário do costume me traz o café, o pastel de nata e o copo com água. São hábitos, rotinas. Isso revela que sou previsível? Talvez. Pelo menos sabem com o que contam… Essa rotina faz com que em determinadas alturas, em que a quero quebrar, tenha de ser eu a correr em direção ao funcionário dizer-lhe que quero outra coisa – não vá ele trazer em vão o que não quero e tenha de fazer novo percurso. A vida tem sempre rotinas, por muito que se tentem contrariar. Acordar, o banho, lavar os dentes, comer, olhar o telefone, ver os e-mails, ouvir as notícias, comprar o jornal, fumar depois do café, aproveitar as promoções do supermercado, deitar. São tudo rotinas. As que nos dão prazer não nos queixamos, as que dão dor de cabeça são terríveis.

O que seria da minha vida sem uma dose de rotina? O mesmo que sem uma dose de cafeína, o mesmo que sem uma dose de palavras escritas, o mesmo que sem umas linhas lidas do jornal ou de um livro. Por vezes, desejo sair da rotina, mas sabe tão bem estar imbuído nela. Trata-se de uma forma de viver embriagado – embriagado na vida.

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HÁ QUANTO TEMPO NÃO OUVES O CUCO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.05.15

“Aos anos que não ouço o Cuco” – expressão dita por um homem de meia idade para outro enquanto caminham ao longo da rua. De imediato me questionei: Há quantos anos não ouço o Cuco? Bem… Não consigo lembrar-me do tempo, mas sei que há uns tempos ouvi o cuco, não me lembro aonde, mas sei que não foi assim há tanto tempo.

A falta da natureza tem destas coisas. Há sons que estão na nossa memória como recordação porque são sons cada vez mais raros, sobretudo para quem vive nas cidades – como eu. Quantos já não se lembram do som do Cuco? Quantos nunca ouviram o cuco? Quantos só têm a memória desde os tempos de, em nossas casas, haver um relógio que a certa altura lançava o Cuco da gaiola. Sons que a modernidade vai apagando do quotidiano e que apenas permanece na memória de alguns.

Neste momento, acabo por sentir falta do campo, da sua calma, dos sons da natureza e das paisagens que me enchem a vista e me fazem sentir relaxado. As cidades têm a sua graça, mas é diferente. E vós, há quanto tempo não ouvem o Cuco?

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TAP: A CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.05.15

Pelos vistos a greve não está a ter o efeito desejado. Desejado por quem? Pelos sindicados que a convocaram. Convocaram uma greve de 10 dias. Sim dez dias. O que isso representa? A falência da joia da coroa portuguesa – a TAP.

Se no passado as caravelas e as naus davam novos mundos ao mundo e do nosso país partiram para colonizar e trazer riqueza; a TAP faz o semelhante – leva portugueses para outras paragens para trabalhar, passear e traz riqueza para o país através dos milhões de turistas que visitam o nosso país, sendo a maior força exportadora atual.


Dez dias de greve é a machada moral, económica e social que querem dar à TAP e com isso assassina-la à vista de todos, como se fosse a “Crónica de Uma Morte Anunciada”, de Gabriel Garcia Marques – todos sabiam da morte de um fulano e ninguém acorreu para o avisar. Machada moral porque se trata de uma empresa portuguesa por quem muitos portugueses têm um carinho e defendem a sua existência em nossas mãos, seja no domínio público, seja no domínio privado – a greve derruba esses defensores deixando-os sem argumento. Machadada económica porque esta greve pode provocar um prejuízo de 70 milhões de Euros e a perda de muitos clientes que se somará a 512 milhões de Euros em prejuízos de capital e ajuda aos 1062 milhões de Euros da sua dívida. Machada social porque posteriormente estarão em risco dezenas de trabalhadores com o despedimento à vista.

 

Desde que me lembro de acompanhar notícias que sempre ouvi falar nas dificuldades da TAP, na sua ingovernabilidade, na sua necessidade de aumento de capital, nas greves. Mas, também ouvi falar de qualidade dos seus serviços, segurança e qualidade dos seus quadros técnicos e do seu pessoal. Há muito mais na TAP para preservar do que para “deitar fora”. Há muito mais razões para lutarem todos pela sobrevivência da empresa do que pelo seu encerramento lento e penoso que poderá ser inevitável. Eu defendia que a TAP ficasse em mãos portuguesas, até numa gestão pública eficiente porque é algo possível; na impossibilidade de isso acontecer preferia que fosse vendida a empresas/grupos com capitais portugueses para que o seu património e a sua gestão fosse nacional; na impossibilidade disso ser acontecer teremos que vender a outros – estrangeiros. Vender a TAP não é o mesmo que vender uma PT, um grupo de supermercados ou uma construtora – antes fosse. Não temos História ou empresas de aviação que assegurem o negócio – um negócio com gestão nacional e capital nacional.


É uma realidade dura aquela a que a TAP está entregue e que só será desbloqueada se os pilotos tiverem o condão de se juntarem à salvação da transportadora e pensarem no melhor futuro possível, independentemente do negócio que será necessário fazer. Os pilotos não podem fazer o que lhes vai na cabeça só pelos seus interesses no negócio sem ponderarem os interesses económicos de todos os trabalhadores e sem pensarem nas machadas que há pouco referi. Se o fizerem, estão a ter uma atitude puramente gananciosa – a mesma que patrões e grande capital têm quando ameaçam o desmantelamento de uma empresa em troca do maior lucro possível, sem pensar nos trabalhadores que mantém a todo o custo a operacionalidade da empresa por necessidade do seu salário. Se assim é, os Sindicatos atuam por defesa do capital e não na defesa social. Os sindicatos não podem atuar apenas em função dos seus associados – para bem das suas cotas -, mas em função da normalidade social de todos os trabalhadores da empresa, defesa dos clientes ou então fecha-se no seu corporativismo que condenará o seus sindicalizados ao desemprego.

 

A TAP precisa de um rumo diferente – uma luz ao fundo do túnel -, que evite ser a eterna pedra no sapato de todos os governos – direita e esquerda – e o eterno cansaço dos portugueses, que a cada greve mais revoltados estão contra esta atitude dos pilotos – para além do rótulo que os outros trabalhadores têm injustamente.

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